Reviews e Análises
Super Mario Bros: O Filme – Crítica
Você sabe muito bem qual é o Mario. Ele mesmo! O Encanador italiano mais queridinho do mundo. Falo isso sem risco de errar e aqui o filme não decepciona. Vou te dizer que realmente o filme está muito bonito e evoca muitos sentimentos para fãs. Se vale a pena? Vale demais. Não só para crianças, mas também para adultos e para os amantes do game.

A animação é dirigida por Aaron Horvath, que também foi diretor de “Jovens Titans em ação! nos cinemas” de 2018, e Michael Jelenic, em seu primeiro trabalho como diretor no cinema. Um ótimo trabalho de montagem e de planejamento das cenas. O ritmo está excelente, fazendo jus ao universo gamer. Possui uma comicidade na medida certa, cria uma dinâmica dramática na medida do universo das personagens. O que já conhecemos do trabalho dele em Jovens Titans.
O roteiro tem as mãos de Matthew Fogel, roteirista também de “Vovó… zona 3: tal pai, tal filho” de 2011, “Uma aventura lego 2” de 2019 e “Minions 2: A origem de Gru” de 2022. Uma história enxuta, objetiva e redondinha. Apresentação do universo, das personagens, dos ‘mundos’, todas muito bem apresentadas e construídas. Quero dar uma atenção em dar luz ao que importa para a história, sem ficar gastando tempo contando besteirinhas, e nem tirando soluções do nada. Roteiro redondinho.

Sobre elenco, você sabe: dublagem altera a percepção toda. Uma coisa que me chamou a atenção é que nos créditos eles trataram os dubladores nacionais como elenco principal. Um baita respeito com os dubladores nacionais. E vamos pra lista com personagem – dublador original – dublador nacional:
- Mario – Chris Pratt (“Guardiões da Galaxia” de 2014 e “Jurassic Word: O mundo dos Dinossauros” de 2015) – Raphael Rossatto (“Guardiões da Galaxia” de 2014 e “Jurassic Word: O mundo dos Dinossauros” de 2015)
- Luigi – Charlie Day (“Férias frustradas” de 2015 e “Círculo de fogo: a revolta” de 2018)- Manolo Rey (“De volta para o futuro” de 1985 e “Homem aranha: sem volta pra casa” 2021)
- Princesa Peach – Anya Taylor-Joy (“Vidro” de 2019 e “O Homem do Norte” 2022) – Carina Eiras (“Vidro” de 2019 e “O Homem do Norte” 2022)
- Bowser – Jack Black (“Trovão Tropical” de 2008 e “Jumanji: Bem vindo a selva” de 2017) – Márcio Dondi (“Vingadores: Era de Ultron” de 2015 e “O Irlandês” de 2019)
- Toad – Keegan-Michael Key (“Esposa de mentirinha” de 2011 e “Férias Frustradas” de 2015) – Eduardo Drummond (“Ted” de 2012 e “SHAZAM!” de 2018)
- Donkey Kong – Seth Rogen (“Vizinhos” de 2014 e “Os Fabelmans” de 2022) – Pedro Azevedo (“SHAZAM!” de 2019 e “Thor: amor e Trovão” 2022)

Mas vamos falar sobre o que é o filme. Mario e seu irmão Luigi resolvem abrir sua empresa de encanadores, mas não estão indo muito bem em seus primeiros passos. Por um acidente hidráulico na cidade que eles vão se arriscar a resolver, acabam por encontrar um caninho verde que os leva para um mundo fantástico, mas também acaba os separando. Nesse mundo dividido em diferentes terras, Mario conhece Toad que o apresenta a princesa Peach, que está apreensiva com o iminente ataque do vilão Bowser e precisa do apoio do povo Kong. E o Plano do vilão Bowser é realmente muito mal, mas não contava com o que Mario e Luigi podem fazer quando estão Juntos. Essa aventura é para toda a família e vai te divertir bastante. Não vou falar mais porque quero ver seu comentário aqui contando sua experiência.
Essa crítica da 5 de 5. Já com vontade de pegar o console.
O filme estreia dia 06 de abril nos cinemas.
Reviews e Análises
O Fim da Rua – Crítica
O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.
Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.
Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.
Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.
No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.
-
Podcasts2 semanas agoQueIssoAssim 360 | Como será o novo Batman do DCU?
-
CO23 semanas agoCO2 427 – Pokémon Substitui o Dólar no Apocalipse, 5 Emmys de Spider-Noir e Trailer de Godzilla!
-
QueIssoAssim2 semanas agoReflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
-
CO22 semanas agoCO2 428 – Homem-Aranha Bate Recorde de Star Wars, Vencedores do Emmys e Múmia na Netflix!

