Reviews e Análises
O Convento – Crítica

Eu juro que tento entender qual é a obsessão de Hollywood de fazer as freiras como figuras aterradoras. As irmãs na vida real são as pessoas mais pacíficas e humildes que se pode conhecer, mas nos filmes, toda vez que surge uma, parece que estamos encontrando o próprio capeta.
O Convento (Consecration – 2023) não foge à essa regra. E, como em diversos filmes recentes de terror, esse é mais um daqueles que falha miseravelmente em aterrorizar ou assustar. O diretor Christopher Smith se especializou em fazer esses filmes de susto de baixo orçamento que não dão medo. Parabéns pra ele.
Aqui, a história ainda tenta trazer algo original. Grace (Jena Malone) é uma oftalmologista que é chamada às pressas para um convento na Escócia, onde encontraram o corpo de seu irmão, um padre, morto. Depois de conversar com o investigador da polícia e descobrir que a suspeita é de que seu irmão tenha assassinado outro sacerdote e depois se suicidado, Grace resolve investigar por conta própria o caso.
E aí entra enredo sobrenatural, o da relíquia celestial/macabra que não se decide o que é, o da viagem no tempo, o dos espíritos malignos, mais assassinatos acontecem, surgem padres sinistros e freiras esquisitonas. É uma farofa tão grande de temas que vão se acumulando que você só consegue torcer para que aquilo termine logo. Infelizmente, como filme de terror, “O Convento” é fraquíssimo e dispensável. Fuja como o diabo foge da cruz.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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