Reviews e Análises
O Palestrante – Crítica

O Palestrante conta a história de Guilherme (Fábio Porchat), funcionário demitido de uma empresa que, ao viajar para o Rio de Janeiro para assinar a papelada de sua demissão acaba assumindo, no aeroporto a identidade de Marcelo, palestrante motivacional que era esperado por Denise (Dani Calabresa). Denise tinha contratado Marcelo para realizar uma série de palestras para a sua empresa que está tendo problemas de relacionamento entre os funcionários. Guilherme então, sem saber o que está fazendo, precisa contornar a situação e ser um palestrante e no processo vai aprender que o tal do Marcelo na verdade vai transformar a sua vida.
Roteiro clichê de filme de sessão da tarde não é? Já vimos inúmeras vezes essa história de uma pessoa que se passa por outra e acaba se metendo em altas confusões até ser transformado pelo processo como um todo e no final tudo dá certo. Pois é. Mesmo assim, O Palestrante funciona muito bem. O texto de Porchat e de Cláudia Jouvin é muito bom e as piadas em sua maioria são muito engraçadas.
O elenco de comediantes também está muito afiado. Apesar de ninguém ali estar interpretando Shakespeare, todos fazem o seu trabalho muito bem, com destaque para os coadjuvantes Otávio Müller e Paulo Vieira, sempre divertidos.
No fim das contas, O Palestrante é uma comédia despretensiosa que cumpre muito bem o seu papel: divertir. Mesmo que você já tenha visto esse filme.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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