Reviews e Análises
Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas (Teen Titans Go! To The Movies) 2018 – Review – Por Maria Eduarda Senna
O filme é inspirado no desenho animado do Cartoon Network, Os Jovens Titãs em Ação! E começa com a turma de Robin, Estelar, Ravena e Mutano querendo protagonizar um filme só deles, porém, eles não são considerados super heróis, por que não tem um vilão a altura como todos na liga da Justiça eis que surge, SLADE WILSON, que é o exterminador um vilão da DC (em português o nome dele é exterminador porém na verdade se chama Deathstroke por isso acho que a referência e a brincadeira como Deadpool não foram como deveriam ser, mas foram ótimas ainda sim).
O filme e bem divertido, diria que até mais que o desenho pelas inúmeras referências que ele traz. O filme é uma grande sátira ao universo da DC nos cinemas e ao universo da Marvel também, nem o Stan Lee e suas participações especiais escapam das brincadeiras dos Titãs.
As trilha sonora é composta por clássicos dos anos 80 e deixam a animação ainda mais legal. Jovens Titas é um filme para criança, mas principalmente é um filme para os mais velhos que vão conseguir pegar as referências em cada detalhe, principalmente aos amantes da cultura pop/geek (nem de volta para o futuro fica de fora). Levei meu afilhado na cabine de imprensa e ele amou (acho que não tanto quanto eu… mas né?)
Os Jovens Titans em Ação – O Filme estreia dia 30 de agosto e vale muuuito a pena!!
Nota: 5,0
Reviews e Análises
O Fim da Rua – Crítica
O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.
Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.
Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.
Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.
No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.
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