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QueIssoAssim 348 – E ai, IA? (Mais Discussões sobre IA)

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A gente falou de inteligência artificial há 3 anos.

Naquela época parecia ficção científica.
Hoje… parece quarta-feira. 🤖

No novo episódio do QueIssoAssim, Brunão e Baconzitos recebem Andreia para descobrir o que aconteceu com o mundo enquanto a gente estava ocupado reclamando de filme ruim.

Temos Suno fazendo música, Microsoft Copilot querendo trabalhar por você, ChatGPT respondendo tudo (inclusive coisa que você nem perguntou) e até rede social feita pra IA conversar com IA — porque aparentemente elas também precisam de engajamento.

A pergunta é simples e nada alarmista:

Estamos indo para um futuro estilo Blade Runner e Alien: Rômulus (chuva ácida, corporações malignas e androide suspeito)… ou para Star Trek (explorar o universo e resolver tudo na base do diálogo e da ciência)?

Aperta o play antes que uma IA aperte por você. 🚀

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2 Comments

2 Comments

  1. RAFAEL BERALDO DOURADO

    15 de abril de 2026 at 15:40

    Ai ai ai, Ia…

    Sou professor de animação e tenho lidado já algum tempo com a angústia dos alunos se vai existir, ainda, um mercado pra eles atuarem agora que a “IA tá fazendo tudo sozinha”. Nesse debate surge quem defende uma regulamentação do uso e coisas do gênero. Ou quem é mais cético e acredita que em algum momento a ferramenta vai se mostrar muito mais custossa do que o que está sendo oferecido agora (como o Banconzitos citou) e isso pode gerar, no final das contas, o efeito Netflix (ou vendedor de droga na porta da escola): no começo baratinho pra viciar o usuário e depois enfia a faca quando o usuário não sabe mais usar o torrent. Já vi acontecer antes, quando o facebook convenceu todo mundo que postava nos seus blogs pessoais a alimentar a plataforma com o conteúdo atrás do público que já estava lá para, num dado momento, ser tratado como um cliente em potencial (quer que as pessoas vejam sua postagem? Pague). No final, o mundo passa a ser do que manda o algoritmo. A IA pode fazer o mesmo percurso, e aí quem ainda sabe como fazer sem ela talvez se destaque. Ou o barateamento vai permitir ias de bolso “offline” e não vai ter choro de estúdio Ghibli que impeça o que já está rolando.
    Mas, na prática, tendo a entender a fala do Kleber Tanide, animador responsável pelo canal Carne Moída no youtube, que recentemente lançou a seguinte provocação: Se amanhã inventarem o teletransporte, imediato e de graça… Quem estaria lamentando pelo fim da indústira automotiva? Pelo desemprego do motorista de Uber? Pelo fim da aviação?
    Claro que quando falamos de arte, tendemos a romantizar e idealizar o processo, mas, na ponta final da sustentabilidade econômica da linguagem, a arte é o meio pra chegar no produto (isso quando não é o próprio produto, mas aí é uma discussão mais filosófica da área de Design). E se o produto ficou mais barato, mais acessível… Qual a diferença entre mandar o GPT fazer minha caricatura no estilo do Ghibli e usar a ferramenta que a Fox disponibilizou na ocasião do lançamento do filme dos Simpsons pra criar meu avatar no estilo do Matt Groening (similar ao que foi usada também na ocasião do filme do Snoopy)?
    A gente fala muito de alma, de intenção por trás da obra, da integridade artística… Mas pra fazer um avatar prum cartão de visita, até a ferramenta “estilização giz de cera” do photoshop já automatizava esse resultado. Se considerar o que os filmes representam enquanto mercado de consumo, enquanto produto… No final das contas, talvez não faça tanta diferença assim, e cabe a nós decidir se vamos insitir em fazer do jeito mais demorado ou se vamos tentar usar a ferramenta pra facilitar o trabalho também.
    Digo isso como alguém que atua com animação e artes gráficas há 30 anos, mas que só pude começar na área porque os processos digitais se tornaram acessíveis. Antes disso, uma animação analagócia era quase impossível de se fazer sozinho, sem contar toda a estrutura física necessária pra fazer um cenário se mover com variedade de velocidade de camadas – basta ver lá os 2 andares do prédio que a câmera multiplano do Disney usava, pra gerar um efeito que você faz em meia dúzia de cliques num programa digital. E não se enganem, lá nos anos 90 a galera do analógico olhava feio pra gente que já começava a fazer direto no digital, como se estivéssemos tomando um atalho profano. Tal qual a comunidade artística hoje tá olhando feio pra um escritor de prompt postando novelinha de fruta no tiktok de hoje em dia.
    Eu sinto pela perda de mercado e talvez até do risco do fim da profissão, mas me apavora hoje me ver ao lado daqueles que, lá atrás, não queriam me deixar entrar.

  2. Guilherme Frediani

    21 de abril de 2026 at 18:40

    E aí gente, 6 tão bão?

    O economista grego Yanis Varoufakis cunhou o termo Tecnofeudalismo. Na teoria econômica dele as big techs são “senhores feudais” do nosso tempo, fazendo pessoas comuns e empresas menores seus “servos”. IA é mais uma ferramenta para o tecnofeudalismo. Da plantação à exploração espacial, a humanidade já está nas mãos de poucos.

    Sobre o agente de IA fazendo um “testamento”, eu fiquei com medo. Sério, tá muito rápido isso. Concordo com o Baconzitos que logo viveremos o mundo cyberpunk, resta saber se será mais para WALL-E ou para Ghost in the Shell (acho que esse tá mais perto).

    O Brunão recomendou o jogo Detroit Become Human, eu vou deixar também uma recomendação, se me permitem. Watch Dogs: Legion. A forma como a “IA” é abordada nesse jogo é bem diferente, e ainda mais perturbadora.

    Grande abraço.

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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta

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Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.

Literalmente.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.

No fim, sobra uma pergunta:

o que significa realmente merecer o anel?

Rushville entra em guerra

Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.

Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.

Hal tenta capturá-la.

John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.

E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.

O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.

Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.

Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?

Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.

A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.

Virou uma ameaça à própria identidade.

Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.

E isso coloca John diretamente em seu caminho.

No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.

Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.

Hal Jordan x John Stewart

Era inevitável.

Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.

Sem vilões.

Sem monstros.

Sem exércitos espaciais.

Apenas Hal e John disputando o anel.

Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.

John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.

E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.

O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.

Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.

O destino de Zoe

Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.

Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.

E é John Stewart quem encerra a ameaça.

Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.

Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.

John vence.

Mas paga um preço enorme por isso.

John finalmente recebe o anel… e desiste dele

Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.

John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.

Sua família acreditava nisso.

Os Guardiões esperavam isso.

Ele próprio queria isso.

Então finalmente consegue o anel de Hal.

E sente… nada.

Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.

Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.

John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.

E decide abrir mão.

É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.

Então quem será o próximo Lanterna Verde?

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