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Reviews e Análises

Tenet – Crítica

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O título do filme ser um palíndromo encaixa perfeitamente com a trama, e a primeira metade do filme deixa isso bem claro. O Protagonista é apresentado a um mundo onde uma ameaça da terceira guerra mundial está acontecendo na frente dos olhos do mundo. Espionagem internacional é a ponta do iceberg na jornada que somos inseridos junto do Protagonista (John Davis Washington) em sua jornada para salvar o mundo.

Christopher Nolan usa e abusa da tecnologia para trazer seu roteiro para a telona, com câmera lenta, cgi e muita explosão. O filme é repleto de ação, que começa logo nas primeiras cenas, mas não deixa muita coisa sem explicação. Essa quantidade de demonstração e explanação acaba deixando o filme longo, então não beba muita água antes de ir assistir ou vai ficar com vontade de ir ao banheiro no meio do filme.

A trilha sonora segue bem o estilo de Nolan, criada por Ludwig Göransson (Pantera Negra, O Mandaloriano, Creed), em momentos ela lembra a trilha dos dois filmes do Batman do diretor. Kennet Branagh está muito bem no papel de vilão, enquanto John Davis Washington mostra que pode levar um filme de ação nas costas. Robert Pattinson passa boa parte do filme como o parceiro do Protagonista e está bem nas cenas de ação, o que me dá mais esperança nele como o próximo Batman.

Com cenas de luta muito bem ensaiadas e realizadas, o filme prega peças na audiência pela forma que desenrola a trama. A história do filme é pretenciosa, com algumas reviravoltas e quebras de expectativas ela consegue fugir de alguns clichês enquanto se segura fortemente a outros que são essenciais para um bom filme de ação.

O filme não deixa de ter alguns furos de roteiro, erros de montagem e continuidade, mas não é pra isso que se vai ao cinema ver filme de ação e ficção científica.

Avaliação: 4 de 5.

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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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Burburinho

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