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QueIssoAssim 308 – Chupa Fox!
Siiiiiim, estamos de volta com a presença especialíssima de Artur Boni para, junto de Brunão e Baconzitos, regojizar sobre o único filme do MCU deste ano: Deadpool & Wolverine. No episódio da quinzena trazemos muito background, muita crítica, algumas tangentes e uma pitada de fanservice.
Se você não assistiu o filme, recomendamos ver primeiro pois o programa está recheado de spoilers.
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Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.
Literalmente.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.
No fim, sobra uma pergunta:
o que significa realmente merecer o anel?
Rushville entra em guerra
Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.
Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.
Hal tenta capturá-la.
John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.
E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.
O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.
Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.
Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?
Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.
A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.
Virou uma ameaça à própria identidade.
Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.
E isso coloca John diretamente em seu caminho.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.
Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.
Hal Jordan x John Stewart
Era inevitável.
Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.
Sem vilões.
Sem monstros.
Sem exércitos espaciais.
Apenas Hal e John disputando o anel.
Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.
John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.
E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.
O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.
Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.
O destino de Zoe
Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.
Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.
E é John Stewart quem encerra a ameaça.
Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.
Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.
John vence.
Mas paga um preço enorme por isso.
John finalmente recebe o anel… e desiste dele
Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.
John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.
Sua família acreditava nisso.
Os Guardiões esperavam isso.
Ele próprio queria isso.
Então finalmente consegue o anel de Hal.
E sente… nada.
Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.
Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.
John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.
E decide abrir mão.
É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.
Então quem será o próximo Lanterna Verde?
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Rafael Beraldo Dourado
7 de agosto de 2024 at 18:28
Defendendo Homem Formiga (o personagem, e não o terceiro filme) como “grande” herói (ou pequeno, depende pra que lado ele gira aquele troço): Nos dos primeiros filmes, que são basicamente (mais o primeiro) filmes de assalto, o personagem se destaca justamente pela furtividade (e pela graça de ser um “herói improvável”, a maior parte da comédia proposta em ambos). Não impede de ser um personagem que vá, de alguma forma, salvar o mundo, já que existem boas possibilidades de histórias onde um cretino sortudo consegue fazer o impossível (o próprio Peter Quell no primeiro Guardiões – antes de sabermos que ele era filho de um planeta vivo). Mas o pior é que nem é isso que acontece no Quantumania (o filme é ruim mas esse nome é muito legal), já que o Kang só é ameaça pelo que a Michelle Pfeiffer fala dele, e não por ele, de fato. E toda a história ser no mundo quântico causa outro problema que é tirar o personagem do seu ambiente “natural” e jogar numa outra realidade que além de tudo tem que ser apresentada do zero (embora renda a ótima piada do “seus prédios estão mortos?”). Tem personagem que até funciona bem pra isso – o próprio Homem Aranha em eventuais aventuras interplanetárias, e, aqui, no tema desse podcast (quando o Brunão conseguia manter no tema) o Deadpool, que sai de seu universo urbano pra “bagunçar o multiverso”. Em certos trechos aliás parecia o filme “Ryan Reynolds Massacra a Marvel”. E mesmo neste filme, que também tem trechos “contados e não mostrados”, tudo o que não tá lá acaba nem fazendo tanta falta assim. Além da cena traumatizando do Wolverine (que eu gostei da solução do passeio entre as lápides), podia ter o Motoqueiro Fantasma do Nicolas Cage (diz que não chegaram num acordo do salário) ou mesmo o Tom Cruise de Homem de Ferro que faltou no Multiverso da Loucura (e que daria uma boa referência ao arco dos quadrinhos onde o Deadpool foi amaldiçoado temporariamente a ter a cara do ator).
Aliás, olha eu aqui falando do Homem Formiga no episódio do Deadpool. Mas, pera aí, foi vocês que começaram, então só aproveito pra apontar a principal inconsistência do terceiro filme: A Michele Pfeifer, nas cenas pós créditos do segundo, tá coordenando a nova exploração do Paul Rudd no universo quântico pra, SÓ DEPOIS da bagunça toda da saga do infinito “lembrar” que tem uma sociedade lá dentro com um cara que, talvez, seria melhor não sair (e que ironia, no final das contas, era melhor não sair mesmo, pro bem da saúde do rosto da ex namorada dele).
Uma piada sobre isso teria sido excelente, embora, muito provavelmente, de mau gosto (o que talvez a tornaria ainda mais engraçada).
Mas viva Ryan Reynolds e a disposição em fazer a gente se divertir no cinema. Ao som de Madonna (e do NSync).
Eldes
19 de agosto de 2024 at 10:37
Gente, que grata surpresa me deparar com a participação do Arturverso. Ficou a vontade de ver mais uma vez o filme, atentando para o que comentaram e apontaram no episódio. Aliás, senti falta do Brunão comentar sobre o easter egg numa faixada de loja, com “Liefeld” escrito, e com dois pezinhos ao lado 🙂