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Reviews e Análises

Crítica – O Som do Silêncio

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O nome original de O Som do Silêncio faz mais sentido, apesar da tradução não ser ruim. The Sound of Metal conta a história de um baterista chamado Rubem, interpretado com ódio e torpor por Riz Ahmed, que de um dia para outro acaba perdendo mais de 80% da audição dos dois ouvidos. Um tormento real para alguém que trabalha com música e precisa escutar bem para poder garantir o seu sustento. O filme então entra em um drama pesado para mostrar as agruras de você do nada se ver tanto sem um dos cinco sentidos humanos, quanto ver a sua vida toda perder o sentido e tentar reconstruí-la a duras penas. E ainda mete aí um histórico de drogas para apimentar a coisa toda.

O filme aborda a discussão filosófica sobre o porque coisas ruins acontecem com a gente e o quanto somos responsáveis por elas. E joga uma luz no tema de que até onde a gente tem que aceitar as coisas ruins que acontecem e nos adaptarmos a elas, ou até quando dá para a gente tentar reverter a situação. O drama vivido por Rubem em muitos momentos nos é empático, pois todo mundo já passou por momentos de dificuldades onde achou que tudo estava perdido. A história do filme adiciona camadas de drama com a responsabilidade de Rubem aumentada por conta da interdependência com sua parceira de banda e namorada Louise (interpretada pela ótima Olivia Cooke).

Destaca-se no filme a fotografia que dá um tom documental à obra, que faz com que tudo seja muito real. Também é imperativo comentar o brilhante trabalho de mixagem e edição de som do filme, que volta e meia nos coloca dentro da cabeça de Rubem e nos faz ouvir como ele escuta, muitas vezes um silêncio abafado, em outros tantos um silêncio completo e em determinados pontos com um som metalizado, aí a referência do título. Um filme dramático, pesado, monótono em alguns momentos, mas com excelentes atuações.

Avaliação: 3 de 5.
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Reviews e Análises

Mickey 17 – Crítica

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Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.

Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.

No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.

O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.

Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.

Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.

Avaliação: 4.5 de 5.
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Burburinho

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