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QueIssoAssim 350 – Projeto Arrmaria (Devoradores de Estrelas)

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Capa do episódio 350 do podcast QueIssoAssim com Brunão, Baconzitos e Nick Ellis comentando o filme Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary), em visual inspirado em ficção científica espacial.

O espaço nunca foi tão divertido.

No episódio 350 do QueIssoAssim, Brunão e Baconzitos recebem o amigo Nick Ellis para embarcar em uma missão interestelar cheia de ciência, carisma e caos controlado: o aguardado Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary).

Baseado no best-seller de Andy Weir, o longa mistura humor, tensão e conceitos científicos fascinantes em uma jornada espacial que conquistou fãs no mundo inteiro. E claro que o trio aproveita para discutir tudo: adaptação, elenco, impacto emocional, cenas favoritas e se esse pode ser um dos grandes filmes de ficção científica dos últimos anos.

Prepare seu traje espacial, ajuste os cálculos e venha ouvir esse papo que está simplesmente maravilhoso.

No episódio:

  • Impressões sobre o filme Devoradores de Estrelas
  • O que funciona na adaptação de Project Hail Mary
  • Humor, emoção e ciência em equilíbrio
  • Atuações e direção
  • Valeu a espera?

Ouça agora e compartilhe com a tripulação.

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  1. RAFAEL BERALDO DOURADO

    29 de abril de 2026 at 13:34

    Projeto “É tudo ou nada” seria talvez uma tradução mais precisa do título original, mas “Devoradores de Estrelas” funcionou muito bem. Se chamasse “Vamos salvar o sol” funcionaria também. Eu assisti ao filme depois de ter lido o livro e fiquei na dúvida se daria pra entender o que tava acontecendo já que o livro gasta algum tempo explicando a teoria da relatividade (porque ele não envelheceu os 11 anos da viagem até chegar ao sol que não tá morrendo), o risco do coma induzido (que acabou acometendo os outros tripulantes), o que deu de errado com a Ameba no tanque de combustível dele e que por isso o Rocky tava em apuros no finalzinho.
    Pelo ótimo resultado da bilheteria, tudo indica que esse detalhamento não era, mesmo, necessário.
    Mas, enquanto adaptação, acho que o Perdido em Marte fez um trabalho ainda mais excelente (nesse quesito em específico). No livro tem um trecho que o protagonista comenta, em tom jocoso, que poderia furar o traje espacial pra usar como propulsão numa caminhada espacial e voar tipo o homem de ferro. E já emenda o quanto isso seria impossível. No filme, é de fato o que ele faz (e funciona direitinho). No Devoradores de Estrelas até achei, pelo trailer, que o final iria pra outro caminho, já que temos uma cena do professor e do Pedroso em Nova York. Mas que bom que não foi, porque tá ali, no filme, tudo o que queríamos ver do livro.
    E um parabéns pro personagem da chefe da missão. No livro ela é escrota desde o começo, não tem absolutamente nenhum vínculo emocional entre eles. Inclusive tem trechos bem diretos marcando como é uma personagem que faz o que precisa fazer e de quem não se espera compaixão. Ao autorizar a criação da “floresta de astrófagos” no deserto, ou ao autorizar o derretimento de geleiras pra aumentar o esfeito estufa e assim dar mais tempo de calor pra terra, e a cena dela num tribunal só pra deixar claro que nenhum processo a atinge. Fizeram bem em humanizar mais a personagem, inclusive com um aceno de como ela recebeu o material que ele enviou.
    Que filme divertido. E otimista, esperançoso. A vida real não é tão legal (e essa crítica foi feita também ao Perdido em Marte, onde se questionava os bilhões gastos pra resgatar apenas o Matt Damon). Mas é esse mundo, pelo menos na ficção, que a gente gostaria de viver (sem ele estar morrendo, claro).
    E cadê bonequinho do Rocky pra vender?

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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta

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Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.

Literalmente.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.

No fim, sobra uma pergunta:

o que significa realmente merecer o anel?

Rushville entra em guerra

Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.

Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.

Hal tenta capturá-la.

John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.

E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.

O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.

Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.

Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?

Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.

A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.

Virou uma ameaça à própria identidade.

Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.

E isso coloca John diretamente em seu caminho.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.

Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.

Hal Jordan x John Stewart

Era inevitável.

Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.

Sem vilões.

Sem monstros.

Sem exércitos espaciais.

Apenas Hal e John disputando o anel.

Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.

John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.

E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.

O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.

Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.

O destino de Zoe

Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.

Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.

E é John Stewart quem encerra a ameaça.

Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.

Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.

John vence.

Mas paga um preço enorme por isso.

John finalmente recebe o anel… e desiste dele

Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.

John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.

Sua família acreditava nisso.

Os Guardiões esperavam isso.

Ele próprio queria isso.

Então finalmente consegue o anel de Hal.

E sente… nada.

Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.

Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.

John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.

E decide abrir mão.

É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.

Então quem será o próximo Lanterna Verde?

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