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Cinemato – Festival de Cinema de Cuiabá abre inscrições para a sua 23ª edição

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Evento acontece de 23 a 31 de maio de 2026

Estão abertas as inscrições para a 23ª edição do  Festival de Cinema de Cuiabá – Cinemato, um dos mais tradicionais da região Centro-Oeste e do Brasil. Os interessados podem inscrever longas e curtas-metragens nacionais e mato-grossenses, no período de 5 a 27 de fevereiro.

Com o tema Migração – mobilidade humana e mudanças climáticas , o festival convida a uma reflexão urgente sobre os deslocamentos humanos em massa que marcam nosso tempo. Através das lentes do audiovisual contemporâneo, o festival propõe desnaturalizar as narrativas hegemônicas que criminalizam o migrante, incitando um olhar diferenciado que valoriza suas histórias e lutas, tornando um palco para dar voz aos próprios sujeitos envolvidos nesses processos – refugiados, deslocados ambientais, trabalhadores itinerantes –, protagonistas de suas próprias jornadas em busca de dignidade, sobrevivência e futuro.

Cinemato 2026 contempla uma ampla programação que inclui a Mostra Competitiva, com filmes inscritos e selecionados por uma curadoria; a Mostra Inclusiva, que leva exibições a públicos impossibilitados de ir às salas de cinema; e o Cinema Escola, com sessões voltadas ao público infantojuvenil realizadas no mesmo espaço da mostra competitiva. A programação também prevê quatro oficinas formativas, voltadas a profissionais, estudantes de audiovisual e interessados na área.

Responsável por colocar Cuiabá no mapa dos principais festivais de cinema do país, o Cinemato consolida a capital mato-grossense como sede do cinema nacional durante o evento, promovendo acesso, formação e difusão cultural por meio do audiovisual.

O Cinemato é uma realização do Instituto INCA, com patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Cultura Esporte e Lazer em uma parceria da Primeiro Plano – Cinema e Vídeo, Trup e Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e conta com o apoio institucional do Cineclube Coxiponés, Rede Cineclubista de Mato Grosso e com o Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT

Mais informações e regulamento no site: festivalcinemato.com.br

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Sergio Rezende começa a filmar o longa “O Faraó dos Bitcoins”, sobre uma das maiores fraudes financeiras do Brasil

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À esquerda, Christian Malheiros e Lorena Comparato caracterizados para o filme “O Faraó dos Bitcoins”. Crédito: Guilherme Leporace. À direita, a foto original de Glaidson e Mirelis (reprodução).

Longa-metragem é estrelado por Christian Malheiros e Lorena Comparato

A história de uma das maiores fraudes financeiras do Brasil chegará aos cinemas com o longa-metragem de ficção “O Faraó dos Bitcoins”, que começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro. Com direção de Sergio Rezende, que também assina o roteiro junto com Dida Andrade, o filme traz um roteiro eletrizante, baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros. Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas. O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.

A trajetória de Glaidson, interpretado por Christian Malheiros, mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.

Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.

O roteiro acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende
Roteiro – Sergio Rezende e Dida Andrade
Direção de Fotografia – Nonato Estrella
Produção – Tiago Rezende
Coprodução – Mariza Leão
Produção Executiva – Mariza Figueiredo
Direção de Arte – Fabi Egrejas
Figurino – Pilar Salgado
Maquiagem – Luiz Gaia
Montagem – Maria Rezende
Técnico de Som – Felipe Machado
Produção – Morena Filmes
Coprodução – Paris Entretenimento
Distribuição – Paris Filmes

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