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QueIssoAssim 336 – Brasil com Z (Brazil, o filme)
🎙️ QueIssoAssim #336 – Brazil (1985): 40 anos do clássico distópico de Terry Gilliam
Um mergulho no universo surreal de Brazil, o filme que antecipou o futuro e virou símbolo do caos burocrático moderno.
O QueIssoAssim chega ao episódio 336 com uma viagem direta ao coração do absurdo! No programa “Brasil com Z”, a equipe do Portal Refil celebra os 40 anos de Brazil (1985), o cult distópico dirigido por Terry Gilliam. A obra se tornou uma das mais marcantes e visionárias do cinema dos anos 80.
Comandado por Brunão e Baconzitos, o episódio conta com a participação especial de Miotti, do canal Jurassicast no YouTube. O papo é cheio de referências, humor e boas discussões sobre o legado do filme.
Brazil mistura crítica social, humor negro e uma estética visual única. O longa apresenta um futuro opressivo, dominado pela burocracia, pela vigilância e pela perda da individualidade. Quarenta anos depois, esses temas continuam assustadoramente atuais.
Neste episódio, os podcasters analisam as influências visuais, a trama labiríntica e o conflito entre sonho e realidade. Além disso, comentam o impacto cultural do filme que consolidou Terry Gilliam entre os grandes diretores do cinema mundial.
O bate-papo também aborda o elenco icônico, com Jonathan Pryce, Robert De Niro, Ian Holm e Katherine Helmond. Por fim, o grupo debate as diferentes versões do filme — incluindo a polêmica “versão americana”, editada sem o consentimento do diretor.
Se você é fã de ficção científica, distopias e filmes que fazem pensar, este episódio é pra você!
Comentado no episódio
QueIssoAssim 121 – Homens fingindo ser Mulheres fingindo ser Homens (A Vida de Brian)
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Livros em Cartaz
Livros em Cartaz 107 – A Liga Extraordinária
O que acontece quando os personagens da literatura vitoriana são reunidos para salvar o mundo de uma conspiração misteriosa?
Neste episódio, Gabi e Andreia embarcam em uma aventura guiada por Alan Moore e Kevin O’Neill, que reúne personagens como Mina Harker, Allan Quatermain, Dr. Jekyll, Capitão Nemo e Hawley Griffin: A Liga Extraordinária.
Então, embarque conosco no Nautilus e venha ouvir — porque, quando o mundo está em perigo, até os personagens mais improváveis precisam trabalhar em equipe.
Comentado no episódio
- Drácula, romance de Bram Stoker
- Livros em Cartaz #065 – Drácula
- As Minas do Rei Salomão, romance de H. Rider Haggard
- As Minas do Rei Salomão (1985 ‧ Aventura/Ação ‧ 1h 40m) filme dirigido por J. Lee Thompson
- As Vinte Mil Léguas Submarinas, romance de Júlio Verne
- 20.000 Léguas Submarinas (1954 ‧ Infantil/Aventura ‧ 2h 7m), filme dirigido por Richard Fleischer
- O Médico e o Monstro, romance de Robert Louis Stevenson
- Livros em Cartaz #086 – O Médico e o Monstro
- Homem Invisível, romance de H. G. Wells
- O Homem Sem Sombra (2000 ‧ Terror/Ficção científica ‧ 1h 52m) de Paul Verhoeven
- O Homem Invisível (2020 ‧ Terror/Ficção científica ‧ 2h 5m) de Leigh Whannell
- Assassinato da Rua Morgue, conto de Edgar Allan Poe
- Os Assassinos da Rua Morgue (1932 ‧ Terror/Mistério ‧ 1h 2m) filme dirigido por Robert Florey
- Os Primeiros Homens na Lua, romance de H. G. Wells
- Os Primeiros Homens na Lua (1964 ‧ Ficção científica/Aventura ‧ 1h 43m) filme dirigido por Nathan Juran
- O Problema Final, conto de Arthur Conan Doyle (primeira aparição de Moriarty)
- A Aventura do Intérprete Grego, conto de Arthur Conan Doyle (primeira aparição de Mycroft)
- O Retrato de Dorian Gray, romance de Oscar Wilde
- Livros em Cartaz #085 – O Retrato de Dorian Gray
- As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain
- As Aventuras de Tom Sawyer (1938 ‧ Aventura/Comédia ‧ 1h 31m) dirigido por Norman Taurog
- The Zayat Kiss, conto de Sax Rohmer
- O Rosto de Fu Manchu (The Face of Fu Manchu, 1965), de Don Sharp (estrelado por Christopher Lee)
- Moby Dick, romance de Herman Melville
- Moby Dick (1956 ‧ Aventura/Drama ‧ 1h 56m) dirigido por John Huston e com roteiro de Ray Bradbury
Ordem recomendada de leitura
- A Liga Extraordinária – Volume I (Ambientado em 1898)
- 2. A Liga Extraordinária – Volume II (Ambientado em 1898, com trama inspirada em A Guerra dos Mundos)
- 3. O Dossiê Negro (The Black Dossier, ambientado em 1958)
- 4. Trilogia Nemo (Spin-off focado em Janni Nemo, filha do Capitão Nemo):
- Coração de Gelo
- Rosas de Berlim
- Rios de Fantasma
- A Liga Extraordinária: Século (Century)
- Século 1910
- Século 1969
- Século 2009 (também encontrados reunidos na edição compilada Século Integral)
- A Liga Extraordinária: A Tempestade (The Tempest – arco final da série)
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RAFAEL BERALDO DOURADO
8 de outubro de 2025 at 14:45
Acho que o meu maior incômodo com as obras do Terry Gilliam é que ele em geral tá muito mais dedicado a ambientar seus filmes do que em contar, de fato, as histórias. Todos os elementos do Brazil (o filme, no caso) parecem saídos de páginas do Guia do Mochileiro, e, escritas, funcionariam melhor do que nesse mundaréu de analogias que acabam sacrificando a coerência narrativa. E a impressão que passa é que os bastidores dos filmes dele acabam sendo mais interessante do que os filmes em si, tanto do “Perdido em La Mancha”, o documentário sobre tudo o que deu errado na primeira tentativa dele de filmar o Don Quixote (como citado pelo Brunão), como o do mundo fantástico do Dr. Parnauss (o último trabalho do Heath Ledger e que precisou de um mini batalhão de outros atores pra finalizar a obra e o filme é bem “méh”), sem contar os perrengues do Barão de Munchousen (que ele estourou prazo e orçamento sei lá quantas vezes) e, enfim… Dá pra entender que nenhum estúdio queria jogar um caminhão de dinheiro em cima dele.
Agora, sobre a burocracia: Sendo ele um americano que vive na Europa, fica bem nítido esse olhar do estranhamento – afinal, a burocracia foi inventada lá, e é incrível como no padrão europeu (estereotipando), a burocracia é algo normalizado. Se tem uma regra, cumpre-se a regra até ela ser revogada, não importa o quanto ela não faça mais sentido. O já citado Guia do Mochileiro do Douglas Adams (taí um filme que vocês já comentaram que poderia render um episódio – e eu adoraria que rendesse) brinca muito com isso também, mas ainda assim “normalizando”, afinal, era um inglês escrevendo sobre. O longa metragem de animação dOs 12 trabalhos de Asterix, produzido na França nos anos 70 (roteiro original que não usa de base nenhum dos álbuns dos quadrinhos do personagem) tem, em uma de suas sequências, o desafio de superar a burocracia de uma repartição pública romana (que, no filme, é chamada de “prédio pra deixar maluco”). A solução – de roteiristas europeus – pra lidar com a burocracia que o protagonista usa é… Mais burocracia (parecida com a forma que o protagonista desse filme tenta “resolver” a visita dos encanadores).
Enfim, o filme tem ótimas boas ideias, mas ao tentar ser um filme cheio de analogias, perdeu parte da audiência. Mas o final original pelo menos parece ser bem melhor que o da versão de uma hora e meia.