Reviews e Análises
Noites de Paris – Crítica

Todo recomeço é difícil, mas é necessário um dia de cada vez. Ora a vida põe alguém no seu caminho. Ora ele te dá a oportunidade de estender a mão. E é nessa pegada que acompanhamos a jornada de Elisabeth Davies nesse Drama francês que apesar de bem sentido, e com pitadas de intensidade, soube se fazer leve. Mas já vou avisando: é tênis verde.
Dirigido por Mikhaël Hers que tem em sua história “Aquele sentimento de verão”, 2015, e “Amanda”, de 2018, tem um trabalho que às vezes busca um tom tênis verde pra explorar as tomadas contemplativas de paris dos anos 80. E que apesar de dar umas boas misturadas nos formatos de tela, acaba, no todo, tendo uma boa montagem. O trabalho de fotografia e condução do processo está excelente e muito bem explorado.

Mikhaël também assina o roteiro, mas tem em parceria Maud Ameline (“Se eu fosse um homem”, 2017, “Amanda”, 2018) e Mariette Désert (“Suzanne”, 2013, e “Jessica forever”, 2018). O roteiro tem uma boa construção e prende. Os diálogos são ricos e muito bem amarrados. Como já dito: ele soube ser leve na medida. Mas isso não tira a intensidade do drama da história.
Quanto ao elenco que surpresa interessante ao ver o rosto de Charlotte Gainsburg (“Ninfomaniaca I e II”, 2013, “Crimes Obscuros”, 2016), aqui no papel de Elisabeth. Temos também Quito Rayon Richter no papel de Mathias e Megan Northan como Judith, Ambos filhos de Elisabeth Davies. E ainda no núcleo principal Noée Abita na personagem da Talulah, uma jovem cheia de vivência nas ruas.

Vamos para o que de fato se trata esse filme. Depois de uma fase dificil, Elisabeth vive o fim do seu casamento e nossa história começa com essa jovem se reerguendo dois anos depois. Com dois filhos jovens, mas já começando a se reerguer de uma fase difícil, ela começa um novo trabalho em uma rádio, no turno da madrugada. Assume um emprego de telefonista em um programa e ali conhece Talulah, que acaba por criar uma conexão quase materna e oferece um suporte a jovem que não tem um lar. O que eram pra ser uns dias, acaba sendo um processo bem mais longo, e conseguimos acompanhar o crescimento de cada uma das personagens e como avançam nos seus conflitos pessoais. Eu diria que é um filme que claramente mostra uma jornada de evolução pessoal em meio a dificuldades da vida.

Um filme linear e bem cadenciado com cenas boas e uma histórias interessantes. Mas isso não faz essa crítica dar muito mais do que um 3 de 5 estrelas.
O filme estreia dia 20 de outubro nos cinemas.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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