Reviews e Análises
Invasão Zumbi 2: Península – Crítica
A sequência do aclamado Invasão Zumbi (Train to Busan/Busanhaeng) é um baita filme de ação. Nele, voltamos para a Coréia do Sul depois de quatro anos do primeiro filme. O país está sob quarentena do resto do mundo e é lar de várias gangues que lutam entre si para sobreviver.
Combinando um roteiro que sai da mesmice sem desviar demais dos filmes de zumbi, com cenas de ação com carros, “drifting”, tiros, “flares” e uma pitada de drama pra poder respirar. O filme segue quatro sul-coreanos que foram extraditados para Hong Kong e que agora voltam para a Coréia do Sul para encontrar um caminhão com US$20 milhões em troca de metade do dinheiro.
O filme peca nas cenas com fundo verde, onde pode-se ver o corte dos atores do cenário atrás dele. Porém as cenas de ação, os zumbis digitais e a tensão puxam o público rapidamente de volta.
Dirigido por Yeon Sang-ho, com Gang Dong-won, Lee Jung-hyun e Lee Ree o filme é prato cheio pra quem gosta de filmes de ação. E não precisa assistir o primeiro pra curtir o segundo.
Reviews e Análises
O Fim da Rua – Crítica
O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.
Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.
Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.
Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.
No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.
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Simões Neto
26 de novembro de 2020 at 11:03
Filme divertido, mas tenta emular o drama que o primeiro filme teve e o resultado foram várias cenas forçadas. As cenas em fundo verde também foram horríveis: a perseguição dos carros me cansou pela extensão e por ser muito mal produzida. Daria umas 3 estrelas.