Connect with us

Reviews e Análises

Noite Infeliz – Crítica

Published

on

Dá para contar nos dedos os filmes realmente bons de Natal. A lista quase nunca é atualizada. São sempre os mesmos que são mencionados: Esqueceram de Mim, Férias Frustradas de Natal… E no topo da lista da maioria das pessoas sempre está o clássico Duro de Matar. Pois venho com boas novas. Pode atualizar essa lista. Noite Infeliz já nasce clássico. Até porque ele pega exatamente a mesma premissa de Duro de Matar e substitui John Mclane por ninguém mais ninguém menos que o próprio Papai Noel.

É véspera de Natal e a casa da família ricaça Lightstone é invadida por bandidos que querem a senha do cofre para roubar mais de 300 milhões de dólares. Só que eles não contavam que o Papai Noel estava na casa entregando os presentes quando tudo acontece. E aí amigo, o velho vai atualizando a lista dos meninos maus e acabando com eles um a um no melhor estilo porrada bruta e sangue voando na tela.

David Harbour está excelente como um Papai Noel literalmente de saco cheio da profissão. Bêbado e guloso, Noel quer que aquela véspera de Natal acabe logo, pois ele não quer mais viver aquilo ali. Mas os acontecimentos daquela noite vão conseguir transformar seu coração, principalmente ao ser salvo pela fofíssima Trudy (Leah Brady), a neta da família Lightstone, que é a única que ainda acredita no bom velhinho.

Aí segue uma série dos melhores clichês de filmes de ação, comédia e Natal, com momentos específicos para homenagear outros filmes clássicos. Noite infeliz é um prato cheio para quem quer ver cenas de ação violentas, comédia sarcástica e sentir aquele quentinho no coração. Um dos mais divertidos de 2022, com certeza!

Avaliação: 5 de 5.
Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

Published

on

O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

Continue Reading

Burburinho

Entretenimento que não acaba! Acompanhe nossos podcasts, vídeos e notícias.
Copyright © 2016-2026 Portal Refil — Todos os direitos reservados.
FullStack Dev: Andreia D'Oliveira. Design: Henrique 'Foca' Iamarino.
Theme by MVP Themes — WordPress.
Política de Privacidade