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Reviews e Análises

A Ilha de Bergman – Crítica

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Um casal de cineastas apaixonados pela obra do diretor sueco Ingmar Bergman viajam até a ilha de Färo, onde ele morou e fez algumas de suas obras nos últimos anos de sua vida. Lá, enquanto conhecem o local e seus atrativos envolvendo a história e a obra do diretor, tocam seus projetos pessoais até o momento em que ficção e realidade começam a se misturar. Dirigido por Mia Hansen-Love, A Ilha de Bergman tem uma narrativa de filme europeu, e é uma homenagem explícita aos temas tratados por Bergman em seus filmes.

Vicky Krieps interpreta Chris, uma cineasta que passa por um momento delicado em sua carreira. Ao mesmo tempo em que se esforça para emplacar o novo roteiro, está envolvida com o famoso cineasta Tony, interpretado por Tim Roth. A dúvida entre construir uma carreira e dedicar-se à família é um tópico que a consome. A influencia ultrapassa a vida real quando ela começa a colocar o reflexo de seu dia-a-dia no roteiro de um novo filme, que chega a um impasse paralelo.

O filme tem a metalinguagem como uma ferramenta-chave para seu próprio desenvolvimento, tanto ao falar sobre os filmes de Bergman como ao ter um filme sendo realizado dentro do filme. Em alguns momentos as histórias se misturam e a cabeça quer dar um nó, até o desfecho deixar a gente tirar as nossas próprias conclusões. A Ilha de Bergman é um filme bonito, bem feito, bem fotografado, mas com uma história que talvez funcione muito melhor para os fãs do diretor sueco homenageado.

Avaliação: 3 de 5.
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Reviews e Análises

Mickey 17 – Crítica

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Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.

Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.

No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.

O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.

Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.

Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.

Avaliação: 4.5 de 5.
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Burburinho

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