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Mortal Kombat 2 – Crítica

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Scorpion de Mortal Kombat 2 segura correntes em cenário iluminado por fogo e tons alaranjados.

Mortal Kombat 2 é a sequência da adaptação de videogames de luta para as telonas lançada em 2021. O primeiro filme enfrentou muitas críticas quando saiu, principalmente sobre o protagonismo duvidoso de Cole Young (Lewis Tan) e um roteiro nada satisfatório. Dessa vez, o novo filme promete trazer uma adaptação a altura dos jogos da franquia, com muita porradaria e um novo protagonista, com Johnny Cage (Karl Urban).

É fato que os jogos de Mortal Kombat não são exatamente conhecidos por terem histórias complexas, mas sim por serem apenas divertidos de se jogar, e esse filme segue exatamente essa proposta. O diretor sacrifica uma possível história interessante para focar 100% em cenas de lutas brutais. Muitas vezes se tem a sensação de assistir uma gameplay do jogo, com personagens sendo escolhidos e sendo obrigados a lutar até a morte no torneio.

O roteiro não faz o menor esforço em tentar conectar de forma interessante essas lutas, ou tentar construir arcos de personagens bem feitos. Johnny Cage definitivamente é quem possui mais brilho, mas ainda assim parece tudo extremamente corrido e compactado para caber nas duas horas de filme. A comédia é um recurso que aparece para tentar pegar fãs assíduos da cultura pop no geral, uma verdadeira máquina de referências engraçadas, mas que não se renovam e eventualmente cansam.

As cenas de luta são bem melhores coreografadas e filmadas do que no primeiro filme, assim como a caracterização dos personagens que leva a fidelidade a outro nível. A direção parece entender que essa franquia não pode ter uma abordagem realista ou ter vergonha de assumir a breguice dos jogos, o que é um ponto extremamente positivo e que deixa a obra final mais bem polida.

No fim, Mortal Kombat 2 é o filme ideal para qualquer fã da franquia, um verdadeiro torneio com muita violência, lutas seguidas umas das outras e visuais bem fiéis aos jogos. Apesar de história e roteiro muito fracos, com texto carente e construções de personagens contidas e rasas, ainda assim é uma obra que cumpre o que promete: mostrar uma sequência muito mais fiel ao conteúdo dos jogos e cheia de nostalgia e referências, além, é claro, de muitos “fatalities” e sangue em abundância

Nota: 3/5

Avaliação: 3 de 5.
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Sergio Rezende começa a filmar o longa “O Faraó dos Bitcoins”, sobre uma das maiores fraudes financeiras do Brasil

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À esquerda, Christian Malheiros e Lorena Comparato caracterizados para o filme “O Faraó dos Bitcoins”. Crédito: Guilherme Leporace. À direita, a foto original de Glaidson e Mirelis (reprodução).

Longa-metragem é estrelado por Christian Malheiros e Lorena Comparato

A história de uma das maiores fraudes financeiras do Brasil chegará aos cinemas com o longa-metragem de ficção “O Faraó dos Bitcoins”, que começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro. Com direção de Sergio Rezende, que também assina o roteiro junto com Dida Andrade, o filme traz um roteiro eletrizante, baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros. Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas. O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.

A trajetória de Glaidson, interpretado por Christian Malheiros, mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.

Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.

O roteiro acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende
Roteiro – Sergio Rezende e Dida Andrade
Direção de Fotografia – Nonato Estrella
Produção – Tiago Rezende
Coprodução – Mariza Leão
Produção Executiva – Mariza Figueiredo
Direção de Arte – Fabi Egrejas
Figurino – Pilar Salgado
Maquiagem – Luiz Gaia
Montagem – Maria Rezende
Técnico de Som – Felipe Machado
Produção – Morena Filmes
Coprodução – Paris Entretenimento
Distribuição – Paris Filmes

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