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Reviews e Análises

Os Caras Malvados – Crítica

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O que pode acontecer quando você é tratado como um vilão desde sempre? Os Caras Malvados fala exatamente disso, de forma muito leve e divertida. Baseado nos quadrinhos de Aaron Blabey, o filme acompanha as peripécias de Sr. Lobo, Tarântula, Sr. Tubarão, Sr. Piranha e Sr. Cobra. Sempre vistos como maus, desajustados e assustadores, eles tem uma longa história de crimes de sucesso. Só quem em um golpe num evento de gala Sr. Lobo se vê salvando uma velhinha de cair da escada e tudo muda. O quentinho no peito, a cauda abanando é uma sensação nova que leva o bando para uma reabilitação com o Professor Marmelada.

A mais nova animação da DreamWorks é um ótimo exemplo de que as animações não precisam ser foto realistas para serem boas. O estilo é tão bonito que cada frame é quase que uma pintura, o uso de linhas pretas para definir os traços das personagens e o uso de cores intensas nos traz uma bela animação. A direção de dublagem está de parabéns também, com um elenco que traz uma mistura de atores e personalidades ela entrega uma dublagem de altíssima qualidade que entrega realmente a “versão brasileira” do filme.

George Gargiulo

Com Romulo Estrela (Sr. Lobo), Agatha Moreira (Diane Raposina), Sergio Guizé (Sr. Cobra), Babu Santana (Sr. Tubarão), Luis Lobianco (Sr. Piranha), Nyvi Estephan (Srta. Tarântula), Sérgio Stern (Professor Marmelada), Pâmella Rodrigues (Tiffany) e Isabela Quadros (Misty) o elenco brasileiro engrandece o filme e dá aquela pitadinha de Brasil no texto, que só nossa dublagem tem.

Assisti o filme junto de um público apinhado de crianças que adoraram, comentaram e vibraram com o filme. Os adultos também se divertiram muito com o filme; são gargalhadas e reviravoltas que entretém a família inteira, digno de ser visto no cinema com muita pipoca.

Avaliação: 5 de 5.
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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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