Reviews e Análises
O Pior Vizinho do Mundo – Crítica

Tenha dó, Tom Hanks. Se não sabe brincar, não brinca. Que baita filme e garanto que vai pra lista de melhores do ano. E você não vai se arrepender de assistir, mas leve um lencinho, afinal.. Tá de mexer com suas emoções, seja pra chorar, seja pra rir. E vale a pena lembrar que é baseado em um livro homônimo, e que foi considerado como um possível ganhador se existisse um prêmio de livro mais cativante.

O filme tem como condutor geral o diretor Marc Foster, que já dirigiu “O caçador de pipas” de 2007 e “Christopher Robin: Um reencontro inesquecível” de 2018. E, apesar de ter algumas pedras no caminho, mostra que é diretor de boas coisas. E aqui não decepciona nada. Aliás, cada semiótica, a trilha, a iluminação, o ritmo, a escolha das cenas… olha. O diretor toma sua emoção de assalto e balança você pra todos os lados. Até chorar e rir ao mesmo tempo.
Já roteiro não é de se esperar que seja excelente, afinal Fredrik Beckman, apesar de não ser famoso, já escreveu outras produções que deram muito certo, e Hannes Holm tem tem uma jornada semelhante com mais de 10 produções em sua trajetória. O trabalho feito é bonito, limpo e muito cativante. As falas simples, cotidianas, um argumento simples, e um final surpreendente. Nem sem como eu vou elogiar mais. Sério.

E se até agora nada foi decepcionante, no elenco a coisa só se mantém em alto nível. Bom, temos Tom Hanks (“The Post: a guerra secreta” de 2017 e “Elvis” de 2022) como o vizinho rabugento Otto. Mariana Treviño (“Perfectos desconocidos” de 2018 e “Los Rodrigues y el más allá” de 2019) como Marisol, uma vizinha recem chegada da cidade do méxico com seu marido. Temos Rachel Keller (“Sombra Lunar” de 2019 e “Butcher’s Crossing” de 2022) que interpreta a falecida esposa de Otto. E seguimos com outros como Mack Bayda, Cameron Britton, Juanita Jennings, Peter Lawson Jones e etc. E na boa, cada cena é um deleite com o trabalho de cada.

Mas vamos ao que importa. Essa é a história do vizinho querido O-T-T-O. Começa já mostrando a aposentadoria dele e então somos levados a perceber seu toque, sua relação com os vizinhos e seus incômodos pela falta de modos de alguns. Somos, então, conduzidos a ver cada passo de uma ação planejada por ele, que na sua tentativa é interrompida pela chegada de um novo casal vizinho, no condomínio. Otto é um vizinho ranzinza e descobrimos que tem a ver com a morte de sua esposa e aí… ahhh, vou falar não. Você vai ter que ir assistir e se emocionar junto comigo.
O filme não merece menos do que 5 de 5. com louvor.
“O pior vizinho do mundo” estreia dia 26 de janeiro, nos cinemas.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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