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Reviews e Análises

John Wick 4 – Baba Yaga – Crítica

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John Wick segue uma fórmula, de sucesso, e a entrega de uma forma muito boa. Keanu Reeves está de volta chutando bundas, dando tiro, levando porrada, mancando e mostrando que um bom terno pode salvar sua vida. Creio que a série John Wick trouxe (novamente) à tona o filme de ação criado por dublês, o que é muito bom para a indústria. Filme onde a ação é pela ação, onde qualquer motivo pra ter briga é um bom motivo, e onde o roteiro é repleto de “e eles brigam”.

E é isso que ele entrega: um filmão de ação pra assistir comendo pipoca com refri. Com cenas de luta surreais, onde o ator principal começa a mostrar a idade. Na primeira cena de ação, que é bem longa, podemos ver Keanu errando o movimento em alguns momentos… Mas é o Keanu, em todas as cenas. Até dirigindo o carro, eles tiraram as portas do carro e iluminaram ele bem pra mostrar que é o Keanu ali dirigindo o carrão no meio do caos.

Temos a volta de quase todo o elenco dos filmes anteriores, Laurence Fishburne, Lance Reddick, Ian McShane, Donnie Yen e muitos outros engrandecem o filme que é uma maravilha visual. Com locações maravilhosas, fotografia incrível, muita ação e uma pitada de comédia aqui e ali pra poder respirar.

Nesse filme, John Wick continua na busca de sua liberdade e vai ao limite da organização de assassinos para encontrá-la. Ele viaja ao redor do globo e é perseguido por um novo inimigo (Bill Skarsgard) e uma penca de assassinos que querem o prêmio em sua cabeça. É diversão do início ao fim e vale demais o ingresso e as guloseimas.

Avaliação: 4.5 de 5.
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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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