Reviews e Análises
Digimon Adventure 02: O Início – Crítica
Confesso que quando me inscrevi para acompanhar a cabine de “Digimon Adventure 02: O Início” me senti um pouco retornando ao passado. Me lembrava de um anime que passava nas manhãs da Rede Globo. Eu já era adolescente então não me ligava muito mais naquilo, tinha aquela impressão de que era bobo e nada mais do que uma cópia barata de Pokémon.

E acho que ainda hoje essa pode ser a impressão de muita gente que não dedica tempo ao anime.
E qual não foi a minha surpresa ao me deparar com personagens bem diferentes daquele desenho animado que vi algumas vezes no final dos anos 90. Aqui, vários deles estão crescidos, alguns até com Digimons diferentes do que os que eu me lembrava. E como a história segue acontecimentos anteriores que eu não acompanhei, é óbvio que fiquei meio perdido no começo.
Apesar disso, o filme me surpreendeu bastante, trazendo um tema bem obscuro envolvendo depressão, violência doméstica e parental, traumas de infância, entre outros temas bem pesados para um anime. Infelizmente o drama toma conta da maior parte do filme e deixa de lado a oportunidade de ter mais cenas de ação, deixando apenas para o seu clímax algo mais agitado.
De qualquer maneira acredito que o filme vai ressoar mesmo é com quem acompanha já há tempos as aventuras de Digimon. Dez anos se passaram desde a aventura no Mundo Digital de Davis, Yolei, Cody, T.K., Kari e Ken. Todos parecem estar mudando em termos de aparência e estilo de vida. De repente, um gigantesco Digiovo aparece no céu sobre a Torre de Tóquio.
A animação está belíssima, com fotografia linda e cores vivas que impressionam. Infelizmente a história não foi impactante o suficiente para me fazer ir atrás de mais conteúdo da série.
Apesar disso, dou uma nota 3 de 5.
Reviews e Análises
O Fim da Rua – Crítica
O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.
Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.
Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.
Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.
No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.
-
Podcasts2 semanas agoQueIssoAssim 360 | Como será o novo Batman do DCU?
-
CO23 semanas agoCO2 427 – Pokémon Substitui o Dólar no Apocalipse, 5 Emmys de Spider-Noir e Trailer de Godzilla!
-
QueIssoAssim2 semanas agoReflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
-
CO22 semanas agoCO2 428 – Homem-Aranha Bate Recorde de Star Wars, Vencedores do Emmys e Múmia na Netflix!

