Reviews e Análises
Downton Abbey II: Uma Nova Era – Crítica

É sempre uma tarefa complicada fazer um filme baseado em uma série longeva na TV. O roteiro tem que ser facilmente entendido por um público mais abrangente, que nunca teve contato com a série e, ao mesmo tempo, agradar aos fãs, ávidos por mais material novo sobre seus personagens favoritos, e ainda assim dar prosseguimento à história como um todo.
Felizmente, Downton Abbey II: Uma Nova Era consegue realizar isso em grande parte. É importante pelo menos ter assistido ao primeiro longa-metragem de 2019 para entender melhor tudo o que está acontecendo. Desta vez, a família Crawley ganha mais espaço no roteiro do que a criadagem.
Uma equipe de cinema resolve alugar o castelo Downton Abbey para rodar um filme. Enquanto Lady Mary (Michelle Dockery) supervisiona tudo, outra parte da família ruma para o sul da França, pois a matriarca Violet (Maggie Smith) herdou uma mansão de veraneio de um antigo amante e todos querem descobrir mais sobre esse passado misterioso da vovó.

Confusão armada, o filme transita bem e consegue desenvolver muito bem as duas tramas, levando até a homenagens inesperadas a filmes antigos como Cantando na Chuva. Em outra parte, a enorme profusão de personagens acaba deixando algumas sub-tramas pouco desenvolvidas, mas nada que prejudique o filme.
Diferentemente do anterior, Downton Abbey II: Uma Nova Era não trata da diferença social entre as classes, mas sim sobre a evolução. Não só a do ser humano, mas a da sociedade como um todo, do pensamento, da tecnologia, das relações humanas e de trabalho. Um bom filme, que diverte e faz refletir.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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