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Reviews e Análises

O Colibri – Crítica

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Mas olha só… Um belo filme italiano por aqui. Sejam bem vindos. Essa História traz uma jornada bem reflexiva sobre o que dá sentido a jornada da vida e relações. Requer atenção, pois trabalha com a evolução de duas linhas do tempo, e isso pode ser confuso em algum momento para quem se distrai. Agora, é um drama bem trabalhado e que traz assuntos bem interessantes.

“O Colibri”, Pandora Filmes, 2023

O filme é dirigido por Francesca Archibugi, mesma de “A Árvore do Pico” de 1998 e “Questione di Cuore” de 2009. E devo parabenizar pela qualidade do trabalho. A condução dos atores, das cenas, a manutenção do ritmo e dos detalhes, tudo isso foi simplesmente maravilhoso. Tecnicamente o filme merece elogio. O olhar foi bem delicado sobre muitos assuntos que poderiam ser bem complicados e chocantes. O trabalho da diretora leva a gente de modo bem bonito.

O roteiro é de Sandro Veronese (“Gli Sfiorati” de 2011 e “Caos Calmo” de 2008), Laura Paolucci (“Gli Sfiorati” de 2011 e “Caos Calmo” de 2008), e também da diretora. É um roteiro complexo e traz referências bem ricas de cada personagem. Esse drama tem uma construção não linear e isso, que pode ser bem complicado, foi bem feito. Tem o eixo centrado na vida de um personagem e seus dramas familiares ascendentes e descendentes com tato, mas sem delicadeza.

“O Colibri”, Pandora filmes, 2023

No elenco temos Pierfranchesco Favino (“Rush: No limite da emoção” de 2013 e “Jogada de amor” de 2022) como Marco Carrera, A história passa em sua fase desde a infância até a velhice e seus momentos emblemáticos e de decisões importantes. Kasia Smutniak (“Perfeitos Desconhecidos” de 2016 e “Dolittle” de 2020) como Marina Molitor, a esposa escolhida, mas que vive a instabilidade de um casamento sem amor. Bérénice Bejo (“O artista” 2011 e “Um Brinde ao sucesso” de 2020) como Luiza Lattes, o amor da vida que não virou esposa. Nanni Moretti (“Habemus Papam” de 2011 e “Cada um com seu cinema” de 2007) como Carradori, de terapeuta de Marina para amigos da família. E mais uma lista longa que levaríamos páginas de boas referências. As personagens apresentam mais de um momento da vida, em alguns casos são o mesmo artista, e fazem tão bem, mas tão bem. O final do filme é comovente.

“O Colibri”, Pandora Filmes, 2023

A história é construída na trajetória de Marco Carrera e em como a história de seus pais e sua infância lhe conduzem a escolhas que o faz chegar em um ponto em que sua vida precise de sentido. Sua busca passa por lidar com os traumas de infância, a resposta aos dramas familiares, a busca por sentido nos seus gostos e felicidade, e a busca pela tranquilidade com seus amores e suas escolhas o leva a uma relação diferente com a vida.

Essa crítica da uma nota 5 de 5.

Avaliação: 5 de 5.

O filme estreia dia 13 de abril no cinema.

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Reviews e Análises

Mickey 17 – Crítica

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Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.

Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.

No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.

O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.

Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.

Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.

Avaliação: 4.5 de 5.
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