Reviews e Análises
Lucicreide vai pra Marte – Crítica
Fabiana Karla protagoniza essa comédia sobre Lucicreide, personagem que a atriz interpreta há anos em programas da TV Globo como Zorra Total. Na história, Lucicreide não consegue suportar mais a sua vida com cinco crianças para criar, abandonada pelo marido e tendo que aturar a sogra caloteira e a vizinha caolha e fofoqueira. Desejando desaparecer da face da Terra, ela acaba sendo acidentalmente selecionada para um programa de treinamento espacial que pretende levar uma pessoa, em viagem só de ida, para a colonização de Marte. Sim, o argumento é ruim assim.
Com um roteiro cheio de inverossimilhanças e situações ridículas, o filme é uma sucessão de cenas que farão rir apenas ao público que busca por uma diversão sem cérebro. A única coisa que realmente se destaca, e que até mesmo salva o filme de não ser uma perda de tempo completa, é a performance e o trabalho de Fabiana Karla. Ela domina tão bem o personagem, que em momentos em que claramente o texto é uma improvisação da atriz, passa como se ela tivesse ensaiado aquilo. Os termos regionais exagerados e encenação característica de Karla são muito interessantes e fazem realmente qualquer um rir. As cenas delas com o macaquinho são muito engraçadas mesmo.
No geral, a direção do estreante Rodrigo César deixa a desejar, assim como a montagem, que tenta usar recursos de zoom e câmeras lentas e aceleradas que demonstram que ainda há muito a se evoluir no cinema nacional. As participações especiais de Falcão, Batoré e do influencer Carlinhos Maia não são significativos, com cenas que não acrescentam em nada ao filme, apenas trazem mais vergonha ao resultado final. Por falar em vergonha, o filme ainda tenta homenagear duas franquias de “filmes de temática espacial” e falha miseravelmente. Realmente fica difícil torcer pelo sucesso do cinema nacional. Uma pena para Fabiana Karla, que é tão talentosa.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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