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Reviews e Análises

A Família Addams 2 – Pé na Estrada – Crítica

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A Família Addams retorna aos cinemas em mais uma adaptação. Sequência animada do desenho de 2019, dessa vez a história gira ao redor de uma possível dúvida se Vandinha é mesmo uma Addams ou se teria sido trocada na maternidade. O enredo acaba indo por um lado meio destrambelhado, envolvendo uma viagem para unir a família e essa descoberta da personagem se faz parte de outra família ou não. Claro que no final vão restar os ensinamentos edificantes e tudo o mais, mas isso tudo a gente já viu quinhentas outras vezes em diversos outros produtos de entretenimento.

Com um elenco de dublagem muito afinado, com heróis e heroínas da dublagem como Mônica Rossi, Guilherme Briggs e Alexandre Moreno, infelizmente pode-se dizer que é a dublagem a única coisa que realmente vale a pena no filme. A animação não evoluiu em praticamente nada ao de 2019, inclusive parecendo que se aproveitaram os mesmos moldes dos personagens. A história então é muito ruim. Poderia ser uma aventura na vida de qualquer família desajustada da tv ou do cinema. Já vimos o plot de criança trocada tantas vezes que nada ali soa como novidade. E onde daria pra ser novidade, o filme falha.

Falta Família Addams na Família Addams. Onde estão as bizarrices? O humor sórdido? As piadas macabras? As tentativas de homicídio entre Vandinha e Feioso? Nada. Zero. O filme traz duas ou três piadas interessantes e o resto é um marasmo de criatividade. Uma pena, já que o filme de 2019 foi um dos mais divertidos daquele ano. Família Addams 2 – Pé na Estrada é um desperdício. Não vale nem para levar as crianças para se distraírem. Capaz delas pedirem pra sair na metade.

Avaliação: 2 de 5.

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Reviews e Análises

O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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Burburinho

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