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Festival de Cinema de Três Passos anuncia filmes vencedores
Festa da Sétima arte do noroeste gaúcho anunciou vencedores na noite de sábado (8/11)
A cidade gaúcha Três Passos, localizada na região Celeiro, noroeste do estado, sedia anualmente o evento que virou sua marca registrada. A atração, que chegou à sua sétima edição, homenageou a atriz Márcia do Canto e o cineasta Jonatas Rubert. Ao todo, foram exibidos mais de 80 filmes em mostras competitivas e fora de competição O cinema mais antigo em atividade do RS, o Cine Globo serviu de sede para o Festival de Cinema de Três Passos, que aconteceu de 4 a 8 de novembro de 2025. Os curtas-metragens vencedores foram anunciados na noite de sábado.
O destaque da noite foi o curta paulista “La Hemi”, de Ila Giroto e Estela Lapponi, que levou Melhor Curta do Festival e Roteiro, e o gaúcho “Nhemongarai”, de Jorge Morinico e Hopi Chapman, que levou Melhor Curta Documentário e Direção. “Trapo” (RS), de João Chimendes, foi a escolha do Júri Popular e também levou Melhor Interpretação. “Coisa de Preto” (SE), de Pâmela Peregrino, consagrou-se na categoria Animação. “Resgate N°13” (PR), de Mike Ale, conquistou Curta Experimental. O cubano “Deseo y Esperanza”, de Humberto Epaminondas, foi eleito Melhor Curta Estrangeiro.
“As muitas histórias, os diferentes temas e gêneros, a diversidade cultural que os realizadores do nosso país e do exterior trouxeram aqui para Três Passos, expressaram a pluralidade do cinema contemporâneo e nos levaram a novos olhares e percepções da realidade”, observa Elvidia Zamim, coordenadora do Movimento Pró-Arte. “Criamos laços, conversamos com nossas escutas, ampliamos nossa visão de mundo, e de como nos relacionamos com o mundo, complementa. A premiação trouxe apresentações de Nina Nicolaiewsky, Three Steps Rock Band e Cia Cadagy – Corpo em Movimento (Unijuí).
A curadoria das mostras competitivas de curtas foi formada por Christian Jafas, Juarez P. Braga Zamberlan, Juliana Costa e Nelson Brauwers. A realização é do Movimento Pró-Arte, com apoio da Prefeitura Municipal de Três Passos e financiamento do IECINE, Pró-cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil União e Reconstrução.
Vencedores do 7º Festival de Cinema de Três Passos
Melhor Curta do Festival: “La Hemi” (2024), de Ila Giroto e Estela Lapponi (SP)
Melhor Curta Ficção: “Deixa” (2023), de Mariana Jaspe (RJ)
Melhor Curta Documentário: “Nhemongarai” (2025), de Jorge Morinico e Hopi Chapman (RS)
Melhor Curta Animação: “Coisa de Preto” (2025), de Pâmela Peregrino (SE)
Melhor Curta Experimental: “Resgate N°13” (2025), de Mike Ale (PR)
Melhor Curta pelo Júri Popular: “Trapo” (2025), de João Chimendes (RS)
Melhor Curta Sustentabilidade Ambiental: “Badlands: Um Parque Fictício” (2025), de Cristyelen Ambrozio (RS)
Melhor Curta Direitos Humanos: “Mar de Dentro” (2024), de Lia Letícia (PE)
Melhor Curta Estrangeiro: “Deseo y Esperanza” (“Desejo e Esperança”) (2024), de Humberto Epaminondas (San Pablo de Yao/Buey Arriba/Cuba)
Melhor Direção: Jorge Morinico e Hopi Chapman, por “Nhemongarai”
Melhor Interpretação: Leonardo Oliveira, por “Trapo” (2025)
Melhor Roteiro: Ila Giroto, por “La Hemi”
Melhor Fotografia: Livia Pascal, por “O Jogo” (2025), de Chico Maximila e Alexandre Mattos Meireles (RS)
Melhor Trilha Musical: Leon Spiandorelli, por “Todas Essas que Eu Sou” (2024), de Giovana Affonso (SP)
Melhor Montagem: Marilia Moraes, Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro, por “Dois Nilos” (2024), de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Melhor Direção de Arte: Luisa Holanda, por “Para Que Servem as Coisas” (2025), de Thais Fernandes e Tainah Dadda (RS)
Melhor Desenho de Som: Guilherme Cassio, por “Trapiche” (2025), de Tomás Walper Ruas e Thomas Machri (SC)
Menção Honrosa 1 – para Afrânio Vital, personagem principal de “Dois Nilos”, pelo conjunto de sua obra cinematográfica.
Menção Honrosa 2 – para o filme “Mascates De Sonhos” (2024), de Kristel Kardeal (SC), por dar destaque ao circo, uma arte milenar e geracional, que vem sendo cada vez mais marginalizada e invisibilizada.
Notícias
Sergio Rezende começa a filmar o longa “O Faraó dos Bitcoins”, sobre uma das maiores fraudes financeiras do Brasil
Longa-metragem é estrelado por Christian Malheiros e Lorena Comparato
A história de uma das maiores fraudes financeiras do Brasil chegará aos cinemas com o longa-metragem de ficção “O Faraó dos Bitcoins”, que começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro. Com direção de Sergio Rezende, que também assina o roteiro junto com Dida Andrade, o filme traz um roteiro eletrizante, baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros. Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas. O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.
A trajetória de Glaidson, interpretado por Christian Malheiros, mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.
Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.
O roteiro acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.
FICHA TÉCNICA
Direção – Sergio Rezende
Roteiro – Sergio Rezende e Dida Andrade
Direção de Fotografia – Nonato Estrella
Produção – Tiago Rezende
Coprodução – Mariza Leão
Produção Executiva – Mariza Figueiredo
Direção de Arte – Fabi Egrejas
Figurino – Pilar Salgado
Maquiagem – Luiz Gaia
Montagem – Maria Rezende
Técnico de Som – Felipe Machado
Produção – Morena Filmes
Coprodução – Paris Entretenimento
Distribuição – Paris Filmes
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