Connect with us

Reviews e Análises

Morte a Pinochet – Crítica

Published

on

A aliança rebelde não acerta todas, mas importa não desistir. Assistir um filme assim, nos estimula o espirito a lutar pelo que amamos. Mas mais do que isso: não se alienar em um sistema social que vive sem refletir sobre ele. E vale lembrar que o filme é baseado em fatos.

“Morte a Pinochet”, A2, 2023

Esse filme é dirigido por Juan Ignácio Sabatini, diretor de “Ojos Rojos” de 2010, aqui traz um filme de ação com muita tensão e um ritmo que realmente funciona muito bem. Uma qualidade cuidadosa de condução. Tecnicamente o filme apresenta muita qualidade.

Além de diretor, ele se junta com Pablo Paredes e Enrique Videla para elaborar o roteiro. É um filme técnico de uma qualidade perceptível. O roteiro traz um vigor de tocar quem assiste a sair do conformismo, chama para uma atitude. Funciona? Sim. Ainda mais que é baseado em fatos, é construído de forma crível e enxuto.

“Morte a Pinochet”, A2, 2023

O elenco traz um trabalho muito bem feito e bem conduzido. Inclusive lembra muito algumas produções nacionais. Cenas fortes com uma intensidade de entrega absurda.  Realmente chama muita atenção. Temos Rodrigo Aceituno, Vicente Almuna, Sebastián Apiolaza, Ema Carrera, Cristián Carvajal, Daniela Castillo Toro e Maite Colodrón. Um time surpreendente de atrizes e atores.

“Morte a Pinochet”, A2, 2023

O filme é sobre um grupo que resiste ao Golpe de Pinochet para assumir o governo chileno. E esse grupo de resistência estão dispostos a dar sua vida para derrubar o ditador e com isso armam um plano para uma emboscada. Em um momento onde pessoas estavam sendo raptadas e “eliminadas” pelo governo, todo passo deveria ser meticulosamente organizado. E estava indo tudo muito bem, só não contavam com um fator. E aí você vai ter que assistir pra saber. 

Essa crítica da 4 de 5 para esse filme. Um filme político e bem conceitual.

Avaliação: 4 de 5.

O filme estreia dia 16 de Fevereiro nos cinemas.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

Published

on

O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

Continue Reading

Burburinho

Entretenimento que não acaba! Acompanhe nossos podcasts, vídeos e notícias.
Copyright © 2016-2026 Portal Refil — Todos os direitos reservados.
FullStack Dev: Andreia D'Oliveira. Design: Henrique 'Foca' Iamarino.
Theme by MVP Themes — WordPress.
Política de Privacidade