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QueIssoAssim 256 – O Verdadeiro Multiverso da Loucura (Tico e Teco – Defensores da Lei)

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No episódio de hoje do QueIssoAssim, o Tico e Teco vêm fazer o bem! Brunão, Baconzitos e Plínio Perrú convocam o amigo Nerdmaster para conversar sobre o filme mais inesperado de 2022: Tico e Teco: Defensores da Lei! Neste programa engasgue ao ver o Sonic feio, desbrave o Vale da Estranheza, entre em uma rinha de muppets e dance com o Roger Rabbit!

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2 Comments

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  1. Rafael Beraldo Dourado

    9 de junho de 2022 at 09:10

    Que delícia de filme. Compartilho com o Brunnão a emoção ao ver um Roger Rabbit pra nova geração. Inclusive com o próprio Roger numa participaçãozinha tímida já revelada nos trailers. Ainda assim, salvaram até a série original… Que eu admito que não gostava – poucas das séries da Disney dos anos 90 faziam algo verdadeiramente de humor, a grande maioria forçava alguma lição de moral, e no caso de Tico e Teco era ainda mais “esquizofrênico”: Não só eles não ganhavam absolutamente nada com a luta inglória contra o crime, como a relação entre animais e humanos na série era muito estranha: eles eram animais, vivam na árvore, ajudavam os humanos sem os humanos perceberem, mas o gato conseguia liderar contrabando, embora também fosse um pet, enfim, inconsistências que as crianças não ligavam mas eu já não era mais tão criança assim então prestava atenção nesses detalhes. Fora que, depois de ter assistido anos antes Caça Fantasmas, Tartarugas Ninjas e outras séries de aventura, cômicas, mas mais “cínicas”, o desenho do Tico e Teco acabava sendo muito ingênuo. Esquadrilha Parafuso ao menos tinha um pouco mais de “densidade”, afinal, o Balu tinha perdido o avião pro banco, tinha que ser empregado da empresa que era dele, enfim, a trama não ficava só nessa superficialidade de escoteiros.
    Piorava um pouco o fato de que ainda passava no bloco “Mickey e Donald” da própria Globo as aventuras originais dos esquilinhos, aprontando com o Donald apenas porque queriam noz ou porque o Donald fez barulho do lado da árvore ou qualquer coisa assim, num comportamento muito mais “animalesco” e egoísta (e divertido). Tínhamos essas duas versões quase ao mesmo tempo (os clássicos passavam na Xuxa ou TV Colosso, durante a semana, a série “nova” – pra época – estreou num horário exclusivo, se não me engano nos domingos de manhã).
    Aliás, sobre essa avalanche de séries da Disney dos anos 90, eu destacaria duas: Timão e Pumba e “A Nova Escola do Imperador”. São as duas séries mais “não Disney” da Disney, principalmente pelo humor mais “looneytunes” (principalmente com Timão e Pumba, que até uma versão do Pica Pau chegaram a enfrentar num episódio.
    Foi legal ver esse “humor do Pernalonga” nesse filme, inclusive por essa visão de bastidores, e esse olhar mais “ressentido” sobre a própria Hollywood. A vilania do Peter Pan envelhecido está sendo criticada por ser uma alusão a um caso real de ator mirim que envelheceu e não suportou deixar de ser um astro (citam um caso mas sabemos que são vários ao longo da história, não só da Disney). É a crítica a algo real que parece estar sensibilizando quem acha que foi coincidência e parece não entender como uma sátira é feita. Daqui a pouco redescobrem o Roger Rabbit e vão se ligar que a Jessica Rabbit estava sendo vítima do que o movimento “Me Too” veio a denunciar recentemente.
    Voltando ao filme, uma curiosidade: Como o nerdmaster falou, fica nítido que não conseguiram a autorização pra usar os personagens concorrentes (como o Spielberg, produtor executivo do Roger Rabbit, conseguiu nos anos 80). Os próprios Looney Tunes aparecem apenas citados lá na embalagem de frango congelado no freezer. Existe uma margem de manobra legal (ao menos nos Estados Unidos) que você pode fazer citações a outras propriedades intelectuais sem necessariamente ter os direitos sobre elas, conforme vocês citaram no episódio que era o que a pirataria estava fazendo, e é curioso que o próprio filme usou do mesmo artifício pra poder citar a vontade o resto do universo hollywoodiano de animações e afins.
    Mas os grandes nomes são preservados. Mickey e Pateta não são sequer citados, e Donald é referenciado apenas sobre o terrível hábito de alunos não quererem usar calças na escola. Mas nem fizeram falta.
    Agora, sobre a mescla de estilos: Não assisti a nenhum making of, mas o 2D do Tico não é, na verdade, 2D. A técnica é muito próxima (se não for exatamente a mesma) do filme do Tom e Jerry, onde a animação é 3D mas é renderizada em 2D. Faz sentido quando você vai integrar os desenhos em cenários reais (ou realistas) porque fazer simulação de movimentação de câmera em 2D é muito mais complexo do que no 3D e traços cartunescos atingem resultados bem legais nessa simulação. Embora no caso do Peter Pan denunciava muito que era um 3D renderizado 2D, mais do que o resto. Mas o curioso é que quem fez a cirurgia 3D foi o Teco, mas quem estava fingindo “ser o que não é” no filme era o Tico (curiosidade só pra quem curte esses detalhes técnicos).
    Eu tive uma preocupação, quando vi o trailer, e apareceu lá o “Anão Élfico de olhos polares”, que eles iriam dar muito peso pra esse personagem novo e pra essa piada do vale da estranheza (no trailer ele tá com muito destaque). Mas no filme tá na dosagem certa.
    E é um filme pra ver e rever. Pra caçar as referências. Pra tentar entender quem é quem em cada trecho. O próprio velhinho barbudo da cena das perucas, é nada mais nada menos que um personagem do ROBERT CRUMB. O pai dos quadrinhos undergrounds, algo jamais imaginado que poderia em algum momento estar vinculado com a Disney. Eu mesmo não reconheci, foi graças ao Kapan Katsuragi, do canal Super Review Time, que caçou a informação e identificou o Mr. Natural. Sim, temos Robert Crumb numa wiki DA DISNEY.
    Tomara que venha muito mais dessas maluquices!

  2. Eduardo Ritalino

    15 de junho de 2022 at 13:20

    Fala Galera do Refil, eu que indiquei esse filme lá no instagram pelo perfil do NBCast, como eu disse ele é o Roger Rabbit moderno. Eu fui assistir com meu sobrinho quando chegou no stream do rato fui ver porque gostava do desenho deles que passava nas manhãs da Globo e fui ver sem saber NADA do filme e fui surpreendido demais, além do filme me agradar pelas referencias e piadas bem colocadas o meu sobrinho também adorou porque tem desenhos mais novos que ele conhece.
    Esse filme não ter ido pro cinema foi triste, porque o filme conseguiu agradar todo mundo achei bacana como até os criticos chatos do youtube estavam dando nota alta pro filme, realmente uma grata surpresa

    PS: Como ninguém falou da semelhança do Brunão com o Monterey Jack?

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QueIssoAssim 363 – Mudaram o Cinema: a História da Cannon Films

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Capa do podcast QueIssoAssim 363 sobre a história da Cannon Films e seus filmes clássicos dos anos 80

Explosões, ninjas, heróis musculosos, roteiros absurdos e muita criatividade! Nos anos 80, um estúdio resolveu desafiar Hollywood e produzir alguns dos filmes mais insanos, divertidos e inesquecíveis da história do cinema. Estamos falando da lendária Cannon Films, responsável por transformar o cinema de ação e conquistar uma geração inteira de fãs das videolocadoras.

Neste episódio do QueIssoAssim, Brunão e Baconzitos mergulham na história da Cannon Films e na trajetória de Menahem Golan e Yoram Globus, os produtores israelenses que comandaram o estúdio e fizeram de Hollywood um verdadeiro parque de diversões cinematográfico.

Cannon Films: o estúdio que mudou o cinema dos anos 80

Com produções de baixo orçamento, ideias mirabolantes e uma capacidade impressionante de colocar filmes nas telas, a Cannon Films se tornou uma das empresas mais extravagantes da indústria cinematográfica.

De sucessos de ação a fracassos monumentais, Golan e Globus apostaram em praticamente tudo: ninjas, artes marciais, aventuras, super-heróis e astros que se tornaram símbolos do cinema dos anos 80.

Neste episódio, relembramos produções como American Ninja, Enter the Ninja e Desejo de Matar, com o lendário Charles Bronson. Também revisitamos os clássicos de Chuck Norris, incluindo Comando Delta e Braddock, além de aventuras como Allan Quatermain, Mestres do Universo e o controverso Superman IV: Em Busca da Paz.

A ascensão e queda de Golan e Globus

Como dois produtores conseguiram transformar um pequeno estúdio em uma potência do cinema mundial? O que levou a Cannon Films a apostar em tantas produções ao mesmo tempo? E como essa estratégia contribuiu tanto para seus sucessos quanto para seus problemas?

Nossa conversa tem como ponto de partida o documentário Electric Boogaloo: The Wild, Untold Story of Cannon Films, que apresenta os bastidores, as histórias inacreditáveis e os excessos da empresa que deixou sua marca na cultura pop.

Se você cresceu frequentando videolocadoras, alugando filmes de ação em VHS ou simplesmente adora descobrir as histórias mais malucas de Hollywood, este episódio foi feito para você!

Dê o play no QueIssoAssim 363 e descubra como a Cannon Films mudou o cinema — para o bem, para o mal e para a nossa diversão!

Assista o documentário:

Assista os Jurassicast Lives e Refil ao Vivo em que comentamos filmes da Cannon Films

Allan Quatermain e as Minas do Rei Salomão:

Superman IV – Em Busca da Paz

Mestres do Universo

Lambada – A Dança Proibida

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