Reviews e Análises
Pureza – Crítica

Nos anos 90, Dona Pureza (Dira Paes) é uma mãe solo que cria sua família em Bacabal, no Maranhão. O sustento vem da manufatura de tijolos com seu filho Abel, até que este decide tentar a sorte nos garimpos da Amazônia. Depois de meses sem notícias do filho, Pureza vai a sua procura e descobre a perversidade nas fazendas da região.
Pureza é um filme pesado por mostrar o trabalho escravo que ainda existe hoje por todo o Brasil; é um filme sensível ao mostrar o desespero e a luta de uma mulher para encontrar seu filho “perdido no mundo”; e é um filme chocante ao nos mostrar que trabalho escravo e o tráfico de pessoas não só existe ainda, mas como se agravou nos últimos anos.
Dira Paes está fenomenal no papel de Pureza, que junta forças pra desafiar “até com o diabo no inferno” se for pra salvar o filho. O elenco conta ainda com Matheus Abreu, Mariana Nunes, Claudio Barros, Sérgio Sartório, Flávio Bauraqui que, aliados ao roteiro de Renato Barbieri e Marcus Ligocki, roubam a atenção da plateia e entregam uma série de emoções que mostram uma verdade não distante do que vivemos hoje.
Vale ainda destacar a fotografia do filme que captura muito bem as paisagens, as locações e muda de forma certeira quando precisa mostrar as emoções das personagens. Pureza é um filme maravilhoso que joga um holofote em um grande crime que perdura ainda nos dias de hoje.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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