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Reviews e Análises

Eduardo e Mônica – Crítica

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Eduardo e Mônica, dirigido por René Sampaio é inspirado na música da Legião Urbana de mesmo nome e conta a história de Eduardo (Gabriel Leone), jovem rapaz neto de militar que vive na Brasília dos anos 80. Em determinada noite, em uma “festa estranha com gente esquisita”, ele conhece Mônica (Alice Braga), jovem médica que está passando por um momento difícil pois acabou de perder o pai, com quem tinha uma relação muito boa. Os dois se conhecem, acabam se gostando, mas são muito diferentes. E aí se desenrola a história, com idas e vindas, brigas e amor, até que no final se descobre que “não existe razão nas coisas feitas pelo coração”.

A tarefa difícil do roteiro em desenvolver os versos de uma música de apenas quatro minutos e meio em duas horas de projeção é nítida. Por alguns momentos o filme parece se arrastar em um “mela-cueca” sem fim. Em outros, diverte bastante, principalmente aos fãs da banda capitaneada por Renato Russo ou a quem vive ou viveu em Brasília. Se existe um mérito no filme, seria esse. Fazer a gente se apaixonar novamente pela cidade, sem precisar mostrar necessariamente a todo momento os principais monumentos de Oscar Niemeyer.

Os dois atores seguram bem o filme, mas a dificuldade do roteiro em deslanchar a história pesa bastante. Talvez se não houvesse a necessidade de que fosse um longa-metragem, tudo ficasse mais fluído e agradável. Funciona bem como homenagem, como fan-service, mas peca como entretenimento para o público em geral. Vai agradar mais a galera que curtiu os anos 80.

Avaliação: 2.5 de 5.

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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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