Reviews e Análises
Velozes e Furiosos 9 – Crítica
Tiro, porrada, bomba, treta internacional e um Pontiac Fiero espacial… Velozes e Furiosos 9 vai além do imaginável e entrega um filme de ação e comédia onde não se sabe se estão se levando a sério ou não.
Com roteiro qualquer nota onde Jackob Toretto aparece pra complicar a vida de um Dom Toretto que tava quieto curtindo aposentadoria na fazenda. O Filme é uma ótima opção para uma sessão da tarde, com muita ação e explosões. Ele reúne quase toda a turma de Velozes e Furiosos e é quase um Vingadores de Michael Bay, se eles fossem pilotos de carros, bons de briga e que tomam corona.
Vin Diesel volta como Dominic Toretto com sua atuação canastrona e poses flexionando os músculos que a gente finge que não vê. Michelle Rodriquez retorna como Letty, Jordana Brewster como Mia em sua atuação igualmente canastrona em vários momentos. Tyrese Gibson está hilário como Roman e Ludacris faz a dupla como Tej. Contamos ainda com Nathalie Emmanuel, Charlize Theron, John Cena, Finn Cole, Sung Kang, Anna Sawai, Kurt Russel, Lucas Black e até Helen Mirren fazendo drifting.
A física é mencionada diversas vezes no filme, mas é a maior amiga do roteirista nele: magnetismo só funciona com o que precisa, na hora que precisa e como precisa… Mas quando chegamos a esse ponto, já tem um Pontiac Fiero voando em baixa órbita no planeta Terra…

Reviews e Análises
O Fim da Rua – Crítica
O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.
Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.
Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.
Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.
No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.
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RAFAEL ANTUNES
24 de junho de 2021 at 11:24
Melhor franquia!!!!
Fez 29 anos está semana!!!
Estou ansioso para assistir!!!
Abração
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