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Reviews e Análises

Superman (2025) | Crítica

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Superman (2025) marca o recomeço do universo cinematográfico da DC Comics, e podemos dizer com segurança que esse novo começo é um golaço. O filme entrega, sem sombra de dúvidas, a versão mais humana do herói já vista nas telonas.

É verdade que já vimos o Superman com medo antes, mas aqui, na versão escrita e dirigida por James Gunn (Guardiões da Galáxia, 2014), quem teme pelo herói é o espectador. Não se trata de um Superman enfraquecido em termos de poder, mas sim de um personagem menos invencível. Essa vulnerabilidade o torna mais próximo, mais real. A humanização funciona.

David Corenswet assume o manto do Homem de Aço com naturalidade e carisma. Ele acerta o tom ao explorar as múltiplas camadas do personagem: é simpático, heroico, afetuoso, divertido, romântico e, quando necessário, também parte para a ação. E sim, tem o porte físico ideal para o papel.

O elenco como um todo brilha. Rachel Brosnahan entrega uma Lois Lane perfeita: corajosa, centrada e essencial para a trama. Em momento algum sua inteligência serve para diminuir os demais personagens; ela brilha por mérito próprio.

Nicholas Hoult, por sua vez, finalmente dá vida ao Lex Luthor que os fãs esperavam há anos. Esqueça versões rasas: o Lex de Gunn é movido por inveja e ódio, um vilão frio e calculista que usa seu intelecto e habilidades científicas para arquitetar um plano meticuloso com o objetivo de destruir o Superman, em reputação e em corpo.

Mesmo com uma quantidade considerável de personagens secundários, o roteiro funciona como um relógio suíço. Nada soa apressado ou fora de lugar. Destaque para Sr. Incrível (Edi Gathegi), Jimmy Olsen (Skyler Gisondo) e, claro, Krypto. O supercão rouba todas as cenas em que aparece.

James Gunn aposta em uma história intrincada, que planta as sementes de um universo amplo e cheio de possibilidades, mas sem perder o foco. Há um recorte específico na trajetória do Superman, com pitadas de crítica política, ficção científica e aquele escapismo gostoso de sessão da tarde — tudo equilibrado por uma narrativa cheia de alma, sem escorregar no sentimentalismo barato.

Com efeitos visuais de primeira, referências aos quadrinhos clássicos e o clima aventuresco da animação Liga da Justiça Sem Limites, Superman é um prato cheio para quem ama cinema de super-herói. Um filme que mistura ação, romance, suspense e emoção na medida certa.

Seja bem-vindo, novo DCU. Já não era sem tempo.

Avaliação: 4.5 de 5.

Nota: 4,5 de 5

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1 Comment

1 Comment

  1. Flodoaldo Neto

    9 de julho de 2025 at 10:43

    Ainda não assisti mas, por tudo que li ou vi, teremos um Superman mais carismático e um mundo mais próximo dos quadrinhos e um mundo mais positivo. Precisamos desse tipo de adaptação!

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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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