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QueIssoAssim 261 – Perpétuos (The Sandman Netflix Season 1)
No episódio de hoje, Andreia e Valdir tomam de assalto o QueIssoAssim, e retomam o projeto Perpétuos. Com a ajuda de Brunão e Baconzitos, a ideia é analisar o que funcionou e o que não funcionou na adaptação para a tv de The Sandman, obra seminal de Neil Gaiman. Vem com a gente descobrir tudo sobre o mundo dos sonhos!
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QueIssoAssim
Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.
Literalmente.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.
No fim, sobra uma pergunta:
o que significa realmente merecer o anel?
Rushville entra em guerra
Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.
Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.
Hal tenta capturá-la.
John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.
E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.
O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.
Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.
Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?
Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.
A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.
Virou uma ameaça à própria identidade.
Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.
E isso coloca John diretamente em seu caminho.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.
Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.
Hal Jordan x John Stewart
Era inevitável.
Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.
Sem vilões.
Sem monstros.
Sem exércitos espaciais.
Apenas Hal e John disputando o anel.
Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.
John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.
E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.
O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.
Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.
O destino de Zoe
Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.
Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.
E é John Stewart quem encerra a ameaça.
Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.
Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.
John vence.
Mas paga um preço enorme por isso.
John finalmente recebe o anel… e desiste dele
Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.
John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.
Sua família acreditava nisso.
Os Guardiões esperavam isso.
Ele próprio queria isso.
Então finalmente consegue o anel de Hal.
E sente… nada.
Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.
Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.
John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.
E decide abrir mão.
É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.
Então quem será o próximo Lanterna Verde?
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Alexandre Garcia de Carvalho (NerdMaster)
17 de agosto de 2022 at 10:20
Excelente programa queridos sonhadores!
Aqui é o depressivo Alexandre NerdMaster e vim dizer que este episódio foi sensacional. Desespero, digo Brunão, apesar de não se achar um especialista soube dar sua opinião de forma contundente.
Já o Desejo, digo Baconzitos, fez o que todo “especialista da cultura pop” faz: dá sua opinião sem conhecer patavinas da obra. Com o acréscimo dele fazer isso com jogos e prostitutas.
E o que falar da participação dos “irmãos” Sonho e Morte, digo do casal Valdir e Andréia? Perfeitos, bem articulados, conhecedores do conteúdo, mantenedores da coerência.
Sem eles não poderia ter este episódio tal como não poderia ter a série sem os Perpétuos Sonho e Morte.
Se eu tivesse participado teria sido como o Destruição: na minha, sem arrumar briga mas com a capacidade de botar tudo pra fuder (e não no sentido Zitos da palavra)
Vida Longa e Próspera
Alexandre “NerdMaster”
Rafael Beraldo Dourado
18 de agosto de 2022 at 17:01
Há defesa para o indefensável?
Estou redigindo esta mensagem ainda sem ter terminado de ouvir o programa e então já me antecipo pedindo desculpas se eu escrever algo aqui que foi falado mas que esteja numa parte que eu ainda não cheguei.
Foi ouvindo os episódios do Perpétuos que eu me dei conta o quão pouco eu lembrava da obra, e me ajudou muito a não ser pego tão de surpresa pelo que a série trouxe. Mas sim, a cena da Morte fazendo a “coleta” me causou um tremendo mal estar quando chega a parte do bebê. Porque a hora que mostra o berço eu lembrei da cena nos quadrinhos, e sou muito grato que os produtores tiveram o cuidado de cortá-la ali, e não 2 segundos depois, com a reação da mãe (que tá nos quadrinhos). Me ecoou na mente mesmo sem estar lá e me deixou mal, de verdade, o resto do dia. Mas até aí, cumpriu sua função.
Mas o que eu gostaria de falar é meio que tentar “defender” quem reclama de tudo. Claro que o próprio autor fazendo as alterações na obra pode deixar qualquer birra nesse sentido sem argumento. Mas autores também podem gerir mal a própria obra, taí os episódios 1, 2 e 3 de Star Wars pra não me deixar mentir (e eu recebendo ameaças agora por comparar o Neil Gaiman com o George Lucas). Que o Neil Gaiman tenha atualizado pra deixar fazendo mais sentido para o contexto atual, claro, faz todo o sentido, nada na história justificaria datá-la nos anos 80. Mas algumas oportunidades foram perdidas. A Morte, sendo negra, possibilitaria abrir leque para outras discussões, e no final foi apenas uma mudança estética, principalmente se considerar a cena dela na época medieval. A abordagem da escravidão está citada no diálogo mas a parte que o próprio cara que resolveu viver pra sempre está se relacionando com uma mulher negra e que precisa esconder o seu passado escravocrata dela não está na série (mas pra ser bem sincero, eu nem lembrava disso, foi em algum dos comentários e críticas que eu li/ouvi falar desse trecho). E, de fato, não faz diferença.
Já a Constantine contemporânea e a troca de gênero fez diferença, porque o personagem original sabemos que não é flor que se cheire, e a versão da companheira do Doutor parece bem mais “leve” – além do quê o carisma da atriz não dá pra deixar a gente com raiva dela. Mas teria mais culpa ali na cena do pozinho viciante (no caso, o pó do Morpheus) que “pegou leve”, quase como se tivesse pena dela.
Mas um senão que eu gostaria de propor é o seguinte: Assim como o público que vê na sinopse “adaptação de quadrinhos” e se frustra quando descobre ali que existe mais opções de quadrinhos do que de “hominho se batendo” e acaba por depreciar a obra porque não é exatamente como ele está acostumado, aqueles que a defendem podem (e devem) fazê-lo sem usar o mesmo recurso invertido. Não precisa falar mal de um produto de ação e aventura pra falar bem de um produto mais “intelectualmente desafiador”. Endossar a fala do Scorcese, da Jodi Foster e do Spielberg é ignorar que por mais geniais que todos sejam em suas carreiras e em suas capacidades de contar histórias, eles estão ressentidos porque chocolate vende mais que maçã. A gente não precisa compartilhar desse ressentimento.
Sandman não é pra todo mundo e isso não é necessariamente uma escala de valor sobre as preferências de cada um do público. Talvez a maior dificuldade em adaptar Sandman não fosse nem da grana e nem da necessidade de “resumir” algumas coisas, e sim do fato de que é um público menor e talvez não desse o retorno do investimento. Parece que deu. Tomara, vamos ver o que vem por aí.
Rafael Beraldo Dourado
18 de agosto de 2022 at 17:58
Ah, sim, sobre a questão das séries semanais. A Netflix também faz com algumas – pelo menos fez com Better Call Saul (derivada de Breaking Bad, teve o último episódio disponibilizado no dia 17), embora, neste caso, seja porque a série também foi exibida numa emissora de TV e aí seguiram a lógica da grade semanal.
Rafael Beraldo Dourado
28 de agosto de 2022 at 15:10
Pessoal, inspirado na série, animei uma versão da batalha do Morpheus contra o Estrela-da-manhã, num estilo de um joguinho indie chamado Friday Night Funkin´:
https://www.youtube.com/watch?v=Kjq85fRqi1E
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