Reviews e Análises
Crítica: Notre-Dame
Maud Crayon (Valérie Donzelli) é uma arquiteta, mãe de duas crianças, que acaba de descobrir que está grávida novamente. E o pior, de seu ex-marido que ainda aparece, mesmo depois de separados há mais de 4 meses, para uma transa ocasional e filar um rango. Com todas as responsabilidades em suas costas, Maud ainda tem que se virar quando acidentalmente o seu projeto de maquete de um parquinho magicamente ganha asas e acaba sendo confundido com um projeto para reformular a esplanada de um dos maiores monumentos da França: a catedral de Notre-Dame.
Vendo-se com uma fama repentina, Maud tem que lidar com repórteres, lançamentos, a execução do projeto, uma gravidez indesejada, um ex-marido que não se toca e a aparição de um antigo interesse romântico. Com um ritmo bem interessante e momentos totalmente non-sense, a comédia leve agrada como uma boa sessão da tarde, mas sem nunca impactar emocionalmente. O filme traz claras referências ao clássico da Disney Mary Poppins, sem nunca se preocupar em explicar a magia. Simplesmente acontece. Isso pode causar um estranhamento no público mais exigente, mas ser relevado por quem estiver imerso na batalha e nas confusões que Maud enfrenta.
O roteiro coloca algumas reviravoltas no meio do caminho que são interessantes para o desenvolvimento da história, mas que no final das contas acabam sendo irrelevantes para o desfecho, pois a lição que fica ao final é que o importante é que a independência feminina pode superar qualquer dificuldade, por maior que ela seja. E que toda mulher tem o direito de ser bem-sucedida e viver um conto de fadas, mesmo que seja no meio de uma grande confusão.
O filme estreia nos cinemas no dia 11 de fevereiro.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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