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QueIssoAssim 332 – Silene Seagal e o Monstro da Fossa ou do Fosso (Saneamento Básico – O Filme)

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No episódio de hoje do QueIssoAssim, Brunão e Baconzitos convidam a amiga Andreia do Livros em Cartaz para conversar sobre o já classico do cinema nacional: Saneamento Básico – O Filme. Dirigido e roteirizado pelo gênio Jorge Furtado, o filme conta a história de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul que resolve cobrar a prefeitura a realização de uma obra de saneamento básico. Porém, não há recursos para tal. Apenas recursos para o patrocínio cultural de um curta-metragem em vídeo.

É nessa situação de Marina (Fernanda Torres), Joaquim (Wagner Moura), Fabrício (Bruno Garcia) e Silene (Camila Pitanga) decidem se arriscar a fazer uma obra de ficção. Mesmo sem saber o que isso significa. Com as participações de Paulo José, Tonico Pereira e Lázaro Ramos, um filme mega divertido que brinca com a burocracia brasileira.

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2 Comments

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  1. RAFAEL BERALDO DOURADO

    15 de agosto de 2025 at 15:22

    Acho que o que mais “pega” na mente do cidadão médio sobre o investimento em cultura em comparação com a falta de investimentos em outros setores é que, no mundo real, dentro de casa, se a privada entupir eu sacrifico o dinheiro do cineminha do final de semana pra pagar pelo conserto. É muito difícil entender que um governo não funciona desse jeito, e que não é porque falta num lado que você vai anular o outro, ou não poderíamos ter salas de cinema enquanto ainda temos favelas.

    Por outro lado, o dinheiro que vai sempre pro mesmo lado já me causou, pessoalmente, muita aderência aos movimentos “anti-leis-roaunets” e similares, já que esses incentivos eu nunca consegui alcançar enquanto ainda tentava, seja pela dificuldade em preencher a documentação ou em me adequar as regras – Isso sem contar na dificuldade extra de alcançar interesse de empresas que possam fazer a renúncia fiscal em destinar esse dinheiro pra botar na frente do projeto. Mas após ter a chance de conhecer mais sobre esse mercado, e com o peso da idade e da maturidade, vem a percepção de quanto era uma implicância justificada e quanto era só um rancor por nunca ter conseguido fazer parte do que, até então, seria uma “boquinha”.

    Muitos dos rancorosos com as leis de incentivo esquecem que, embora o produto cultural seja, sim, um produto, e portanto precisam render retorno de algum nível (e interesse da população), a função desses incentivos não é pagar o salário do Rafael pra ele fazer os Sapo Brothers. É pela relevância que essa produção possa vir a ter, o impacto que possa causar, além das vozes que vai dar espaço. Tudo isso se dilui demais num país continental e tão diverso culturalmente. E ainda assim a concentração de projetos com mais potencial pra alcance vai acontecer, já que a empresa que vai trocar parte do imposto na exposição da marca num produto cultural estará muito mais interessada em apoiar o novo filme da Fernanda Montenegro do que seja lá o que for as outras opções. Entender isso faz parte de entender como o mundo – e o jogo burocrático funciona.

    O filme sobrevoa a superfície desse contexto e o faz com leveza e humor, e talvez por isso tenha gerado cara feia dos críticos (estes não tem aspas, não, porque a visão do crítico clássico é aquele que acha ruim tudo o que não é chato). É um filme com “cara” de GloboFilmes – ao menos pelo elenco – Como se isso fosse algum demérito. É uma aula não só de “como se faz um filme” mas de como se constroi uma ideia, de como surge uma paixão. Eu lembro de assistindo a primeira vez ficar agoniado com quanto os personagens se dispõe a gastar pra melhorar o filme que a princípio só existia pra fazer a tal da fossa. E no final das contas, justamente, o filme sobre a paixão pelo filme, a despeito de ter que usar uma pinguela pra não pegar micose.

    Ainda sobre o Jorge Furtado, ele tem um outro curta metalinguístico chamado “O Sanduíche”, também muito usado em aula de roteiro e de narrativa audiovisual. 13 minutos e tá inteiro no Youtube. Vale a pena.

  2. Sandro Gallina

    21 de agosto de 2025 at 13:22

    Olar, tchurma!
    Confesso que, assim como o Baconzitos(abraços Watchmen e Ilha das Flores!), nem sempre consumi o conteúdo do que está sendo discutido aqui, mas fiquei com muita vontade de assistir ao filme. Já tinha curiosidade, mas vcs conquistaram minha atenção. Obrigado pelo “hype”, como dizem os jovens.

    PS: Sobre o Ilha das Flores. Era um clássico no ensino fundamental ver a professora trazia a TV e o vídeo cassete e sentir crescer a esperança de que íamos passar o resto da aula assistindo filme e éramos surpreendidos pelo Ilha das Flores, pela 3 vez no ano, seguido de uma redação sobre o tema valendo nota até o final da aula.

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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta

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Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.

Literalmente.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.

No fim, sobra uma pergunta:

o que significa realmente merecer o anel?

Rushville entra em guerra

Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.

Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.

Hal tenta capturá-la.

John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.

E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.

O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.

Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.

Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?

Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.

A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.

Virou uma ameaça à própria identidade.

Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.

E isso coloca John diretamente em seu caminho.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.

Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.

Hal Jordan x John Stewart

Era inevitável.

Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.

Sem vilões.

Sem monstros.

Sem exércitos espaciais.

Apenas Hal e John disputando o anel.

Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.

John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.

E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.

O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.

Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.

O destino de Zoe

Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.

Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.

E é John Stewart quem encerra a ameaça.

Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.

Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.

John vence.

Mas paga um preço enorme por isso.

John finalmente recebe o anel… e desiste dele

Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.

John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.

Sua família acreditava nisso.

Os Guardiões esperavam isso.

Ele próprio queria isso.

Então finalmente consegue o anel de Hal.

E sente… nada.

Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.

Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.

John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.

E decide abrir mão.

É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.

Então quem será o próximo Lanterna Verde?

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