Reflix
Reflix 31 – Falcão e o Soldado Invernal E06
Brunão e Baconzitos falam sobre o último episódio de Falcão e o Soldado Invernal e ainda o que acharam da série.
Falcão e o Soldado invernal é uma série da Marvel distribuída pela Disney+. Dirigida por Kari Skogland e escrita por Malcolm Spellman. Estrelando Antony Mackie, Sebastian Stan, Daniel Brül, Emily VanCamp e John Walker.
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Reflix 180 – Cabo do Medo – S01E09
O fim está próximo — e o episódio 9 de Cabo do Medo deixou novas pistas, dúvidas e ameaças no caminho.
No Reflix 180, Brunão e Baconzitos comentam os principais acontecimentos do penúltimo episódio da série, analisam as decisões dos personagens e tentam descobrir o que pode acontecer no grande final.
Quem está dizendo a verdade? Quais detalhes podem ter antecipado o desfecho? A série ainda prepara uma última reviravolta? E, principalmente, o episódio final conseguirá entregar todas as respostas?
Dê o play e confira nossa análise completa, com comentários, previsões e teorias para o último episódio de Cabo do Medo.
Atenção: este conteúdo contém spoilers do episódio 9.
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Rafael Beraldo Dourado
1 de maio de 2021 at 17:43
O termo “lacração” é usado de forma pejorativa pra definir algo que seja panfletário. O próprio termo “panfletário” precisa de contexto, porque em algumas circunstâncias se justifica. Eu sou um dos que não gosta de panfletos (ao menos não daqueles que eu PERCEBO que o são) ainda mais em conteúdo de entretenimento. E a série do Falcão levantou várias bandeiras ideológicas. Estão quase todas dentro do contexto do personagem nos quadrinhos e do mundo que vivemos agora, e por isso que, embora, sim, a série esteja recheada de conteúdos dessa natureza, eles surgem “organicamente” no roteiro… Exceto a parte que tenta passar pano pros terroristas, que pra mim é a parte mais frágil do discurso do Sam no final. O foco do discurso dele deveria ser o de que as pessoas deveriam ouvir o descontentamento antes que isso vire uma reação violenta, e não por causa da reação violenta. Porque uma vez que a vilãzinha opta por matar inocentes (os guardas que eles deixaram amarrados lá no prédio que ela explodiu), ela passa a ser terrorista, sim, mesmo com o Sam sugerindo que não se use esse termo.
Mas sobre as questões raciais, o fato do protagonista negro não só não estar com os argumentos racistas embrenhados nele – ele os reconhece, óbvio, cita isso na conversa com o Isaías, mas resiste ao discurso do primeiro super soldado negro e usa, sim, o escudo e as listras – e questiona e contra argumenta (não na hora, mas na ação).
Foi uma forma de passar o recado mas com otimismo: Não é porque sempre foi assim que precisa continuar a ser assim. Talvez a melhor coisa dessa visão seja a cena, do episódio anterior, com os sobrinhos do Sam brincando com o escudo. É a Marvel acenando com esperança, apesar de tudo (e sem deixar de mostrar a parte feia desse tudo).
Rafael Beraldo Dourado
1 de maio de 2021 at 20:54
Sugestões de séries com temporadas já completas que podem render episódios legais:
Animação:
Invencível (Amazon)
Kid Cosmic (Netflix)
Ducktales (o novo – e já cancelado – tem as 2 primeiras temporadas na Disney +)
Simões Neto
2 de maio de 2021 at 14:29
Série excelente. Tem suas falhas e suas soluções simplórias, mas adorei ela de maneira geral. Me empolguei muito com as cenas de ação e o tema sobre racismo nos EUA foi tratado de uma maneira interessante. Sobre o reflix: a empolgação e detalhes que o Baconzitos falou sobre a nova roupa do Falcão mostra o quanto ele ama costura. Nosso tricoteiro favorito.
Alexandre Rodrigues de Assumção
4 de maio de 2021 at 12:36
Reflix! O podcast seriado sobre os seriados!
Final da série! Sobre o geral, concordo com vocês, é uma história muito bem contada, com pausas estratégicas para desenvolver a trama e a ação é de bom nível, com muita qualidade técnica. Concordo também que não é uma história de super herói, mas sobre temas bem mais interessantes, que a meu ver, conseguiu êxito. Não abordando spoilers, há uma conclusão muito boa acerca do papel do símbolo do capitão américa e do que ele realmente representa, independente do teor político estatal que quer explorar este personagem, ou do homem que veste o uniforme.
Finalmente sobre a lacração, lembro aos amigos e certamente o Brunão e Zitos sabem disso, que todo influencer, youtuber, apresentador enfim, todo aquele que pode ter o potencial de influenciar pessoas deve ter a noção de responsabilidade social. É um conceito mínimo para ter o cuidado necessário para não emitir opiniões equivocadas sobre temas sensíveis e com uma complexidade difícil de ser simplificada com uma palavra. “Lacração”, “feminazi” e outras palavras proferidas por pessoas que NÃO TEM A DEVIDA NOÇÃO SOBRE O QUE ESTÃO FALANDO podem fomentar pessoas, grupos, comunidades que carecem da mesma percepção da realidade das coisas e viabilizar atos que vão terminar na atual depravação poítica que estamos vivendo. Parabenizo a vocês sobre esta reflexão. As pessoas podem falar o que pensam, mas devem ter muita certeza sobre aquilo que estão falando. Abraços!