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“Quase Deserto”, de José Eduardo Belmonte, chega aos cinemas, com Brasília no circuito de exibição

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Coprodução internacional é estrelada pela atriz armênio-americana Angela Sarafyan, o uruguaio Daniel Hendler e o brasileiro Vinícius de Oliveira

Depois de integrar a Première Brasil do Festival do Rio 2025 e a programação da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, “Quase Deserto” (“Almost Deserted”), novo longa de José Eduardo Belmonte, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (27), com Brasília (DF) no circuito. Gravado em Detroit (Estados Unidos), o filme é uma coprodução internacional e conta com Angela Sarafyan (“Westworld”), Daniel Hendler (“O Abraço Partido”) e Vinícius de Oliveira (“Central do Brasil”) no elenco.

Definido por Belmonte como um noir distorcido, “Quase Deserto” acompanha dois imigrantes latinos sem documentos e uma mulher americana que testemunham um assassinato em uma Detroit pós-pandemia, apocalíptica e quase inabitada. O trio embarca em uma jornada de fuga e recomeço, entre ruínas, segredos e falsas reconstruções.

Mais do que um filme, “Quase Deserto” representa o início de uma nova etapa na trajetória de José Eduardo Belmonte, marcada pela busca por modelos de coprodução internacional que unam criadores de diferentes países em torno de propriedades intelectuais brasileiras. A proposta é desenvolver obras originais e provocativas, tanto na forma quanto no conteúdo, que reflitam o Brasil contemporâneo, seus conflitos humanos com os vizinhos, o isolamento histórico em relação às Américas e a necessidade de reconexão cultural.

“Uma das formas de falar do Brasil é colocar o país em outra situação, de fora. Porque você entende muito mais o Brasil quando está fora dele. Então o filme tem isso, de expandir as fronteiras, falar do Brasil e indicar um modelo de produção que é de igual para igual, de união entre os países”, conta o diretor José Eduardo Belmonte.

Rodado em três idiomas (português, espanhol e inglês), o longa é produzido por Rodrigo Sarti Werthein e Rune Tavares, com produção da ACERE e coprodução da We Are Films (Nova Iorque), Filmes do Impossível e Paramount Pictures. O roteiro é assinado por Belmonte, Carlos Marcelo e Pablo Stoll “Whisky”.

Sinopse:

Em uma Detroit pós-pandemia, esvaziada e dividida durante a eleição entre Trump e Biden, dois imigrantes latinos sem documentos tropeçam em um assassinato e, por impulso, resgatam a única testemunha: uma mulher americana com uma rara síndrome que compromete sua sociabilidade e lhe confere olhos de criança, capazes de ver o que ninguém mais vê. Agora, essa tríade improvável inicia uma jornada em busca de fuga e recomeço, atravessando uma cidade cheia de ruínas, segredos e reconstruções falsas. Mas nada — nem a cidade, nem o crime, nem eles mesmos — é o que parece ser. “Quase Deserto” é um thriller que flerta com o absurdo, um noir distorcido sobre deslocamento, ironia e o desejo de pertencimento em meio ao colapso.

Elenco: Angela Sarafyan, Vinícius de Oliveira, Daniel Hendler, Alessandra Negrini, Deborah Chenault-Green, Thais Gulin, Virgínia Lombardo.

Ficha Técnica:

Ano: 2025
Duração: 106 minutos
Direção: José Eduardo Belmonte
Produção: ACERE
Coprodução: Filmes do Impossível, We Are Films e Paramount Pictures
Distribuição: Pandora Filmes
Produtores: Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares
Roteiro: Pablo Stoll, José Eduardo Belmonte, Carlos Marcelo
Direção de Fotografia: Leslie Montero, AMC
Montagem: José Eduardo Belmonte
Direção de Arte: Monica Palazzo, ABC
Figurino: Nikyah Lumbard
Direção de som: Lucas Caminha
Edição de som: Miriam Biderman, ABC e Ricardo Reis, ABC
Trilha Sonora: Zepedro Gollo

Serviço:

Quando: Quinta-feira, dia 27 de novembro
Onde:

  • Cine Cultura Liberty Mall – Endereço: SCN Quadra 2, loja 200 – Asa Norte, Brasília
  • Cinesystem Casa Park – Endereço: SGCV Shopping Casa Park – Guará, Brasília
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Sergio Rezende começa a filmar o longa “O Faraó dos Bitcoins”, sobre uma das maiores fraudes financeiras do Brasil

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À esquerda, Christian Malheiros e Lorena Comparato caracterizados para o filme “O Faraó dos Bitcoins”. Crédito: Guilherme Leporace. À direita, a foto original de Glaidson e Mirelis (reprodução).

Longa-metragem é estrelado por Christian Malheiros e Lorena Comparato

A história de uma das maiores fraudes financeiras do Brasil chegará aos cinemas com o longa-metragem de ficção “O Faraó dos Bitcoins”, que começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro. Com direção de Sergio Rezende, que também assina o roteiro junto com Dida Andrade, o filme traz um roteiro eletrizante, baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros. Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas. O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.

A trajetória de Glaidson, interpretado por Christian Malheiros, mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.

Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.

O roteiro acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende
Roteiro – Sergio Rezende e Dida Andrade
Direção de Fotografia – Nonato Estrella
Produção – Tiago Rezende
Coprodução – Mariza Leão
Produção Executiva – Mariza Figueiredo
Direção de Arte – Fabi Egrejas
Figurino – Pilar Salgado
Maquiagem – Luiz Gaia
Montagem – Maria Rezende
Técnico de Som – Felipe Machado
Produção – Morena Filmes
Coprodução – Paris Entretenimento
Distribuição – Paris Filmes

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