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28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris começa hoje

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Consagrado como a principal vitrine do audiovisual brasileiro na Europa, o evento homenageia Taís Araujo e Lázaro Ramos, reúne mais de 30 filmes e abre a programação no cinema L’Arlequin com a presença de Fernanda Abreu e do produtor Julio Uchoa

28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris começa hoje (7) e ocupa o tradicional cinema de rua L’Arlequin, em Saint-Germain-des-Prés, até o dia 14 de abril. Realizado pela Jangada, com curadoria de Katia Adler, o evento reúne mais de 30 longas-metragens entre ficções, documentários e sessões especiais, reafirmando seu papel como principal vitrine do cinema brasileiro na Europa. A abertura conta com a exibição do documentário “Da Lata – 30 Anos”, com a presença de Fernanda Abreu e do diretor Paulo Severo, e do longa “Querido Mundo”, de Miguel Falabella e Hsu Chien, que terá a presença do produtor Julio Uchoa.

O documentário “Da Lata – 30 Anos”, de Paulo Severo, celebra três décadas do disco de Fernanda Abreu, marco da música brasileira dos anos 1990 por sua fusão de batucada urbana, funk, samba e pop eletrônico. A partir de um vasto acervo inédito e de 33 depoimentos atuais, o longa revisita o processo criativo e o impacto cultural de um álbum que influenciou gerações. Na mesma noite, será exibido “Querido Mundo”, de Miguel Falabella e Hsu Chien, filme que rendeu a Malu Galli o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado e que reúne no elenco Marcello Novaes, dividindo um dos papéis com o filho, Pedro Novaes, além de Eduardo Moscovis e Danielle Winits.

Taís Araujo e Lázaro Ramos são os grandes homenageados desta 28ª edição e, pela primeira vez na história do festival, um casal recebe a homenagem máxima do evento. No domingo, dia 12 de abril, os dois serão agraciados com o prêmio em uma cerimônia conduzida pela atriz e diretora franco-senegalesa Aïssa Maïga (“A Espuma dos Dias”, “Paris, Te Amo”, “O Menino que Descobriu o Vento”), nome importante do audiovisual francês e reconhecida por liderar um grupo de 16 atrizes negras em um protesto no Festival de Cannes contra a falta de representatividade no cinema europeu. A mostra dedicada aos homenageados reúne filmes marcantes de suas trajetórias, como “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos, “Madame Satã”, de Karim Aïnouz, “Tudo o que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado, “Pixinguinha – Um Homem Carinhoso”, de Denise Saraceni e Allan Fiterman, e “Filhas do Vento”, de Joel Zito Araújo. 

Outro destaque da edição é o Tributo a Paulo Gustavo, que será realizado também no dia 12 de abril. A homenagem inclui a exibição de “Minha Mãe é uma Peça 3”, dirigido por Susana Garcia, além de um vídeo-homenagem inédito produzido pela Globo Filmes. O dermatologista Thales Bretas, viúvo do ator e pai de seus filhos, estará presente para receber a honraria, ao lado da atriz Ingrid Guimarães, grande amiga e parceira de trabalho de Paulo. Na mesma noite, será exibido um trecho de “Minha Melhor Amiga”, inédita comédia de Susana Garcia estrelada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, e o filme “Agentes Muito Especiais”, de Pedro Antonio, desenvolvido a partir de uma ideia original de Paulo Gustavo e Marcus Majella.

A programação inclui ainda a Sessão da Tarde – Sucessos de 2025, nova mostra dedicada a títulos recentes do cinema brasileiro, e a Sessão Documentário, exibida diariamente às 18h. Entre os filmes selecionados estão “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, indicado ao Oscar deste ano; “Manas”, de Mariana Brennand Fortes; “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro; “Vitória”, de Andrucha Waddington; e “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris reúne anualmente mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Em 2026, as mais de 30 produções selecionadas serão exibidas em seis mostras: Competitiva, Hors-Concours, Documentários, Homenagem a Lázaro Ramos e Taís Araujo, Tributo a Paulo Gustavo, Sessão Escolar e a nova Sessão da Tarde – Sucessos de 2025.

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris é a principal vitrine do audiovisual nacional na Europa e Kátia Adler sublinha a dificuldade em obter apoios e patrocínios no Brasil. “Esta edição evidencia uma realidade que precisa ser debatida: a ausência de uma política pública estruturada de apoio aos festivais brasileiros realizados fora do Brasil. A difusão internacional do cinema brasileiro, construída ao longo de anos por iniciativas independentes, parcerias locais e pelo trabalho constante de equipes reduzidas, ainda parece não ser compreendida como uma ação estratégica. Para quem atua diariamente na promoção do audiovisual brasileiro no exterior, permanece a sensação de que não há um real interesse institucional pelo trabalho que realizamos — um trabalho que fortalece a imagem do país, cria pontes culturais e abre caminhos concretos para os filmes, os realizadores e a indústria brasileira no cenário internacional.”

Poster Ainda Estou Aqui. Fonte: Distribuição
Fonte: Distribuição

FILMES

MOSTRA COMPETITIVA:

Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte
Câncer com Ascendente em Virgem, de Rosane Svartman
Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini
Malês, de Antonio Pitanga
Perto do Sol é Mais Claro, de Régis Faria
Precisamos Falar, de Rebeca Diniz e Pedro Waddington
#SalveRosa, de Susanna Lira
Velhos Bandidos, de Cláudio Torres

MOSTRA HORS CONCOURS:

Mauricio de Sousa, de Pedro Vasconcelos
Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien

DOCUMENTÁRIOS:

3 Atos de Moisés, de Eduardo Boccaletti
3 Obas de Xangô, de Sérgio Machado
A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti
Anna Mariani – Anotações Fotográficas, de Alberto Renault
Da Lata – 30 Anos, de Paulo Severo
Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes
Oní Sáà Wúre, de Lavagem da Sapucaí, de Saullo Farias Vasconcelos
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans
Ritas, de Oswaldo Santana

SESSÃO ESCOLAR:

A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti
Tudo o que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado
Malês, de Antonio Pitanga

MOSTRA LÁZARO RAMOS E TAÍS ARAUJO:

Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Madame Satã, de Karim Aïnouz
Pixinguinha – Um Homem Carinhoso, de Allan Fiterman e Denise Saraceni
Tudo o que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado

TRIBUTO A PAULO GUSTAVO

Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia
Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio

SESSÃO DA TARDE – SUCESSOS DE 2025

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Manas, de Mariana Brennand Fortes
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Vitória, de Andrucha Waddington

SITE OFICIAL DO FESTIVAL

SERVIÇO

28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris

De 7 a 14 de abril de 2026
Cinema L’Arlequin – Paris, França

7 de abril – terça-feira

19h – “Da Lata – 30 Anos”, de Paulo Severo – Abertura
Sessão com presença de Fernanda Abreu e Paulo Severo

21h30 – “Querido Mundo”, de Miguel Falabella e Hsu Chien
Sessão com presença do produtor Júlio Uchôa

8 de abril – quarta-feira

13h30 – “Pixinguinha – Um Homem Carinhoso”, de Denise Saraceni e Allan Fiterman

15h20 – “Filhas do Vento”, de Joel Zito Araújo

17h – “Oní Sáà Wúre – Lavagem da Sapucaí”, de Saullo Farias Vasconcelos
Sessão com presença do diretor Saullo Farias Vasconcelos e do produtor Victor Magrath

19h – “3 Obás de Xangô”, de Sérgio Machado

21h – “Câncer com Ascendente em Virgem”, de Rosane Svartman
Sessão com presença da produtora Clélia Bessa, da diretora Rosane Svartman e da atriz Fabiana Karla.

9 de abril – quinta-feira

14h – “Malês”, de Antonio Pitanga

16h10 – “Vitória”, de Andrucha Waddington

18h20 – “Anna Mariani – Anotações Fotográficas”, de Alberto Renault

19h40 – “Assalto à Brasileira”, de José Eduardo Belmonte
Sessão com presença do diretor José Eduardo Belmonte e do ator Christian Malheiros

21h30 – “Rei da Noite”, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans
Sessão com presença do produtor e diretor Pedro Dumans e de Ricardo Amaral

10 de abril – sexta-feira

9h30 – “A Noite de Alaíde”, de Liliane Mutti

11h30 – “Malês”, de Antonio Pitanga

15h – “Tudo Que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado

17h – “3 Atos de Moisés”, de Eduardo Boccaletti
Sessão com presença do pianista Moisés Mattos

18h50 – “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini
Sessão com presença do diretor Bruno Bini

21h40 – “Velhos Bandidos”, de Cláudio Torres
Sessão com presença do produtor Leonardo M. Barros

11 de abril – sábado

11h – “Mauricio de Sousa – O Filme”, de Pedro Vasconcelos

13h30 – “Madame Satã”, de Karim Aïnouz

15h30 – “Para Vigo Me Voy!”, de Lírio Ferreira
Sessão com presença dos produtores Diogo Dahl e Maria Fernanda Miguel.

17h40 – “Agentes Muito Especiais”, de Pedro Antonio

19h30 – “Malês”, de Antonio Pitanga
Sessão com presença do diretor Antonio Pitanga

22h – “Ritas”, de Oswaldo Santana e Karen Harley
Sessão com presença da diretora Karen Harley

12 de abril – domingo

11h – “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho

13h50 – “Milton Bituca Nascimento”, de Flávia Moraes

16h – “Perto do Sol é Mais Claro”, de Régis Faria
Sessão com presença do diretor Régis Faria e do ator Reginaldo Faria

18h30 – “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos
Sessão especial em homenagem aos homenageados do festival, com presença de Lázaro Ramos e Tais Araújo

21h20 – “Minha Mãe é uma Peça 3”, de Susana Garcia
Sessão especial Tributo Paulo Gustavo com exibição de vídeo-homenagem e presença de Thales Bretas e Ingrid Guimarães

13 de abril – segunda-feira

14h – “Manas”, de Marianna Brennand

16h20 – “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles

19h – “#SALVEROSA”, de Susanna Lira
Sessão com presença da diretora Susanna Lira e da produtora Mara Melo

21h20 – “Precisamos Falar”, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz
Sessão com presença do ator Emílio de Mello e do produtor Leonardo M. Barros

14 de abril – terça-feira

14h30 – “Tudo Que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado

16h30 – “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro

19h – “A Noite de Alaíde”, de Liliane Mutti
Sessão com presença da diretora Liliane Mutti e da cantora Alaíde Costa

21h30 – “Malês”, de Antonio Pitanga

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Sergio Rezende começa a filmar o longa “O Faraó dos Bitcoins”, sobre uma das maiores fraudes financeiras do Brasil

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À esquerda, Christian Malheiros e Lorena Comparato caracterizados para o filme “O Faraó dos Bitcoins”. Crédito: Guilherme Leporace. À direita, a foto original de Glaidson e Mirelis (reprodução).

Longa-metragem é estrelado por Christian Malheiros e Lorena Comparato

A história de uma das maiores fraudes financeiras do Brasil chegará aos cinemas com o longa-metragem de ficção “O Faraó dos Bitcoins”, que começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro. Com direção de Sergio Rezende, que também assina o roteiro junto com Dida Andrade, o filme traz um roteiro eletrizante, baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros. Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas. O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.

A trajetória de Glaidson, interpretado por Christian Malheiros, mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.

Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.

O roteiro acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende
Roteiro – Sergio Rezende e Dida Andrade
Direção de Fotografia – Nonato Estrella
Produção – Tiago Rezende
Coprodução – Mariza Leão
Produção Executiva – Mariza Figueiredo
Direção de Arte – Fabi Egrejas
Figurino – Pilar Salgado
Maquiagem – Luiz Gaia
Montagem – Maria Rezende
Técnico de Som – Felipe Machado
Produção – Morena Filmes
Coprodução – Paris Entretenimento
Distribuição – Paris Filmes

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