Reviews e Análises
A Cidade dos Abismos – Crítica

Olha. Nem sei o que dizer. Existe uma crítica social importante e tudo mais… Mas sério. Tem coisa que não merece, não merece mesmo sair de certas esferas. Não pela temática, mas pela forma que é produzida. E esse filme é de doeeeer. Se você tem alguns pecados a pagar, assista esse filme e ganhe créditos com o criador. Essa é uma obra experimental artística cinematográfica com muuuuito conceito sonoro e poético.

Essa estrutura experimental tem a direção de Priscyla Bettim e Renato Coelho. Olha estão aí tentando, arriscando e experimentando. Tirando o formato 4×3 da tela que se mantém constante, é um festival de linguagens visuais, efeitos imagéticos e de som, um fim de festa louco que fica ótimo em festivais de cinema de faculdade ou pequenos festivais de cinema alternativo. A direção deixou os atores livres em suas atuações e o resultado foi um trabalho digno do comercial da panificadora Alfa.

O roteiro já tem a assinatura de Priscila Bettim e eu entendi que ela tinha um argumento forte, e talvez até pessoal para motivar a desenvolver esse projeto, mas assim, caceta. O desenvolvimento do texto ficou fraco, as cenas um terror e não teve poesia bonita que salvasse. A discussão da temática é importante, mas quando feita de qualquer forma perde força e valor. Fez currículo, mas difícil, viu.
O elenco tava fraco, sem treinamento e sem cuidado. Nem vou dar nome porque acho até triste. Mas cena narrativa de poesia sem emoção, cena sem expressão, contracenação sem vigor e ritmo,.. enfim. Tava bom não.

Essa história é sobre as tristezas que as pessoas trans passam. Começa com duas meninas indo procurar uma clínica clandestina na noite de véspera de natal. Ao descobir que uma cliente recente dali estava a ponto de morrer, elas saem e param em um bar underground da Cidade de São Paulo. Ali uma delas é assassinada. E a história se desenvolve nessa busca por justiça em uma situação baseada em preconceito e violência de gênero. Com cenas de perseguição e na busca por justiça, as cenas se confundem com a realidade das personagens e as emoções de como gostariam que as coisas acontecessem, inclusive por vias espirituais.
Esta crítica da 0 de 5.
O filme estreia dia 11 de maio.
Reviews e Análises
Mickey 17 – Crítica

Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.
Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.
No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.
O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.
Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.
Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.
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