Reflix
Reflix 67 – Star Trek Picard S02E10
Brunão e Baconzitos falam sobre o décimo e último episódio da segunda temporada de Star Trek: Picard – Farewell
Star Trek: Picard é uma série no universo de Star Trek de Gene Roddenberry, produzida pela CBS Studios. Produzida por Akiva Goldsman e Terry Matalas. Estrelando Patrick Stewart, Alison Pill, Jeri Ryan, Michelle Hurd, Evan Evagora, Orla Brady, Isa Briones, Santiago Cabrera e John de Lancie
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Reflix 188 – Lanternas revela a ferida de Hal Jordan e coloca Sinestro de volta no jogo
Falta apenas um episódio para o fim da primeira temporada de Lanternas e a série resolveu olhar para trás antes de seguir para o confronto final.
No Reflix 188, Brunão e Baconzitos mergulham em “The Jordan Boys’ Legacy”, sétimo episódio da série da HBO Max, um capítulo que transforma Hal Jordan no centro da história mesmo depois de sua morte.
O Halogram continua ajudando John Stewart na investigação, segredos enterrados há décadas começam a vir à tona e aquilo que parecia ser apenas a busca pelo assassino de Hal ganha proporções muito maiores.
Porque, a essa altura, talvez a pergunta não seja apenas:
quem matou Hal Jordan?
Talvez seja preciso descobrir primeiro quem Hal Jordan realmente era.
Antes do Lanterna Verde, existia um garoto chamado Hal
O episódio volta até 1975 para mostrar Hal ainda criança e sua relação com o pai, Martin Jordan.
Durante um jogo de beisebol, o jovem Hal se recusa a sair de campo mesmo quando o treinador determina sua substituição. Ele prefere colocar todo o resultado sobre os próprios ombros a entregar a responsabilidade para outra pessoa.
Décadas depois, parece impossível não enxergar naquele garoto o homem que também seria incapaz de entregar seu anel a John Stewart.
É aqui que Lanternas começa a explicar uma característica que acompanhamos desde o primeiro episódio:
Hal simplesmente não sabe deixar as coisas irem embora.
O verdadeiro legado dos homens da família Jordan
Mas a história do pai de Hal guarda algo muito mais pesado.
Martin ensina ao filho que existe um segredo transmitido entre os homens da família Jordan. Ele entrega a Hal a chave de um cofre e afirma que, caso algo aconteça com ele, o garoto será responsável por aquilo que está guardado ali.
Durante anos, Hal acredita que o pai morreu em um acidente aéreo.
O Halogram revela a John que a verdade era outra.
Martin tirou a própria vida e deixou uma carta explicando que carregava havia anos uma dor que também havia atingido seu próprio pai.
Hal cresceu acreditando que aquela dor fazia parte do legado de sua família.
E talvez essa revelação explique melhor do que qualquer construção verde por que esse Hal Jordan passou a vida obcecado em parecer incapaz de sentir medo.
Hal Jordan era realmente destemido?
É aqui que o episódio dá uma virada muito interessante na mitologia do personagem.
Hal sempre foi definido pela ausência de medo.
É justamente essa característica que tradicionalmente faz dele alguém digno do anel.
Só que Lanternas propõe uma leitura diferente.
Talvez Hal não fosse destemido porque conseguia superar seus medos.
Talvez simplesmente tenha passado a vida inteira escondendo aquilo que sentia.
O Halogram admite a John que sua aparente ausência de medo vinha de algo quebrado dentro dele. A série transforma, assim, uma das características mais conhecidas do personagem em uma ferida emocional que Hal carregou desde criança.
E isso nos leva novamente ao mistério de sua morte.
E se Hal Jordan não tiver sido assassinado?
Desde o primeiro episódio, Lanternas nos ensina a perguntar:
quem matou Hal Jordan?
O episódio 7 coloca outra possibilidade sobre a mesa.
Depois de revelar a história de sua família, o próprio Halogram começa a considerar se o Hal mais velho poderia ter repetido o mesmo caminho do pai.
A hipótese também oferece uma nova leitura sobre o comportamento da xerife Kerry Kane.
Até então, ela permanecia entre as pessoas que poderiam ter motivos para matar Hal ou esconder informações sobre sua morte.
Mas e se Kerry não tiver disparado a arma?
E se apenas tiver encontrado Hal morto e decidido proteger seu segredo?
A série não responde definitivamente à questão. Pelo contrário: mantém elementos que ainda indicam que havia algo muito maior acontecendo nas horas anteriores à morte de Hal.
John finalmente conhece o Hal que poderia ter sido seu mentor
Existe também uma ironia bastante triste em toda essa história.
O Halogram não é exatamente o Hal que John conheceu.
A cópia presente no anel foi criada muitos anos antes dos acontecimentos de Rushville.
Antes da perda do anel.
Antes da prisão.
Antes do ressentimento.
Antes de Hal enxergar John como alguém que poderia substituí-lo.
E justamente por isso encontramos uma versão muito diferente do personagem.
Esse Hal consegue elogiar John.
Reconhece sua habilidade.
Conversa com ele.
E, pouco a pouco, os dois começam a construir a parceria que nunca conseguiram ter quando Hal ainda estava vivo.
No Reflix 188, Brunão e Baconzitos discutem justamente essa dinâmica e o quanto ela muda nossa percepção sobre tudo que aconteceu entre os personagens.
Finalmente: Lanternas no espaço!
Sete episódios.
Uma série chamada Lanternas.
E finalmente saímos da Terra.
John e o Halogram conseguem acessar aquilo que Hal havia deixado escondido e encontram um portal para um planeta devastado.
É o mesmo mundo ligado ao massacre provocado pelos Caçadores Cósmicos e à história de Antaan.
E ali a série começa a conectar várias pontas que pareciam separadas:
os Manhunters;
Rushville;
a investigação de Hal;
o planeta destruído;
e sua morte.
A atmosfera do lugar também libera uma substância capaz de provocar medo e alucinações, obrigando John a confrontar lembranças da própria infância e a pressão que sempre sofreu para se tornar um Lanterna Verde.
E então aparece Sinestro
Porque é claro que ele estaria envolvido.
No planeta devastado, John e o Halogram são surpreendidos por uma figura encapuzada.
O desconhecido captura Hal e exige que John entregue o anel.
Depois do confronto, finalmente vemos seu rosto:
Sinestro.
O antigo mentor de Hal Jordan, que já sabíamos ter escapado da prisão, estava justamente no planeta para o qual a investigação secreta de Hal apontava.
Isso dificilmente é coincidência.
E a presença de Sinestro conecta ainda mais diretamente tudo aquilo que aconteceu em Rushville ao universo cósmico dos Lanternas.
O que Hal descobriu antes de morrer?
Essa passa a ser talvez a pergunta mais importante para o final da temporada.
Hal tinha um portal escondido.
O portal levava ao mundo devastado pelos Caçadores Cósmicos.
Sinestro está lá.
E Hal voltou a Rushville pouco antes de morrer exigindo segredo sobre sua presença.
Então, mesmo que a hipótese levantada pelo Halogram sobre a morte seja verdadeira, ainda existe um enorme quebra-cabeça esperando para ser montado.
O que Hal estava investigando?
Por que Sinestro está naquele planeta?
Qual é a verdadeira conexão entre os Caçadores Cósmicos e tudo isso?
E o que Hal pretendia contar a John antes de morrer?
Lanternas está pronto para o final?
“The Jordan Boys’ Legacy” é um episódio muito menos preocupado em entregar respostas rápidas do que em fazer o público entender Hal Jordan.
Depois de uma temporada mostrando um herói envelhecido, ressentido e desesperado para manter seu lugar, finalmente enxergamos de onde parte boa parte desse comportamento.
Hal passou a vida agarrado às coisas.
Ao anel.
Ao legado.
À ideia de que precisava resolver tudo sozinho.
E até à bola de beisebol que seu pai mandou jogar fora quando ele ainda era criança.
A imagem final deixa isso evidente: depois do funeral do pai, o jovem Hal volta para recuperar justamente aquela bola.
Ele nunca aprendeu a soltar.
🎙️ No Reflix 188, Brunão e Baconzitos destrincham o penúltimo episódio de Lanternas: o passado de Hal Jordan, o segredo de sua família, a relação com John Stewart, o verdadeiro potencial do Halogram, a primeira viagem espacial da série e o retorno de Sinestro.
Hal foi realmente assassinado? O que Sinestro está fazendo naquele planeta? E tudo o que vimos até agora consegue se encaixar em apenas mais um episódio?
Dê o play e venha discutir com a gente.
⚠️ ATENÇÃO: o Reflix 188 contém spoilers completos de Lanternas S01E07.
💚 Reflix 188 – Lanternas: análise do episódio 7
E conta para a gente:
qual é a sua teoria para a morte de Hal Jordan?
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Rafael Beraldo Dourado
14 de maio de 2022 at 18:16
Há 82 anos… Quer dizer, há cerca de uns 5 episódios, teve um esquema de segurança que precisou envolver superforça concedida por uma rainha Borg pra que fosse possível ser penetra numa festa. Agora, pra entrar na base de lançamento da Nasa, só roubar um macacão e vai passando até o vestiário assim, NA BOA?
Se o episódio anterior com os tirinhos que não acertavam ninguém já pareceu inverossímil até pros padrões de Star Trek série clássica, esse agora ficou desconexo com o que foi mostrado na própria série. Fora que não ficou claro direito o peso que o Mr. Data tinha na missão (e se era tão poderoso assim, impossível que não tivesse um backup dos dados das experiências dele).
Quanto a ficha “khan”, me ponho no lugar do Homer Simpson aqui: Se pro público em geral talvez só parcialmente curioso sobre Star Trek lembrar do Khan talvez não seja tão fácil assim (ao menos não sem lembrar primeiro do Sherlock Holmes e Doutor Estranho), imagina se nem isso tivesse escrito ali. A série já foi cheia de easter eggs que só os iniciados (e aprofundados) saberiam do que se trata. Oferecer uma migalhinha mais “óbvia” veio bem a calhar.
Por falar em migalha óbvia… Eu não fazia a menor ideia de como o Well Weaton saiu da Nova Geração, mas a despeito do mau comportamento do público em relação ao ator, o personagem era beeem chatinho mesmo. E provavelmente era feito pra atrair a nova geração para a nova geração e por isso soava mal pros fãs da série clássica. Mas imagina se existisse internet lá nos anos 90, quanto tempo será que a Nova Geração teria durado?
Agora, um elogio a algo que não está diretamente no episódio, mas que me fez pensar.
O Q, no final das contas, era obcecado pelo Picard. Tudo o que ele queria (ou precisava) era um amigo, afinal. E se ele tivesse sido “legal”? E se tivesse sido uma criatura misericordiosa, que salvasse civilizações, que fosse minimamente condescendente com as tentativas de raças que tentavam evoluir apesar de suas arrogâncias diante o desconhecido? Se ele fosse um “deus benvolente” teria gente querendo estar com ele, junto até o final… Mas seria só por interesse, ou por agradecimento?
Seria algo legítimo? Sincero? Verdadeiro?
O abraço do Picard, a quem ele fez sofrer, a quem ele pôs a prova, a quem ele desafiava os limites de seus próprios valores (e até de seus medos e convicções), era um abraço que só teve o valor que teve porque foi dado por alguém que… Rivalizava com ele. Que não “devia” nada a ele, pelo contrário, teve muito mais dor de cabeça do que precisava por causa dele. Uma amizade por inconveniência, talvez. Talvez um tipo de relação de amizade até mais desafiadora: a que acontece não porque um gosta do outro e aprecia a companhia, mas porque provoca a sair do lugar comum, da zona de conforto, a repensar a si mesmo. Picard passa todas as oportunidades que precisa enfrentar o Q tendo que defender a si mesmo, a humanidade, os valores em que acredita e pelos quais luta. Q, por sua vez, é confrontado com a insistência daquela espécie abusada de acreditar em si mesma apesar de todas as barbáries que comete, e tentar sempre olhar… Pra frente.
Se é Q um deus inconformado com a espécie que desafia os deuses, ele tem em Picard um representante que acredita obstinadamente que é possível atingir o seu melhor, nem que pra isso tenha que voltar no tempo e nos empurrar 7 episódios de encheção de linguiça.
E na temporada 3 eu vou estar lá. Lamentando se não tiver vocês comigo pra compartilhar as reclamações!