Reviews e Análises
O Homem do Norte – Crítica

O Homem do Norte (The Northman) conta a história de Amleth (Alexander Skarsgard) príncipe de uma tribo de vikings nos anos 900 depois de Cristo. Quando criança, ele testemunha o assassinato do rei Aurvandil (Ethan Hawke) pelas mãos de seu tio Fjölnir (Claes Bang). Ao ser perseguido, consegue fugir para jurar retornar um dia e vingar seu pai e salvar sua mãe (Nicole Kidman).
Assim como todos os trabalhos anteriores do diretor Robert Eggers, a realidade se mistura com a fantasia e o horror. Sempre usando e abusando de uma fotografia soberba, Eggers conta uma história em que não é muito fácil discernir até onde foi a realidade e até onde tudo não é uma fantasia do protagonista, onde a bruxaria não passa de uma coincidência feliz ou infeliz.

Violento, cru, nojento, gráfico. As cenas de mortes são marcantes e por muitas vezes não poupam o espectador mais sensível. Em outros momentos percebe-se que o diretor queria ir mais longe mas foi segurado ou por uma auto-crítica ou por um estúdio zeloso. As atuações de todo o elenco estão incríveis. Além dos já citados, temos ainda Willem Dafoe, e Anya Taylor-Joy em papéis importantes.
Infelizmente, a coisa mais importante do filme não é tão forte assim: o roteiro. Com uma trama simples de vingança, o texto traz poucos pontos de virada e nenhuma surpresa para os espectadores mais vividos nesse tipo de história. Traições e decepções, redenções e sacrifícios são esperados e entregues de forma muito simples, sem nada de original. O filme vale mesmo é pelo espetáculo visual e pelas atuações.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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