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QueIssoAssim 286 – Máquina Não Gagueja (O Verdadeiro Problema das I.A.S)

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No episódio de hoje, Brunão e Baconzitos convidam Andreia, especialista em programação de I.A.S, para um papo franco e realista sobre os perigos e os verdadeiros problemas das Inteligências Artificiais. O que é o tal do problema do alinhamento? Aonde vamos chegar com os ChatBots, as I.A.S de imagem e as assistentes pessoais? Será que ficaremos obsoletos em nossos trabalhos? Qual o limite ético da tecnologia?

Nosso futuro está em pauta aqui para lançarmos na esfera pública a discussão e deixar o alerta.

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2 Comments

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  1. Paixão

    31 de agosto de 2023 at 02:05

    Não podiam ter colocado um sensor de calor tipo o dos Predadores nesse “carro inteligente”?

  2. Rafael Beraldo Dourado

    31 de agosto de 2023 at 08:41

    Durante aulas de animação, mediante a preocupação dos alunos com o quanto a inteligência artificial está se mostrando capaz de “fazer arte” e o que isso pode significar de prejuízo, eu costumo explicar a eles o seguinte panorama:
    Há algumas décadas, pra produzir um desenho animado, o investimento estrutural era gigantesco. Dezenas de animadores eram necessários, muito material, acetato, tinta, câmera de captura… Somente quem podia botar muita grana de início e suportar um longo período sem retorno conseguia sobreviver nesse mercado, que inclusive tinha pouquíssimo espaço para dar saída. Desenho animado só o que a emissora local decidisse passar ou o que tivesse fôlego pra chegar em locadora, tudo gerando alto custo inicial com alto risco de não retorno do investimento. No Brasil, o que tínhamos de animação, desconsiderando iniciativas pontuais como os longas da Turma da Mônica e os do Oto Guerra, era quase que exclusivamente propaganda. 30 segundos na TV, anunciando um produto. Ok que um projeto desse era complexo o suficiente para ocupar diversos profissionais por várias semanas, e ainda ficava no ar por muito tempo, mas ainda assim o gargalo pra entrar nesse meio era extremamente afunilado.
    Graças ao avanço da tecnologia que eu, que em 1997 nem computador em casa tinha, pude não só ter um site na internet (estagiei num provedor e me deixavam usar a estrutura fora do horário de trabalho, o embrião do site dos Sapo Brothers nasceu lá), estava produzindo, sozinho, o que precisaria de muito mais gente pra fazer. E graças a esses avanços pude trabalhar na área, hoje inclusive lecionar na área, manter meu canal etc. Algo impensável lá atrás. Mas a galera lá daquela época vocifera contra esses avanços. Porque o caminho deles no analógico já estava traçado, a barreira da entrada de novos era alta, e há aquela percepção que o esforço, por si só, é um valor absoluto atribuído ao resultado artístico. Defendem que os novos profissionais façam formações ainda mais demoradas, fazendo primeiro do jeito antigo, lento, pouco produtivo, sob alegação de que falta refinamento artístico e “formação clássica” na nova geração. Ou seja, quem já faz, reclama de quem tá vindo fazer. Mal comparando, a inteligência artificial vem como uma ferramenta que vai permitir que muito mais coisa seja feita em muito menos tempo. Se, por um lado, vai substituir, de fato, várias funções, por outro, vai permitir que mais coisa seja feita. Se ao invés de termos 10 pessoas trabalhando pra um projeto, podemos ter cada pessoa desenvolvendo o seu próprio. Do ponto de vista ao menos de conteúdo, é uma explosão ainda maior de possibilidades, conteúdos mais nichados, mais específicos, mais visões, mais histórias pra serem contadas.
    Claro, isso é ser poliana. Que eu tendo a ser um pouco, mesmo. Mas a ideia é tranquilizar que, ao mesmo tempo que uma vaga desaparece aqui, surge outra acolá. Não que não seja necessário providenciar condições para que quem esteja no meio desses tumultos possa sobreviver com dignidade, e aí sim temos necessidades de políticas públicas que possam dar conta de não deixar naufragado no meio do turbilhão de avanços nos atingindo. Mas eu não fico nada confortável em apontar o dedo contra qualquer dos avanços recentes, mesmo os das redes sociais consideradas tão nocivas. Os meus personagens não passariam de uma vaga lembrança dum jornal de bairro de 1993 não fosse tudo o que temos em volta de nós hoje. Eu gosto de me confortar acreditando que o caminho é mais conforto pra todo mundo, com menos trabalho. Se for pra sonhar com um futuro “refém” de inteligências artificiais, que seja o de Star Trek (se bem que lá na primeira temporada de Pikard os robôs tavam ficando malucos, então, sei lá)

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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta

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Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.

Literalmente.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.

No fim, sobra uma pergunta:

o que significa realmente merecer o anel?

Rushville entra em guerra

Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.

Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.

Hal tenta capturá-la.

John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.

E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.

O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.

Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.

Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?

Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.

A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.

Virou uma ameaça à própria identidade.

Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.

E isso coloca John diretamente em seu caminho.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.

Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.

Hal Jordan x John Stewart

Era inevitável.

Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.

Sem vilões.

Sem monstros.

Sem exércitos espaciais.

Apenas Hal e John disputando o anel.

Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.

John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.

E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.

O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.

Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.

O destino de Zoe

Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.

Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.

E é John Stewart quem encerra a ameaça.

Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.

Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.

John vence.

Mas paga um preço enorme por isso.

John finalmente recebe o anel… e desiste dele

Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.

John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.

Sua família acreditava nisso.

Os Guardiões esperavam isso.

Ele próprio queria isso.

Então finalmente consegue o anel de Hal.

E sente… nada.

Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.

Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.

John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.

E decide abrir mão.

É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.

Então quem será o próximo Lanterna Verde?

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