Reviews e Análises
Babilônia – Crítica

Uuuumaaaa confra normal de fim de ano da empresa Marinho. Ou talvez o surubão de Noronha com bastidores de uma emissora. Ou apenas uma grande homenagem a toda a estrutura de entretenimento musico-teatral e cinematográfica e suas mudanças durante o tempo. São TRÊS HORAS de muita informação e coisas que não conhecemos sobre os bastidores e ouso a dizer: de modo amenizado hein. Mas é um espetáculo maravilhoso.

Essa obra é dirigida muito competentemente por ninguém menos que Damien Chazelle, O mesmo que dirigiu e roteirizou “Lala Land: Cantando estações” de 2016 e “Whiplash: em busca da perfeição” de 2014. Ou seja, essa pessoa sabe concorrer a um Oscar com qualidade. E aqui não deixou a desejar, não fez feio, não baixou o nível e jogou a nível de Oscar meeesmo. Tem cena conceitual, mas o filme comunica diretamente com o público, é apelativo pro consumidor médio de cinema (e isso inclusive é comentado no filme). Um total de zero escolhas erradas.
Roteiro tem também a assinatura de Chazelle, e não coloquei tudo em um mesmo bloco porque ambos precisavam de uma atenção justa a sua qualidade. Um outeiro de textos e subtextos maravilhosos, ritmo presente (literalmente), um argumento que não é novidade, mas sobe um pouco mais a saia pra mostrar os pudores do verdadeiro bastidor de sets e estúdios. Se disser que romantizou algumas situações pesadas, vou dizer que foi mostrado aquele romance sujo, baixo, vulgar, mas não deixou de ser romantizado. e com grandes homenagens a grandes textos do cinema e suas fofocas de bastidor.

No elenco.. ahhhhh o elenco. Do núcleo principal temos aí como menos conhecido o Diego Calva (“Carlota” e “Los hermosos vencidos”, ambos de 2021), ator mexicano, que interpreta Manny Torres. Os demais são muito conhecidos nossos Brad Pitt como Jack Conrad, Margot Robbie como Nellie LaRoy, Jean Smart como Elinor St. John e Jovan Adepo como Sidney Palmer. E mais uma galera que apesar de ser de peso, faz uma pequena participação. Mas perceba pelos nomes e pelo gabarito da direção que não estamos falando de um trabalho raso. Entregaram tuudo mesmo e com direito a mais. E digo isso sem medo de errar, afinal o filme é muito intenso em suas cenas, e o que foi pedido, foi entregue.

Como eu quero que você vá assistir, vou contar um pouco sobre o que é o filme. O filme começa com uma festa singela, coisa de família. E ali mostra como funciona a network artística e as sociais de um cinema em fase de transformação no início dos anos 30. A partir disso o filme caminha justamente mostrando essa fase de transformação do cinema com a entrada do som, cinema falado, mudança da carreira de artistas, o trabalho de críticos, os bastidores dos estúdios de gravação, efeitos cinematográficos, ascensão e queda de estrelas e seus orbitantes, e também a participação de músicos nessa mídia. Estúdios, fama e vidas, como elas se ajeitam na loucura que é a arte. Não vou falar mais se não vou ter que contar spoilers como que a Margot Robbie chora por um olho só. E nem disse qual.
Essa crítica da 5 de 5, afinal está impecável mesmo.
E o filme estreia dia 19 de janeiro nos cinemas.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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