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Em vitória inédita para o Brasil, Fernanda Torres vence o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama com “Ainda Estou Aqui”

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Através desse filme, de alguma maneira, a gente está promovendo uma forma de reparação,” declara a atriz

Pela primeira vez na história, em 82 edições, o Globo de Ouro elegeu uma brasileira como Melhor Atriz em Filme de Drama. Fernanda Torres recebeu o prêmio por seu trabalho como Eunice Paiva em “Ainda Estou Aqui”, longa de Walter Salles, com Selton Mello e participação especial de Fernanda Montenegro, que já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas, e na noite de domingo tomou conta das redes sociais com o apoio dos brasileiros à sua campanha na premiação.

“Eu estou muito feliz, mas não só por mim, também pelo que esse filme virou no Brasil, pela maneira como as pessoas foram ao cinema e, acima de tudo, pela importância que ele tem para uma família chamada Paiva, que nunca teve o direito de sequer enterrar seu pai, o Rubens. Através desse filme, de alguma maneira, a gente está promovendo uma forma de reparação para eles. O meu amor ao Marcelo por ter escrito esse livro, ao Walter por ser o parceiro que ele é para mim e para minha mãe. Estou muito feliz com as reações que eu tenho visto pelo Brasil, então esse prêmio não é meu, é nosso,” declarou Fernanda Torres, após a cerimônia de premiação no domingo, 5, em Los Angeles.

Para Walter Salles, a vitória de Fernanda Torres é especialmente significativa, já que ocorre 26 anos após ‘Central do Brasil’ percorrer uma trajetória semelhante na temporada de premiações. O cineasta comentou o momento histórico vivido por Torres e “Ainda Estou Aqui”: “tão feliz pela Fernanda, tão feliz pelo cinema brasileiro, pelo Marcelo!!! Viva Nanda e Eunice Paiva, viva Fernanda Montenegro, viva cada pessoa da equipe maravilhosa desse filme, viva o público que o abraçou e fez a diferença. É muito emocionante viver isso 26 anos depois de “Central do Brasil”.

Em 1999, “Central do Brasil” chegou ao Globo de Ouro representado por Fernanda Montenegro, na categoria de Melhor Atriz, e venceu o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, categoria na qual Walter Salles voltou a competir em 2002, com “Abril Despedaçado”, e em 2005, com “Diários de Motocicleta”.

“Minha parceira Fernanda Torres ganhou o prêmio máximo de uma  atriz em performance dramática esse ano. Mas foi mais do que isso, foi também a vitória do cinema brasileiro como um todo, a vitória de tantos atores brasileiros que sonham em se expressar na tela grande do cinema. Eunice Paiva foi honrada com essa premiação, Rubens Paiva foi igualmente enaltecido. Marcelo Rubens Paiva nos abriu generosamente a memória de sua família e esse prêmio também é dele. Por fim, foi premiado também nosso mestre sensível Walter Salles, que conseguiu filmar um sentimento, filmou a dor, tornou-a palpável, com a grandeza humana que somente os grandes cineastas alcançam. Hoje vou dormir feliz por me sentir absolutamente representado diretamente pela vitória de minha amiga brilhante,” se emocionou Selton Mello, que vive Rubens Paiva no filme, ao dimensionar a importância do prêmio que Torres traz para o Brasil.

A produtora Maria Carlota Bruno, da VideoFilmes, definiu a noite deste domingo como histórica. “Fernanda Torres, sua talentosa atuação nos emocionou e nos orgulha. Este Globo de Ouro é um reconhecimento merecido à sua dedicação, criatividade e paixão. É  também um reconhecimento para todos nós que fizemos o filme. Este Globo de Ouro simboliza não apenas seu talento, mas também sua contribuição ao cinema brasileiro,” afirmou.

A temporada de premiações apenas começou, e “Ainda Estou Aqui” segue recebendo reconhecimento da crítica internacional. Na última semana, o filme entrou para a lista dos pré-indicados na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa do BAFTA, principal premiação do cinema britânico, que anteriormente elegeu “Central do Brasil” (1999) e “Diários de Motocicleta” (2005), ambos de Walter Salles, como o Melhor Filme Estrangeiro de suas respectivas temporadas.

“Ainda Estou Aqui” foi selecionado pela Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão em uma lista de 40 títulos, e agora compete com outros nove longas por uma vaga entre os cinco finalistas da categoria, que serão revelados no dia 15 de janeiro. A cerimônia de premiação do BAFTA ocorre no dia 16 de fevereiro.

O filme figura na shortlist de longas que podem concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional e concorre na mesma categoria no Critics’ Choice Awards 2025, que revelará os vencedores no dia 12 de janeiro. Na maior premiação do cinema espanhol, disputa o Prêmio Goya de Melhor Filme Ibero-Americano.

“Ainda Estou Aqui” já ganhou oito prêmios. A lista inclui Melhor Roteiro, no 81º Festival de Veneza, onde o filme teve seu lançamento mundial. Recebeu quatro prêmios de Melhor Filme do Júri Popular: na 48ª Mostra de S. Paulo; no Festival Internacional de Cinema de Vancouver, no Canadá; no Festival de Cinema de Mill Valley, nos Estados Unidos; e no  Festival de Pessac, na França, onde também recebeu o Prêmio Danielle Le Roy, dado pelo júri jovem. A atriz Fernanda Torres também foi eleita Melhor Atriz em Filme Internacional pelo The Critics Choice Awards, na seção Latino Cinema & Television. Recentemente, a produção venceu o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no New Mexico Critics Awards 2024 e recebeu uma menção honrosa como um dos cinco melhores longa metragens internacionais do ano no National Board of Review Awards, nos Estados Unidos.

Nas bilheterias brasileiras, “Ainda Estou Aqui” fechou 2024 como a quinta maior bilheteria do ano, e foi o único filme nacional entre o top 10, com mais de 3 milhões de ingressos vendidos. Este é o primeiro longa brasileiro que alcança esses números desde o início de 2020. Segundo informações da Filme B, o título foi ainda um dos principais responsáveis para que o cinema brasileiro atingisse uma fatia de mercado de cerca de 10,5% em 2024 — seu melhor desempenho pós-pandemia.

“Ainda Estou Aqui” também segue ganhando reconhecimento da crítica nacional e na mídia internacional. O longa foi eleito o melhor filme de 2024 pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) e foi um dos 20 títulos selecionados pela BBC para a prestigiosa lista de melhores filmes de 2024 e foi reconhecido pela revista Hollywood Reporter – importante publicação sobre a indústria do entretenimento – como um dos dez melhores filmes de 2024. A atriz Fernanda Torres ficou em segundo lugar, ao lado de Demi Moore, no prêmio da Associação de Críticos de Los Angeles. A produção também foi indicada a Melhor Filme pela Internacional Utah Film Critics Association, e Melhor Filme em Língua Estrangeira no North Carolina Film Critics Association Awards. E recebeu as indicações de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz em Filme de Drama, para Fernanda Torres, no Satellite Awards, premiação concedida pela Academia Internacional de Imprensa.

SINOPSE

Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice – cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas – é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseada no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, a história emocionante dessa família ajudou a redefinir a história do país.

ELENCO

A FAMÍLIA
Eunice PaivaFernanda Torres
   Fernanda Montenegro
Rubens PaivaSelton Mello
VerocaValentina Herszage
   Maria Manoella 
NaluBarbara Luz
   Gabriela Carneiro da Cunha
ElianaLuiza Kosovski
   Marjorie Estiano
MarceloGuilherme Silveira
   Antonio Saboia
BabiuCora Mora
   Olivia Torres
Maria JoséPri Helena
    
OS AMIGOS
FelixHumberto Carrão
Fernando GasparianCharles Fricks
Dalva GasparianMaeve Jinkings
Helena GasparianLuana Nastas
Laura GasparianIsadora Ruppert
Baby BocayuvaDan Stulbach 
Dalal AchcarCamila Márdila
Raul RyffDaniel Dantas
Beatriz RyffHelena Albergaria 
Lino MachadoThelmo Fernandes
MarthaCarla Ribas
PimpãoCaio Horowicz
CristinaMaitê Padilha
ReinaldoFelipe Barreto

FICHA TÉCNICA

Diretor: Walter Salles
Roteiro: Murilo Hauser e Heitor Lorega
Direção de Fotografia: Adrian Teijido
Montagem: Affonso Gonçalves, ACE
Direção de Arte: Carlos Conti
Figurino: Cláudia Kopke
Música: Warren Ellis
Som Direto: Laura Zimmerman
Mixagem de Som: Stéphane Thiébaut
Caracterização: Luigi Rocchetti
Maquiagem: Marisa Amenta
Efeitos Especiais: Claudio Peralta
Preparação de Elenco: Amanda Gabriel
Casting: Letícia Naveira
Produtora Delegada: Lili Nogueira
Produtora Associada: Daniela Thomas
Produtores Executivos: Guilherme Terra, Thierry de Clermont-Tonnerre, Lourenço Sant’anna, Renata Brandão, Juliana Capelini, David Taghioff, Masha Magonova
Produtores: Maria Carlota Bruno, Rodrigo Teixeira, Martine de Clermont-Tonnerre
Produtoras: VideoFilmes, RT Features e MACT Films
Coprodutoras: ARTE France Cinéma, Conspiração, Globoplay
Baseado no livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva
Apoio: Projeto Paradiso
Distribuição: Sony Pictures

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Maika Monroe, ícone do cinema de terror, é governanta sanguinária em Psicopata Vitoriana

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Velha conhecida de fãs do gênero, atriz retorna em novo papel sombrio no lançamento da Diamond Films

Fã de terror, prepare-se: você está prestes a conhecer sua nova personagem favorita. Em PSICOPATA VITORIANA (“Victorian Psycho”), a atriz Maika Monroe (“Longlegs – Vínculo Mortal”) dá vida Winifred Notty, a nova governanta da família Pounds que chega a Ensor House para colocar ordem na casa, mas na verdade acaba trazendo consigo um rastro de sangue e loucura. O longa, que tem distribuição Diamond Films, é dirigido por Zachary Wigon (“Santuário”) e chega aos cinemas em 3 de dezembro.

Ambientada na Inglaterra vitoriana, a história acompanha uma família aristocrática prestes a receber uma nova funcionária na casa, que deve assumir funções como a educação dos dois filhos do casal, formado por Jason Isaacs, de “The White Lotus”, e Ruth Wilson, de “His Dark Materials”. Mas, quando desaparecimentos e eventos esquisitos começam a acontecer dentro da mansão, todos os sinais apontam para a jovem polida Notty.

Para dar vida a uma personagem cheia de camadas e muita bizarrice, Maika Monroe foi a escolha óbvia – a começar pelo seu currículo, que deixa clara sua afinidade com o gênero de terror. Nos últimos anos, a atriz estrelou títulos como “Corrente do Mal”, “100 Noites de Desejo”, “A Mão que Balança o Berço”, “O Hóspede”, “Observador”, “Noites Quentes de Verão”, “Independence Day: O Ressurgimento”, “Uma Segunda Chance” e, mais recentemente, “Longlegs – Vínculo Mortal”.

Monroe se encantou pelo projeto desde o início e conta que, pela primeira vez, teve que agregar um trabalho de sotaque, além das transformações físicas para o papel. “Já li vários roteiros e esse se destacou imensamente. Tinha um tom muito específico que você podia captar apenas lendo. E também, tem algo que me assusta sobre o papel, me intriga. Acho que nunca fiz nada como esse filme antes e sabia que me colocaria num novo território”.  

Para construir sua personagem e se preparar para o papel, Monroe estudou bastante. No que diz respeito aos tiques físicos e expressões de Winifred, a atriz revela que assistiu a muitas entrevistas reais da polícia com assassinos em série como Ted Bundy. Outra inspiração para a protagonista foi a performance de Jack Nicholson em “O Iluminado”. “O que eu amo sobre a atuação de Jack é que ele estava sorrindo o tempo todo mesmo enquanto as coisas davam terrivelmente errado”, explica. 

“Ela é brilhante”, diz o produtor Dan Kagan sobre a atriz. “Você nem percebe as nuances sutis que ela está colocando na personagem até o momento da edição. Tem coisas acontecendo em seus olhos e maneirismos que apenas ela é capaz de encontrar, mesmo em cenas filmadas com semanas de diferença.” Já a autora do livro que originou o filme, Virginia Feito, aponta que “parte do que torna empolgante assisti-la é o quão inesperadas são suas escolhas. Nem posso acreditar no quão sortudos somos por ter Maika como Winifred. É um sonho.” 

Além de Jason Isaacs e Ruth Wilson, contracenam com a brilhante Maika Monroe atores como Evie Templeton (“Wandinha”), Jacobi Jupe (“Hamnet”), Thomasin McKenzie (“Noite Passada em Soho”), Barry O’Connor (“Dungeons & Dragons”), Amy De Bhrún (“Apocalypse Clown”), Katherine Morane (“Ginger & Rosa”) e Paul Reid (“O Ritual”) 

Com distribuição Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, PSICOPATA VITORIANA estreia nacionalmente em 3 de dezembro.

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