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QueIssoAssim 256 – O Verdadeiro Multiverso da Loucura (Tico e Teco – Defensores da Lei)
No episódio de hoje do QueIssoAssim, o Tico e Teco vêm fazer o bem! Brunão, Baconzitos e Plínio Perrú convocam o amigo Nerdmaster para conversar sobre o filme mais inesperado de 2022: Tico e Teco: Defensores da Lei! Neste programa engasgue ao ver o Sonic feio, desbrave o Vale da Estranheza, entre em uma rinha de muppets e dance com o Roger Rabbit!
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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.
Literalmente.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.
No fim, sobra uma pergunta:
o que significa realmente merecer o anel?
Rushville entra em guerra
Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.
Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.
Hal tenta capturá-la.
John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.
E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.
O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.
Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.
Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?
Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.
A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.
Virou uma ameaça à própria identidade.
Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.
E isso coloca John diretamente em seu caminho.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.
Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.
Hal Jordan x John Stewart
Era inevitável.
Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.
Sem vilões.
Sem monstros.
Sem exércitos espaciais.
Apenas Hal e John disputando o anel.
Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.
John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.
E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.
O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.
Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.
O destino de Zoe
Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.
Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.
E é John Stewart quem encerra a ameaça.
Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.
Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.
John vence.
Mas paga um preço enorme por isso.
John finalmente recebe o anel… e desiste dele
Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.
John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.
Sua família acreditava nisso.
Os Guardiões esperavam isso.
Ele próprio queria isso.
Então finalmente consegue o anel de Hal.
E sente… nada.
Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.
Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.
John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.
E decide abrir mão.
É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.
Então quem será o próximo Lanterna Verde?
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Rafael Beraldo Dourado
9 de junho de 2022 at 09:10
Que delícia de filme. Compartilho com o Brunnão a emoção ao ver um Roger Rabbit pra nova geração. Inclusive com o próprio Roger numa participaçãozinha tímida já revelada nos trailers. Ainda assim, salvaram até a série original… Que eu admito que não gostava – poucas das séries da Disney dos anos 90 faziam algo verdadeiramente de humor, a grande maioria forçava alguma lição de moral, e no caso de Tico e Teco era ainda mais “esquizofrênico”: Não só eles não ganhavam absolutamente nada com a luta inglória contra o crime, como a relação entre animais e humanos na série era muito estranha: eles eram animais, vivam na árvore, ajudavam os humanos sem os humanos perceberem, mas o gato conseguia liderar contrabando, embora também fosse um pet, enfim, inconsistências que as crianças não ligavam mas eu já não era mais tão criança assim então prestava atenção nesses detalhes. Fora que, depois de ter assistido anos antes Caça Fantasmas, Tartarugas Ninjas e outras séries de aventura, cômicas, mas mais “cínicas”, o desenho do Tico e Teco acabava sendo muito ingênuo. Esquadrilha Parafuso ao menos tinha um pouco mais de “densidade”, afinal, o Balu tinha perdido o avião pro banco, tinha que ser empregado da empresa que era dele, enfim, a trama não ficava só nessa superficialidade de escoteiros.
Piorava um pouco o fato de que ainda passava no bloco “Mickey e Donald” da própria Globo as aventuras originais dos esquilinhos, aprontando com o Donald apenas porque queriam noz ou porque o Donald fez barulho do lado da árvore ou qualquer coisa assim, num comportamento muito mais “animalesco” e egoísta (e divertido). Tínhamos essas duas versões quase ao mesmo tempo (os clássicos passavam na Xuxa ou TV Colosso, durante a semana, a série “nova” – pra época – estreou num horário exclusivo, se não me engano nos domingos de manhã).
Aliás, sobre essa avalanche de séries da Disney dos anos 90, eu destacaria duas: Timão e Pumba e “A Nova Escola do Imperador”. São as duas séries mais “não Disney” da Disney, principalmente pelo humor mais “looneytunes” (principalmente com Timão e Pumba, que até uma versão do Pica Pau chegaram a enfrentar num episódio.
Foi legal ver esse “humor do Pernalonga” nesse filme, inclusive por essa visão de bastidores, e esse olhar mais “ressentido” sobre a própria Hollywood. A vilania do Peter Pan envelhecido está sendo criticada por ser uma alusão a um caso real de ator mirim que envelheceu e não suportou deixar de ser um astro (citam um caso mas sabemos que são vários ao longo da história, não só da Disney). É a crítica a algo real que parece estar sensibilizando quem acha que foi coincidência e parece não entender como uma sátira é feita. Daqui a pouco redescobrem o Roger Rabbit e vão se ligar que a Jessica Rabbit estava sendo vítima do que o movimento “Me Too” veio a denunciar recentemente.
Voltando ao filme, uma curiosidade: Como o nerdmaster falou, fica nítido que não conseguiram a autorização pra usar os personagens concorrentes (como o Spielberg, produtor executivo do Roger Rabbit, conseguiu nos anos 80). Os próprios Looney Tunes aparecem apenas citados lá na embalagem de frango congelado no freezer. Existe uma margem de manobra legal (ao menos nos Estados Unidos) que você pode fazer citações a outras propriedades intelectuais sem necessariamente ter os direitos sobre elas, conforme vocês citaram no episódio que era o que a pirataria estava fazendo, e é curioso que o próprio filme usou do mesmo artifício pra poder citar a vontade o resto do universo hollywoodiano de animações e afins.
Mas os grandes nomes são preservados. Mickey e Pateta não são sequer citados, e Donald é referenciado apenas sobre o terrível hábito de alunos não quererem usar calças na escola. Mas nem fizeram falta.
Agora, sobre a mescla de estilos: Não assisti a nenhum making of, mas o 2D do Tico não é, na verdade, 2D. A técnica é muito próxima (se não for exatamente a mesma) do filme do Tom e Jerry, onde a animação é 3D mas é renderizada em 2D. Faz sentido quando você vai integrar os desenhos em cenários reais (ou realistas) porque fazer simulação de movimentação de câmera em 2D é muito mais complexo do que no 3D e traços cartunescos atingem resultados bem legais nessa simulação. Embora no caso do Peter Pan denunciava muito que era um 3D renderizado 2D, mais do que o resto. Mas o curioso é que quem fez a cirurgia 3D foi o Teco, mas quem estava fingindo “ser o que não é” no filme era o Tico (curiosidade só pra quem curte esses detalhes técnicos).
Eu tive uma preocupação, quando vi o trailer, e apareceu lá o “Anão Élfico de olhos polares”, que eles iriam dar muito peso pra esse personagem novo e pra essa piada do vale da estranheza (no trailer ele tá com muito destaque). Mas no filme tá na dosagem certa.
E é um filme pra ver e rever. Pra caçar as referências. Pra tentar entender quem é quem em cada trecho. O próprio velhinho barbudo da cena das perucas, é nada mais nada menos que um personagem do ROBERT CRUMB. O pai dos quadrinhos undergrounds, algo jamais imaginado que poderia em algum momento estar vinculado com a Disney. Eu mesmo não reconheci, foi graças ao Kapan Katsuragi, do canal Super Review Time, que caçou a informação e identificou o Mr. Natural. Sim, temos Robert Crumb numa wiki DA DISNEY.
Tomara que venha muito mais dessas maluquices!
Eduardo Ritalino
15 de junho de 2022 at 13:20
Fala Galera do Refil, eu que indiquei esse filme lá no instagram pelo perfil do NBCast, como eu disse ele é o Roger Rabbit moderno. Eu fui assistir com meu sobrinho quando chegou no stream do rato fui ver porque gostava do desenho deles que passava nas manhãs da Globo e fui ver sem saber NADA do filme e fui surpreendido demais, além do filme me agradar pelas referencias e piadas bem colocadas o meu sobrinho também adorou porque tem desenhos mais novos que ele conhece.
Esse filme não ter ido pro cinema foi triste, porque o filme conseguiu agradar todo mundo achei bacana como até os criticos chatos do youtube estavam dando nota alta pro filme, realmente uma grata surpresa
PS: Como ninguém falou da semelhança do Brunão com o Monterey Jack?