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Reviews e Análises

Morte no Nilo – Crítica

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Morte no Nilo é uma belíssima adaptação do Livro de Agatha Christie que chega aos cinemas sob a direção de Kenneth Branagh e um elenco de tirar o fôlego, e eu não estou de eufemismo aqui. E conta a história de Hercule Poirot em ação com sua perspicácia analítica continuando sua jornada após a “Morte no Expresso do Oriente”, Porém dessa vez um caso complexo que balança seu coração metódico e analítico.

Agatha Christie dispensa apresentação, mas passa pela adaptação de Michael Green que trabalhou em American Gods (2017), Morte no Expresso do Oriente (2017), Blade Runner 2049 (2017), Logan (2017), ou seja, um roteirista de pedigree. Tem como diretor o Kenneth Branagh que já tem em sua carreira Belfast de 2021, que foi indicado ao Oscar, e também foi diretor de “Assassinato no Expresso do Oriente”.

Morte no Nilo, 2022.

Agora falando de elenco, que elenco. Kenneth Branagh, Gal Gadot, Emma Mackey, Armie Hammer, Sophie Okonedo, Rose Leslie, Tom Bateman, Annette Bening, Letitia Wright e o Red Carpet não finda. Um trabalho excelente de atuação e cenas com uma dinâmica impressionante. Não foi só uma ótima escolha de elenco, mas um excelente aproveitamento. Um verdadeiro show.

Um espaço especial reservado para os incríveis enquadramentos, cenários e fotografias desse filme. Os efeitos estão muito bem executados. O trabalho visual é belíssimo.

Gal Gadot como Linnet Ridgeway em Morte no Nilo, 2022.

E o que se trata o filme? A história começa contando um motivo para um marcante traço de Hercule Poirot e também sobre um momento importante da história deste personagem. Em um salto no tempo, o famoso detetive é chamado para um serviço que vai se desdobrando em outros mistérios, sentimentos e ressentimentos, até que um crime acontece. O que é necessário para que o culpado não seja pego? Há cúmplice? Algo pode fugir ao faro atento de Hercule Poirot?

Tudo isso você descobre a partir do dia 10 de fevereiro, nos cinemas.

Avaliação: 5 de 5.
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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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