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QueIssoAssim 196 – Amor e Ódio (Faça a Coisa Certa)
No episódio de hoje do QueIssoAssim, Brunão e Miotti chamam o amigo Plínio Perrú, para conversarem sobre racismo, amor, ódio e privilégios ao assistirem o filme Faça a Coisa Certa, de Spike Lee. Para escutar e refletir.
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QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança | Homem-Aranha: Um Novo Dia
O multiverso tirou o dia de folga, mas o Homem-Aranha continua trabalhando em período integral — aparentemente sem salário, férias ou qualquer preocupação com as leis trabalhistas.
No QueIssoAssim 357, Brunão e Baconzitos recebem o amigo Felipe Trindade, do podcast parceiro Passaporte Orlando, para contar tudo sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia. E quando dizemos tudo, é tudo mesmo: este episódio tem spoilers do primeiro balanço de teia até a última cena.
O Homem-Aranha está de volta à vizinhança
Depois de viagens espaciais, guerras intergalácticas, feitiços e reuniões de Homens-Aranha vindos de outras realidades, Peter Parker volta para onde sempre funcionou melhor: os prédios e as ruas de Nova Iorque.
Sem depender do multiverso, o filme recupera o clima do herói urbano que atravessa a cidade nas teias, enfrenta criminosos e tenta proteger pessoas comuns. É o Amigão da Vizinhança novamente ligado à própria vizinhança.
Mas ser o Homem-Aranha em tempo integral tem consequências. Peter está cansado, solitário e cada vez mais consumido pela missão. Em outras palavras: o herói ganhou grandes poderes, grandes responsabilidades e um burnout ainda maior.
Hulk e Justiceiro entram na confusão
Como se a vida de Peter Parker já não estivesse complicada, Homem-Aranha: Um Novo Dia também coloca Hulk e Justiceiro no caminho do herói.
De um lado, temos Bruce Banner e toda a delicadeza de um gigante verde capaz de transformar qualquer quarteirão em terreno para reconstrução. Do outro, Frank Castle, cuja interpretação de “combate ao crime” costuma ser um pouco mais definitiva do que a do Homem-Aranha.
E ainda tem uma outra participação especial que a gente não vai falar aqui para não ter spoilers. Mas a vilã do filme é um grande alívio para os fãs da Marvel.
Um novo dia ou os mesmos problemas?
Brunão, Baconzitos e Felipe discutem o retorno do personagem às suas origens, as cenas de ação, os novos conflitos, a presença dos personagens convidados e os caminhos escolhidos para esta nova fase do herói.
O filme consegue devolver ao Homem-Aranha sua identidade mais urbana? Hulk e Justiceiro acrescentam algo à história ou servem apenas como participações especiais? Quem é a vilã do filme? Peter Parker ainda consegue ter uma vida ou já aceitou trabalhar gratuitamente como super-herói até a aposentadoria?
Dê o play no QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança e descubra as respostas. Só não venha reclamar dos spoilers depois: o aviso foi dado.


Darth Paul Poor Traaaiiis
8 de julho de 2020 at 15:56
Um programa com muitas verdades, sem espaço pra brincadeiras.
“Faça a Coisa Certa” mostra entre outras coisas que a gente ainda precisa aprender muito. Sobre nós mesmos e sobre tantos outros que, principalmente por serem diferentes, representam possibilidades de muita coisa positiva. Mas quem está por cima não abre mão do seu privilégio. E quem está por baixo está cansado de tanto apanhar. Os conflitos são inevitáveis. Precisam ser. Pois sofrer calado não é mais uma opção. Nunca foi. Sempre foi uma imposição.
Minha história com o racismo sempre foi dúbia. Pois apesar de ter crescido em um país racista eu mesmo sempre achei essa atitude sem sentido. Mestiço, misturado ou seja lá qual for o nome que se chama hoje em dia, do meu pai herdei os genes portugueses e de minha mãe os meus genes pretos, indígenas e um pouco (bem pouco mesmo) do espanhol.
Conheci a história dos escravos dentro da minha família, graças a Vovó Pequena – nascida na Lei do ventre Livre. E até hoje nunca vi necessidade de classificar ninguém por sua cor de pele ou descendência. Mas vi e vejo isso acontecer muito.
Há mais de 30 anos esse filme falava de maneira direta e certa – sem abrir mão da sua identidade – sobre como todo mundo acaba crescendo e sendo ensinado a detestar o “diferente”. E não faltam exemplos de como o amor, o respeito e a empatia podem combater esse ódio. Mas existem esses momentos, como o filme mostra, onde os nervos estão a flor da pele, o diálogo nunca foi visto como uma opção e que as coisas explodem justamente por serem voláteis demais.
Acho que o povo do Refil “Faz a Coisa Certa” em não deixar o momento pra falar sobre esse filme passar batido, mesmo eu discordando de algumas leituras nesse e em outros assuntos. Pois eu não me canso de dizer que “respeitar não significa concordar. E discordar não significa agredir.”
Agora é aguardar por mais programas sobre obras tão relevantes como essa, do mesmo diretor e de tantos outros que surgiram ao longo dos anos, superando dificuldades e preconceitos.
Aquele abraço. Dessa vez sem malícia. Só com empatia mesmo.
RAFAEL BERALDO DOURADO
15 de julho de 2020 at 10:55
Tem uma cena num episódio de Todo Mundo Odeia o Chris que a Roxelle fica presa num vagão de metrô e uma das mulheres lá é namorada de um aspirante a cineasta que ela emprestou dinheiro do cartão de crédito pra ele fazer o filme… E depois o narrador revela que era o Spike Lee…
E eu lembro da minha frustração ao assistir esse filme porque a chamada da Globo dava a entender que era uma comédia.