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Reviews e Análises

Família Monstro 2 – Crítica

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Família Monstro 2 é a continuação de Uma Família Feliz. É, eu sei, não faz o menor sentido. Mas é isso aí, viva com isso. Pelo menos dessa vez a história é um pouquinho melhor do que a do filme original. A família Wishbone acaba se transformando novamente em monstros (vampira, lobisomem, múmia e o monstro de Frankenstein) quando resolvem resgatar Baba Yaga e Renfield da família caçadora de monstros, os Starr. Aí o filme entra numa de viajar pelo mundo para impedir que a Mila Starr, filha da família que caça os monstros, capture outras criaturas clássicas como o Monstro do Lago Ness, o Pé Grande e até King Kong. Lá pelas tantas e idas e vindas, todos vão aprender uma lição de que ninguém é perfeito, os vilões se dão mal e tudo volta ao normal e são felizes para sempre.

A animação é bem feitinha, mas o roteiro é fraco ao desenvolver as piadas e transformar a experiência agradável tanto para as crianças quanto para os adultos. Como o roteirista não sabia como criar situações engraçadas, esses momentos no filme se resumem a pedaços de humor pastelão com os personagens a cada dez segundos batendo com a cara ou a bunda no chão. Patético. Mas, é importante ressaltar que o filme funciona bem para os menorzinhos. Levei minha filha de seis anos e ela se divertiu bastante. E isso é o que importa. Aos adultos que acompanharão as crianças, basta saber que o filme até que passa rápido e a pipoca deve ajudar.

Avaliação: 2.5 de 5.
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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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