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Reviews e Análises

Campeões – Crítica

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Esse filme me pegou demais. Muito além do que eu esperava. Um filme surpreendentemente empático e com uma naturalidade comovente. Eu confesso que não estava preparado para esse filme. Como sempre, fui na surpresa e aberto para que ele me mostrasse seu melhor sem expectativas, e esse filme fez o favor de me tomar pelos braços e dar um quentinho no peito. Esta é uma versão americana de um filme espanhol lançado em 2018 igualmente tocante.

Marcus, “Campeões”, Universal Pictures, 2023

Ele tem a direção de Bobby Farrelly, de “Eu, eu mesmo e Irene” de 2000 e “Os três patetas” de 2012, e tem uma experiência maravilhosa com esse filme. Sabe ter um humor maravilhoso e extremamente delicado. O trabalho de direção e o olhar por trás da câmera foi impressionante e incrivelmente suave. O diretor realmente precisou de uma flexibilidade nas gravações e na hora da montagem que é muito empático. Apesar de ele não ter feito uma dança de técnicas e poéticas, é visível a presença e a qualidade do trabalho do diretor.

No roteiro temos as mãos de Mark Rizzo, Javier Fesser (“Campeones” de 2018 e “Histórias Lamentables” de 2020) e David Marqués (Criador da história original de “Campeones” de 2018 e “Cuidado con lo que deseas” de 2021). E que delicadeza, quanta leveza, quanta força em um só roteiro. Realmente este roteiro precisa ter uma maleabilidade na execução e que ao mesmo tempo deixa espaço pra crescer ainda mais com a co-participação dos atores. A premissa é bem simples, as falas também não são muito rebuscadas e complexas, as cenas não trazem uma grande complexidade, mas a temática e como ele se utiliza dessa simplicidade pra construir um caminho leve, delicado, mas ao mesmo tempo tocante, é o que faz esse roteiro tão merecedor de elogios.

“Campeões”, Universal Pictures, 2023

Os atores são um show à parte. Temos uma parte de elenco muito boa como Woody Harrelson (“Três anúncios para um crime” de 2017 e “Triângulo da tristeza” de 2022) como Marcus, Kaitlin Olson (“As bem armadas” de 2013 e “Férias frustradas” de 2015) como Alex, Matt Cook (“Tico e Teco: os defensores da lei” de 2022) como Sonny, Ernie Hudson (“Os caça fantasmas” de 1984 e “A mão que balança o berço” de 1992) como Treinador Phill Perretti e Cheech Marin (“Era uma vez no México” de 2003 e “Machete” de 2010) como Julio. E aí vem aquele elenco maravilhoso que leva o filme todo no bolso. Temos Madison Tevlin como Cosentino, Joshua Felder como Darius, Kevin Iannucci (“Raça e redenção” de 2019) como Johnny, Ashton Gunning como Cody, Matthew Von Der Ahe como Craig, Ton Sinclair como Blair, James Day Keith como Benny, Alex Hintz como Arthur, Casei Metcalfe como Marlon e Bradley Edens como Showtime. Esse elenco é maravilhoso e deram um show de câmera em muito artista que vi em outros filmes recentes, einh.

“Campeões”, Universal Pictures, 2023

O filme conta a história de Marcus, técnico assistente de Phil Perretti, que tem um temperamento muito esquentadinho e acaba se metendo em umas confusões. Uma dessas confusões é ter tomado umas e outras e batido na traseira de um veículo da polícia parado. Seu amigo Phil o tira da cadeia, mas lhe comunica que está demitido. Lá se vai pelo ralo o sonho de ser treinador da NBA. E pra “piorar” sua situação, é condenado a prestar noventa dias de trabalho comunitário como treinador de basquete para um time local de atletas com deficiência intelectual. Pronto, agora ele estava nada feliz. Só que as coisas começam a mudar durante sua experiência. O que foi? ahhh isso você vai ter que assistir. E vale muito a pena. Depois nos conte o que achou.

Essa crítica da nota 4 de 5 para esse filme.

O filme estreia dia 25 de maio nos cinemas.

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Mickey 17 – Crítica

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Mickey 17 é o filme mais recente de Bong Joon Ho (Parasita 2019) que desta vez nos traz uma ficção científica onde a clonagem (ou seria replicação?) de seres humanos existe. Nesse universo Robert Pattinson é Mickey Barnes, um dispensável – um funcionário descartável – em uma expedição para o mundo gelado de Nilfheim.

Mickey é recriado após cada missão extremamente perigosa que normalmente acaba em sua morte. O filme segue a décima sétima versão de Mickey que também é o narrador de como ele foi parar nessa roubada. E conta como as 16 vidas passadas foram muito úteis para a sobrevivência do restante da tripulação e passageiros da nave. Tudo ocorre muito bem até que, ao chegar de uma missão Mickey 17 se deita em sua cama e Mickey 18 levanta ao seu lado.

No elenco temos Steven Yeun (Invencível) como Timo, o melhor amigo de Mickey. Naomi Ackie (Pisque duas Vezes) como sua namorada Nasha e Mark Ruffalo (Vingadores) como Kenneth Marshal o capitão da nave.

O roteiro do filme foi adaptado do romance Mickey7 de Edward Ashton e foi anunciado antes mesmo da publicação da obra. Ele é cheio de críticas sociais, algo muito comum nos trabalhos de Bong Joon Ho, que usa a nave, sua tripulação e seus passageiros como um recorte da sociedade. Com um seleto grupo cheio de regalias enquanto a massa tem que contar minunciosamente as calorias ingeridas, pessoas com trabalhos simples e outras literalmente morrendo de trabalhar em escala 7×0.

Robert Pattinson quase carrega o filme nas costas, mas Mark Ruffalo também dá um show de interpretação junto de Toni Collette. Infelizmente Steven Yeun não se destaca muito e fica dentro da sua zona de conforto, mas não sabemos se o papel foi escrito especificamente pra ele. O elenco entrega muito bem as cenas cômicas e também as dramáticas, o que não te faz sentir as mais de duas horas de filme passarem.

Mickey 17 é um filme de ficção com um pé bem plantado na realidade que te diverte do início ao fim.

Avaliação: 4.5 de 5.
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Burburinho

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