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QueIssoAssim 332 – Silene Seagal e o Monstro da Fossa ou do Fosso (Saneamento Básico – O Filme)
No episódio de hoje do QueIssoAssim, Brunão e Baconzitos convidam a amiga Andreia do Livros em Cartaz para conversar sobre o já classico do cinema nacional: Saneamento Básico – O Filme. Dirigido e roteirizado pelo gênio Jorge Furtado, o filme conta a história de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul que resolve cobrar a prefeitura a realização de uma obra de saneamento básico. Porém, não há recursos para tal. Apenas recursos para o patrocínio cultural de um curta-metragem em vídeo.
É nessa situação de Marina (Fernanda Torres), Joaquim (Wagner Moura), Fabrício (Bruno Garcia) e Silene (Camila Pitanga) decidem se arriscar a fazer uma obra de ficção. Mesmo sem saber o que isso significa. Com as participações de Paulo José, Tonico Pereira e Lázaro Ramos, um filme mega divertido que brinca com a burocracia brasileira.
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QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança | Homem-Aranha: Um Novo Dia
O multiverso tirou o dia de folga, mas o Homem-Aranha continua trabalhando em período integral — aparentemente sem salário, férias ou qualquer preocupação com as leis trabalhistas.
No QueIssoAssim 357, Brunão e Baconzitos recebem o amigo Felipe Trindade, do podcast parceiro Passaporte Orlando, para contar tudo sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia. E quando dizemos tudo, é tudo mesmo: este episódio tem spoilers do primeiro balanço de teia até a última cena.
O Homem-Aranha está de volta à vizinhança
Depois de viagens espaciais, guerras intergalácticas, feitiços e reuniões de Homens-Aranha vindos de outras realidades, Peter Parker volta para onde sempre funcionou melhor: os prédios e as ruas de Nova Iorque.
Sem depender do multiverso, o filme recupera o clima do herói urbano que atravessa a cidade nas teias, enfrenta criminosos e tenta proteger pessoas comuns. É o Amigão da Vizinhança novamente ligado à própria vizinhança.
Mas ser o Homem-Aranha em tempo integral tem consequências. Peter está cansado, solitário e cada vez mais consumido pela missão. Em outras palavras: o herói ganhou grandes poderes, grandes responsabilidades e um burnout ainda maior.
Hulk e Justiceiro entram na confusão
Como se a vida de Peter Parker já não estivesse complicada, Homem-Aranha: Um Novo Dia também coloca Hulk e Justiceiro no caminho do herói.
De um lado, temos Bruce Banner e toda a delicadeza de um gigante verde capaz de transformar qualquer quarteirão em terreno para reconstrução. Do outro, Frank Castle, cuja interpretação de “combate ao crime” costuma ser um pouco mais definitiva do que a do Homem-Aranha.
E ainda tem uma outra participação especial que a gente não vai falar aqui para não ter spoilers. Mas a vilã do filme é um grande alívio para os fãs da Marvel.
Um novo dia ou os mesmos problemas?
Brunão, Baconzitos e Felipe discutem o retorno do personagem às suas origens, as cenas de ação, os novos conflitos, a presença dos personagens convidados e os caminhos escolhidos para esta nova fase do herói.
O filme consegue devolver ao Homem-Aranha sua identidade mais urbana? Hulk e Justiceiro acrescentam algo à história ou servem apenas como participações especiais? Quem é a vilã do filme? Peter Parker ainda consegue ter uma vida ou já aceitou trabalhar gratuitamente como super-herói até a aposentadoria?
Dê o play no QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança e descubra as respostas. Só não venha reclamar dos spoilers depois: o aviso foi dado.


RAFAEL BERALDO DOURADO
15 de agosto de 2025 at 15:22
Acho que o que mais “pega” na mente do cidadão médio sobre o investimento em cultura em comparação com a falta de investimentos em outros setores é que, no mundo real, dentro de casa, se a privada entupir eu sacrifico o dinheiro do cineminha do final de semana pra pagar pelo conserto. É muito difícil entender que um governo não funciona desse jeito, e que não é porque falta num lado que você vai anular o outro, ou não poderíamos ter salas de cinema enquanto ainda temos favelas.
Por outro lado, o dinheiro que vai sempre pro mesmo lado já me causou, pessoalmente, muita aderência aos movimentos “anti-leis-roaunets” e similares, já que esses incentivos eu nunca consegui alcançar enquanto ainda tentava, seja pela dificuldade em preencher a documentação ou em me adequar as regras – Isso sem contar na dificuldade extra de alcançar interesse de empresas que possam fazer a renúncia fiscal em destinar esse dinheiro pra botar na frente do projeto. Mas após ter a chance de conhecer mais sobre esse mercado, e com o peso da idade e da maturidade, vem a percepção de quanto era uma implicância justificada e quanto era só um rancor por nunca ter conseguido fazer parte do que, até então, seria uma “boquinha”.
Muitos dos rancorosos com as leis de incentivo esquecem que, embora o produto cultural seja, sim, um produto, e portanto precisam render retorno de algum nível (e interesse da população), a função desses incentivos não é pagar o salário do Rafael pra ele fazer os Sapo Brothers. É pela relevância que essa produção possa vir a ter, o impacto que possa causar, além das vozes que vai dar espaço. Tudo isso se dilui demais num país continental e tão diverso culturalmente. E ainda assim a concentração de projetos com mais potencial pra alcance vai acontecer, já que a empresa que vai trocar parte do imposto na exposição da marca num produto cultural estará muito mais interessada em apoiar o novo filme da Fernanda Montenegro do que seja lá o que for as outras opções. Entender isso faz parte de entender como o mundo – e o jogo burocrático funciona.
O filme sobrevoa a superfície desse contexto e o faz com leveza e humor, e talvez por isso tenha gerado cara feia dos críticos (estes não tem aspas, não, porque a visão do crítico clássico é aquele que acha ruim tudo o que não é chato). É um filme com “cara” de GloboFilmes – ao menos pelo elenco – Como se isso fosse algum demérito. É uma aula não só de “como se faz um filme” mas de como se constroi uma ideia, de como surge uma paixão. Eu lembro de assistindo a primeira vez ficar agoniado com quanto os personagens se dispõe a gastar pra melhorar o filme que a princípio só existia pra fazer a tal da fossa. E no final das contas, justamente, o filme sobre a paixão pelo filme, a despeito de ter que usar uma pinguela pra não pegar micose.
Ainda sobre o Jorge Furtado, ele tem um outro curta metalinguístico chamado “O Sanduíche”, também muito usado em aula de roteiro e de narrativa audiovisual. 13 minutos e tá inteiro no Youtube. Vale a pena.
Sandro Gallina
21 de agosto de 2025 at 13:22
Olar, tchurma!
Confesso que, assim como o Baconzitos(abraços Watchmen e Ilha das Flores!), nem sempre consumi o conteúdo do que está sendo discutido aqui, mas fiquei com muita vontade de assistir ao filme. Já tinha curiosidade, mas vcs conquistaram minha atenção. Obrigado pelo “hype”, como dizem os jovens.
PS: Sobre o Ilha das Flores. Era um clássico no ensino fundamental ver a professora trazia a TV e o vídeo cassete e sentir crescer a esperança de que íamos passar o resto da aula assistindo filme e éramos surpreendidos pelo Ilha das Flores, pela 3 vez no ano, seguido de uma redação sobre o tema valendo nota até o final da aula.