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Reviews e Análises

Reinfield: Dando o Sangue Pelo Seu Chefe – Crítica

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Olha ele… toooodo Nicolas Cagezinho poderoso. O filme trata de forma muito leve um tema beeem pesado. E é possível perceber uma pegada independente, como que de produtora própria do Nicolas Cage. É perceptível que se divertiram bastante nessa produção e tem até uma citação de Renato Russo, uma linda referência ao Nosferatu, de 1931, e é preciso com detalhes da mitologia dos vampiros. Tem muito sangue, mas não tanto quanto tem de deboche.

“Reinfield: Dando o sangue pelo seu chefe”, Universal Pictures, 2023

O filme tem a direção de Chris McKay, mesmo de “LOGO Batman: o filme” de 2017 e “A guerra do amanhã” de 2021, e só isso já fala muito sobre a qualidade e humor desse filme. E sim, deixa a desejar um pouco. Tecnicamente o filme dá umas falhas, mas sabe quando são aquelas falhas bobas que você não se preocupa em cobrar porque não espera muito de um filme? Pois é. Uma piadinha que demonstra muito marcada, uma câmera que dá uma ajustadinha no ângulo durante o fim do movimento. Mas como você já está na vibe “vou me divertir”, isso acaba sendo relevado.

No roteiro temos as mãos de Ryan Ridley (10 episódios de “Rick and Morty” e 1 episódio de “Invencível”) e Robert Kirkman (101 episódios de “Fear the walking dead” e 12 de “Invencível”), ou seja, entendeu o porquê da história estar tão boa? Uma premissa muito boa, um desenvolvimento redondinho, falas muito bem escritas e divertidíssimas, um background denso demais porém super bem trabalhado. Esse roteiro é realmente elogiável. Divertido do início ao fim, e os pontos dramáticos não prejudicam o ritmo da história.

Drácula, “Reinfield: Dando o sangue pelo seu chefe”, Universal Pictures, 2023

No elenco eu já senti uma falta de preparação em alguns momentos. Algumas mecanizações em momentos pontuais, um quase em outros. Mas como você compra o “vou me divertir” no começo, a cobrança passa batida. Para começar temos Nicolas Cage (“O senhor das armas” de 2005 e “O peso do talento” de 2022) como Drácula, e está excelente nessa construção. Nicholas Hoult (“X-man: Primeira Classe” de 2011 e “Mad Max: Estrada da fúria” de 2015) como Reinfield, e apresenta um trabalho muito bom. Awkwafina (“8 mulheres e um segredo” de 2018 e “Podres de Ricos” de 2018) como Rebecca, e aqui já deixa a desejar um pouco. Temos também Ben Schwartz como Tedward Lobo, Shohreh Aghdashloo como BellaFrancesca Lobo, Mãe e filho e líderes da maior máfia da cidade. Olha a atuação, de forma geral, não está excelente, mas diverte muito bem.

Drácula e Bellafrancesca, “Reinfield: Dando o sangue pelo seu chefe”, Universal Pictures, 2023

Mas sobre o que a história mesmo? Ahhh te digo já. Reinfield, o servo do Drácula, está com um pequeno problema de relação abusiva com seu patrão. Para atender a missão de recolher alimento para o chefe, ele acaba entrando em um grupo de apoio para pessoas que precisam se livrar de relacionamentos abusivos. Enquanto isso, a gangue familiar mais poderosa da cidade, Os Lobos, está tendo problemas com o herdeiro fanfarrão de nome Tedward e uma policial, Rebecca, está cheia de desejo de vingancinha no coração. Essa policial conhece Reinfield e rola um climinha, o problema é que Drácula não gostou dessa falta de dedicação do servo e vai criar altas confusões. Mas não vou falar mais pois quero que você realmente vá se divertir e me conte aqui o que achou.

Essa crítica da 2,5 de 5 para o filme.

Avaliação: 2.5 de 5.

O filme estreia dia 04 de maio nos cinemas.

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Reviews e Análises

Mickey 17 – Crítica

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Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.

Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.

No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.

O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.

Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.

Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.

Avaliação: 4.5 de 5.
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Burburinho

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