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Reviews e Análises

Os Caras Malvados – Critica 2

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Muito se ensina que ser o malvadão não compensa, mas quantas chances esses malvadões tiveram de ser melhor? E Será que os bonzinhos são tão bonzinhos? É em cima dessas perguntas que a animação “os Caras malvados” do diretor Pierre Perifel e da grande Dreamworks animation e distribuído pela Universal chega aos cinemas. E já adianto: é uma bela animação para a família.

Os caras malvados, Dreamworks e Universal, 2022

A Dreamworks Já é uma velha conhecida nossa sobre filmes que nos divertem e trazem uma boa moral e reflexão não só para as crianças. E o roteiro dessa vez não decepciona. Divertido e bem ritmado, não deixa a energia cair. Segura a potência e com uma emoção leve desenha muito bem a moral da história. 

O trabalho visual é também um elogio a parte. Textura, movimento, acabamento e muito bem finalizado é uma animação agradável aos olhos e com bastante detalhes.

Eu poderia perguntar: “Quem tem medo do Lobo Mau? Lobo mau lobo mau.” Mas isso mesmo ele, O Lobo, Que é dublado por Rômulo Estrela, pergunta. E ainda afirma: “como vilão de todas as histórias, o que só me sobrou foi ser sempre mal.” ao lado de seu braço direito, O cobra, que recebe a voz de Sérgio Guizé, lidera uma Gangue que fazem jus ao rótulo que lhes deram. E nessa equipe temos o SrTubarão, que recebe a voz de Babu Santana, Srta Tarantula, com a voz de Nyvi Estephan, Sr Piranha, com a voz de Luis Lobianco. E no planejamento do maior roubo de suas vidas, conhecem a Governadora Diane Raposina, com a voz de Agatha Moreira, e o desafio vira pessoal.

Na falha da missão, um novo desafio aparece: E eles pudessem se tornar os caras legais? Será que esse desafio eles conseguem? Será que o vilão vai permitir que isso aconteça? Será que uma chance é o que alguém precisa para mudar sua jornada?

Sr Lobo e Governadora Diana Roposina, Os caras malvados, Dreamworks e Universal, 2022

Assista ao filme “Os caras Malvados” e descubra. Esta crítica recomenda bastante e manda um 4,5/ 5. para essa animação maravilhosa. Boa diversão.

Filme estreia dia 17 de março, nos cinemas.

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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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